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AS GRANDES QUESTÕES DA VIDA | Ep: “Porque é que os Homens São os Reis da Sanita?”

9 Fevereiro, 2017

Ahhhhhhhhhhhhhhhh! Antes que comecem a imaginar do que estou a falar, dou já o spoiler: é cocó, minha gente! 
É de cocó que vos vou falar no post de hoje! 

Digam lá que não é uma emoção entrar neste blogue, cor-de-rosa, fofinho, feminino e ler “Cocó” no motivo do texto!? Ah pois é! Sempre a surpreender e a trazer “AS GRANDES QUESTÕES DA VIDA”, para a discussão pública, ou púbica… como preferirem, neste caso 🙂

Não abandonem já este post! Dêem um chance ao cocó masculino e a esta grande teoria escatológica. Stay tuned, que a partir de agora it’s going downnnnnnnnnnnnn (só podia, né?!).

Ora bem, desde muito pequenina que venho observando a natureza humana, os comportamentos identificativos de homens e mulheres, sempre na esperança de melhor compreender porque é que as Mulheres são de Vénus e os Homens de Marte e, vá, melhor compreender porque somos na verdade de galáxias tãoooo distantes. 

Eu, que sempre fui uma maria-rapaz, hiperactiva, louca das corridas e das brincadeiras na rua com os vizinhos, lembro-me de com os meus 14 anos invejar de morte todos os rapazes à minha volta por poderem correr livremente, sem t’shirt e sem SOUTIEN, esse grande espartilho da mulherada que nos esmaga as mamas e as costas como se de um para-quedas para a vida adulta se tratasse. 

Claramente, eu fui aquela pré-adolescente por quem ninguém dava nada, que saia ao pai (nesse mesmo sentido colorido que estão a pensar), que teve a sua menstruação tarde e que, de repente, tudo explodiu no seu corpo (literalmente!) ficou com maminhas de fazer inveja às amigas e um rabo que saiu vindo do espaço (talvez de Vénus…) mostrando que afinal já era uma moçoila-mulher, com tudo a que tinha direito, especialmente curvas e pendências naturais. 

Escusado será dizer que… ODIEI! 
O rabo incomodava-me nas calças. Era mais um peso adicional na agilidade física necessária para as macacadas que operava diariamente, e as mamas… ppppfffff… um peso, um desconforto, uma CHATICE! 

Passado algum tempo, não havia volta a dar. As mamas não foram embora, o rabo não desinchou e aquilo que agente sabe também não desapareceu. Aquele seria o meu corpo dali para a frente e só tinha que aceitar o desígnio do destino onde só vislumbrava o cu e as mamas, numa vida futura pautada pelo amigo-soutien. 

Confesso, até hoje sonho poder correr de mamas ao léu. E quê? Cada um com a sua pancada… 

Bom (estalo de língua), posto este pequeno desabafo em jeito de contextualização, retomamos a temática do dia – COCÓ!

Se aos 14 anos eu invejava os peitos desnudos masculinos, aos 30 (oi!?) invejo a capacidade escatológica dos homens. 

O que me faz pensar, assim só pela força dos nervos, que o mundo é, à partida, um lugar muito injusto. Ora vejamos…

Ontem fui a casa almoçar com o maridão. Depois do belo repasto e do café arrumámos a cozinha e saímos em passo largo para o jardim, para passearmos a nossa filha-de-quatro-patas. 

Quando íamos a meio caminho do nosso habitual passeio, oiço o tão aguardado apontamento do Senhor-lá-de-Casa:”acho que tenho que ir à casa de banho”.

A sério?!?!?!?!? COMO ASSIM!?!?!??!?!?!? 
COMO ASSIM MINHA GENTE! 
PAROU TUDO!!!

É disto que falo! 

Como é que os homens, e estou a generalizar propositadamente porque infiro a partir da amostra desta investigação que é uma característica comum da raça, têm esta ligação directa entre a boca e o esfincter anal?! 

