BATE-PAPO, inspirations

6 GAME-CHANGING INSTAGRAMERS QUE ESTÃO A MUDAR MENTALIDADES

29 Maio, 2018

 

Não raras vezes sinto, quando estou a passar olhos pelo meu feed do Instagram, que as imagens perpetuadas são muito parecidas, são muito iguais, exaltam quase sempre as mesmas coisas.

 

Temos a bela da paisagem idílica; temos o belo do pequeno-almoço com curadoria millennial de tostas com abacate; temos maquilhagens flawless com pestanas postiças; temos o contorno irrepreensível para a selfie perfeita; temos o look do dia pensado e pousado; temos o beijo apaixonado em cenário romântico; temos a ida ao ginásio a piscar o olho ao areal, para sambar na cara das que têm o rabo alapado ao sofá; temos as férias invejadas.

 

E os temas repetem-se nas postagens. Eu, que tenho sempre um grande problema com a coerência do meu Instagram (quer em número, quer em qualidade), que neste momento é capaz de arrepiar os cabelos da parte de trás da nuca de todas as #loucas do Instagram que têm o seu feed super pensado, organizado por cores e com mensagens altamente inspiracionais, fico sempre a ansiar por mais “qualquer coisa”.

 

Dei por mim, nos últimos tempos, a procurar contas de instagram, naquela parte da “pesquisa” (tenham muito cuidado quando carregam no botão da lupinha porque aquilo é um buraco negro de voyeurismo alheio, que uma pessoa acha que está ali há 5 minutos e afinal já se passaram 2 horas. Atenção!) que me dessem algo mais, que se destacassem deste mar de curadorias várias de “coisas-apenas-bonitas”.

 

Eu sei! Eu sei! O ADN do Instagram é esse. Se quiséssemos definhar em desgraças ligávamos o Facebook, que se tornou o palco privilegiado de partilhas mal-amadas, bocas, fotografias de família e vídeos de gatinhos. Eu sei!

 

Mas eu acho que à parte das imagens bonitas e com filtro, o Instagram pode ser mais do que isso. Especialmente agora com a opção das “stories”. Pode ser mais espontâneo, pode dar os bastidores engraçados das fotografias “picture-perfect” e humanizar as “vidas-aparentemente-perfeitas” que são perpetuadas nesta rede social. Concordam?

 

E nem a propósito!

Hoje vi este artigo que dava exemplos de 6 contas de Instagram que se tornaram autênticos hinos de luta, coragem e mensagens positivas. Já estou a seguir algumas destas contas e apaixonada pela diversidade que se pode ter com uma mesma ferramenta de comunicação. Para mim o Instagram é isto e, acredito, pode ser ainda muito mais.

 

Slick Woods

Slick Woods é indiscutivelmente cool. Ela passou do anonimato para a fama instantânea graças a Kanye e Rihanna (ela é actualmente a cara da campanha de lingerie da Rihanna, Fenty x Savage).
Sigam-na em: @slickwoods

 

Paloma Elsesser

Quem gosta de maquilhagem e está atenta às novidades possivelmente reconhece Paloma Elsesser da mais recente campanha da Glossier – Hidratante Body Hero. Na sua conta de Instagram ela partilhou abertamente o que tinha significado para pousar nua pela primeira vez e todos os fantasmas que teve que lidar para conseguir fotografar a campanha.
Sigam-na em: @palomija

 

Leyna Bloom

Leyna Bloom é uma modelo e activista que tem quebrado barreiras para as mulheres transgénero.  Em 2017, ela foi a primeira mulher trans a ser capa da Vogue Índia. Em abril deste ano ela tweetou que foi a primeira modelo transgénero negra a fazer campanha e a desfilar para o Victoria Secret Fashion Show. Claro que este tweet viralizou geral! Os seus posts continuam a ser parte integrante da sua luta diária por maior representatividade na indústria da moda.
Sigam-na em: @leynabloom

 

Steph Aiello

Quando surgiu com a sua conta de Instagram ninguém diria que Steph era paraplégica, resultado de um acidente de viação em 2010. Ela decidiu apresentar-se sempre se revelar que estava paralisada da cintura para baixo. Só num encontro com Tyra Banks é que Steph mudou radicalmente a sua conta e decidiu partilhar com todos a sua vida sem restrições. A partir desse momento Steph passou de maquilhadora extraordinária a modelo inspiracional.
Sigam-na em: @uwalk_iglide

 

Jameela Jamil

A actriz de “The Good Place” tem sido, nos últimos tempos, uma voz activa sobre os padrões de beleza irreais que a sociedade preconiza e as repercussões negativas que esse exacerbamento tem provocado do desenvolvimento de milhares de raparigas por esse mundo fora. Aqui nesta plataforma ela explora outros significados e outras imagens de como as mulheres podem e devem ser retratadas, que passa por valorizar muito mais do que a nossa aparência.
Sigam-na em: @jameelajamil

 

Anok Yai

Em Fevereiro deste ano Anok fez história ao ser a primeira mulher negra a abrir o desfile da Prada em mais de 20 anos. A última mulher que tinha conseguido este feito foi Naomi Campbell em 1997.
De relembrar que Anok chegou aos Estados Unidos com a sua família como refugiada em 2000. Se todos estes motivos não são suficientes para seguir já esta rapariga lutadora e inspiradora, não sei o que serão.
Sigam-na em: @anokyai

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