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TREND

A MODA DA FITA-COLA | ARTE OU CAMBALACHO?

16 Maio, 2017

 

Há a moda do biquíni. Há a moda das coulottes. Há a moda do crop top. Há a moda do negligé. Há a moda do minimalismo. Há a moda dos ténis. Há a moda do escandinavo. Há a moda do Hyge. Há a moda do orgânico. Há a moda do saudável. Há a moda das corridas. Há a moda do vegan. E, já dizia a Ruth (com “th”) Marlene que há a moda do “pisca-pisca”.

 

Agora… a moda da fita-cola?!?!?!?

 

PAROU TUDO!

O QUE É ISTO, MINHA GENTE?!

 

Ou isto é gente que tirou 5 a EVT e está com saudades de uns TPC manuais; ou isto é gente que não sabe o que fazer com o seu tempo-livre; ou isto é gente que não tem extremidades nervosas e não sente dor quando vai fazer a depilação a cera; ou isto é gente que é patrocinada pela Staples (BIG TIME), que eu olho para isto e vejo uma trabalheira desgraçada e, pelo menos, dois rolos industriais de fita adesiva.

 

 

Digam-me vocês. Já se cruzaram com alguma moçoila tapada em tape?!

Desculpem, mas tinha que fazer esta piadola.

 

“The Black Tape Project”, que em “amaricano” soa sempre tudo melhor, é um projecto, criado por um artista de Miami (claro!) Joel Alvarez, que consiste em colar, em moçoilas completamente nuas, pedaços de fita-cola em zonas muitooooooooo estratégicas (if you know what i mean).

Esperto, diria o meu pai!

 

 

Digamos que esta versão 2.0 do velhinho “body paiting” foi uma acrobacia engraçada, perpetrada por este jovem com claro talento para trabalhos manuais, que conseguiu convencer a vizinha da frente a deixá-lo colar pedaços de fita-cola nos geniais e nos mamilos com o pretexto de ser “buésda-fixe”.

A moça nessa noite foi ao Urban-lá-do-sítio e fez s.u.c.é.s.s.ó.

 

Depois dessa performance artística, ele abriu uma conta pessoal lá na Staples e passou a fazer marcações de fita nocturna no anexo lá de casa.

Parece fácil não é? Se calhar não! Que há aqui muita cornucópia de safadeza e geometria escandalosa.

 

 

Mas para onde é que as rapariguitas vão assim? Para a rua?!

Ahhhhh pois é! Dans lá street é o que vos digo.

Direitinhas para a discoteca abanar a fita até descolar.

 

O que me leva a uma segunda indagação, pu’demais de pertinente: quem frequenta ou já frequentou espaços nocturnos de cambalacho, vulgo discotecas, sabe que a parti das 2h da matina já se formou uma espécie de nebula gaseificada, em jeito de suor, sangue e lágrimas, nas pistas de dança. E quando assim é, lá se vai a mise que fomos fazer ao cabeleireiro para arrasarmos naquela night, os caracóis já descaíram, o eyeliner esborratou, o rimel foi-se, o batom ficou apenas concentrado nos cantos da boca, e as roupas ficaram coladas ao corpo como se tivéssemos corrido 10 km marcha ao som de puntz, puntz puntz.

 

 

Estou certa ou estou errada? CERTA!

Agora digam-me, do alto da vossa integridade e avaliação artísticó-funcional, como é que estas “piquenas” chegam a casa com fita-cola ainda no(s) sítio(s) certo(s)? Aquilo não se descola? E se ele se engana, com’é? E onde levam o telemóvel, as chaves e a carteira? E para tirar? Não arrancam os pelos? Quais pelos?!?!?! E para ir à casa-de-banho? Guardam extra-fita no bolso para o xixizinho da meia-noite?

 

Não sei… são muitas perguntas para tão pouca… FITA!

 

Deixo-vos com mais algumas imagens e indagações.

Se tiverem mais algum pensamento que queiram partilhar feel free to partilhate que este é um espaço aberto e de inclusão criativa.

 

 

 

 

 

Boa terça-feira, minha gente!

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