Só me apraz dizer que “aquilo” é como a Concha – como entra,SAI! 
É que assim também eu! 
Assim também eu repetia o meu almoço três e quatro vezes, comia fruta em cima do banquete, alarvava na sobremesa e terminava com um café. 

#FÁCIL

É que a comida nos homens nem arrefece no estômago. Aquilo sai logo em modo Salsicharia Limiana.

Por isso é que acho que a natureza foi muito injusta para nós! 

Vamos quebrar o tabu e falar sobre as grandes questões da vida!

Uma mulher incha só porque está com o período (e estou a falar de, pelo menos, 2 a 3 kg cada mês). 
Não come os chocolates e as batatas fritas porque cada porção ingerida vai automaticamente, em modo celulite, para os flancos laterais dos costados e para as badanas, só para nos tramar o Verão. 
Não alarva à mesa, porque tem que estar sempre a controlar a figura, para depois não esbardalhar o esforço do gym. 

E tudo isto porque NÃO CAGA como os homens e a comida acontece ficar sempre a pairar no vortéx existente entre o nosso esófago e a nossa saída de emergência! Capiche?!

PARA ONDE É QUE A NOSSA COMIDA VAI!??! Não vai parta o mesmo sítio dos homens? WHY?!

(Too much information?)

É que a deles vai direitinha para onde tem que ir. Logo, na hora! Várias vezes ao dia. E nós?! Ficamos ali a marinar na merda (pardon my french!), porque o nosso corpo fica confuso com o que deve fazer com os dejectos femininos – Hum?!? Uma máscara facial ou uma pasta hidratante?! NÃOOOOOO CORPO! Não!??!?!? 
É para sair tudo e L.O.G.O, de preferência!

Quem nunca foi naquela viagem de amigos e amigas e viveu o terror e o sofrimento da BFF que em 5 dias de férias, numa casa partilhada, não conseguiu ir à casa-de-banho nem uma única vez, está em sofrimento, com gazes até à retina e as calças já não lhe servem, que levante o piaçaba!

É muito injusto!!! Eles lá andam na boa, fazem do WC a sua nova residência temporária (será que é por isso que os homens demoram tanto tempo na casa de banho?) e nós a sonhar com ameixas e outros laxantes naturais.

Será que foi porque na nossa sociedade, maioritariamente machista, nos foi incutido que “as meninas não fazem cocó, não soltam gazes, não dizem asneiras e essas coisas feias” e considerámos o acto de evacuar um acto infamo de vergonha? Deixo no ar a pergunta… 

Confesso que esta minha inveja branca (ou castanha?) por esta capacidade masculina de evacuar em qualquer lugar, hora, sitio ou situação já teve melhores dias.  

E acho, até, que não sou das piorzinhas no que toca ao tema. Tenho as minhas rotinas, os meus alimentos, as minhas mezinhas, mas conheço muitas mulheres que sofrem horrores com esta condição. 

Já ouviram falar de algum homem com prisão de ventre? 
Eu não! 
Deve ser mais raro que a ave de rapina da Mata Atlântica – ele existe, mas nunca ninguém o avistou de dia. 
Percebem?

Depois de me ter atirado com a informação de que queria ir à casa-de-banho, U.R.G.E.N.T.E, confidenciei: “Por acaso hoje ainda não fui…”, só para ser empática e ter algo a dizer sobre o tema. 

Olhou para mim como se tivesse proferido alguma blasfémia, partilhando assertivamente: “não sei como consegues…”, como se a culpa da natureza fosse minha. 

Deu-me a trela da cadela, virou costas, quase sentido, e subiu em passo acelerado a encosta que o separava da sua querida sanita. 

FIM. 

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Comments

  1. moijeeu

    9 Fevereiro, 2017 at 17:26 Responder

    Este texto além de verdadeiro está maravilhosamente escrito…. Top, mesmo!!!!

  2. Mãe ANA

    9 Fevereiro, 2017 at 19:16 Responder

    Sem dúvida … uns reais cagões ! 😉

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