Site preloader
COMPORTAMENTO, YOUTUBE

DESCULPEM, MAS EU TENHO QUE FALAR SOBRE A POLÉMICA DO PAUL LOGAN

5 Janeiro, 2018

 

Eu começo por pedir desculpas porque sei que o bafão, que marcou o inicio deste ano de 2018, aconteceu há poucos dias e que já se falou muito sobre o assunto.

 

Eu que estava aqui na minha vidinha e a fazer um back to work agressivo só percebi o que se tinha passado ontem e perante as evidências e o acontecimento não consegui ficar calada e tenho mesmo que partilhar algumas ideias com vocês.

 

Começo por dizer que este caso é escabroso não porque é protagonizado por Logan Paul, exímio em colocar vídeos no Youtube com cariz muito humorístico, polémico e de qualidade viral, NÃO!

Este episódio merece a nossa reflexão porque é maior que este Youtuber e é mais perigoso que um simples criador de conteúdos de 22 anos.

 

 

Para quem não sabe do que estou a falar – bem-vindos ao clube dos “últimos a saber” – esta polémica surgiu depois de Logan ter feito o upload de um vídeo no seu canal, que conta com mais de 15 milhões de subscritores e cuja média de visualizações dos seus produtos é sempre na ordem das boas dezenas de milhão, em que mostra uma vítima de enforcamento na floresta de Aokigahara, conhecida pelo elevado número de suicídios, perto do Monte Fugi, no Japão.

 

 

Eu não vi o vídeo, felizmente já foi retirado do Youtube, curiosamente não pelo próprio Youtube, mas sobre isso falarei em seguida, mas porque o protagonista e a sua equipe se retrataram nos inúmeros comentários e acusações de que foram alvo assim que o video começou a ter visualizações. E muitas…

 

 

Do que pude perceber através de várias notícias que li e do relato objectivo e factual do vídeo do Philip James DeFranco (um youtuber que comenta as principais notícias da actualidade, desde política a tecnologia, passando pelo entretenimento e economia, sempre com um olhar objectivo, procurando várias fontes e dando o contraditório) o que aconteceu foi o seguinte:

 

Logan, que estava de férias (nunca é férias porque eles estão sempre a trabalhar) no Japão, achou muito divertido e “criativo” visitar a floresta de Aokigahara, onde já sabia que existiam actividades muito fora do comum, nomeadamente muitas pessoas em busca de episódios paranormais, uma vez que há relatos de eventos muito “estranhos” por aquelas paragens, e uma taxa muito grande de pessoas que escolhem este local para se suicidar.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, sendo a principal causa de morte mundial nos jovens entre os 19 e os 29 anos. O Japão é um dos países do mundo com a maior taxa de suicídios, 19,7 por 100 mil em 2015 – Portugal, por exemplo, tem 13,7.

Portanto, um tema sério, diria…

 

O vídeo, que tem a duração de cerca de 15 minutos, começa com um cartão de “Aviso”, com a indicação de que as imagens seguintes podem apelar a quem tem pensamentos suicidas ou que consideram fazer mal a eles próprios que solicite ajuda. Só por si, este cartão já indica que algo está muito mal com o que se vai passar de seguida. Se tens que avisar se precisas de ajuda no teu vídeo se calhar é melhor não o publicares, digo eu…

 

 

Segue-se uma espécie de disclaimer, um pouco insípido, de Logan à noite, deambulando por uma estrada, a contextualizar o que se iria ver a seguir. Não consigo citar ipsis verbis o que disse, mas a intenção era qualquer coisa como: “Isto não é para o click bait. Este é o vlog mais real que eu já publiquei neste canal. Eu acho que isto marca definitivamente um momento na história do YouTube porque tenho a certeza que, felizmente, isto nunca aconteceu a ninguém. Dito isto, podem fechar a boca, porque nunca vão ver um vídeo como este novamente””.

 

E começa o vídeo em que se vê Logan Paul, que visitava a floresta com os amigos e decide, na presença de um cadáver que está suspenso por cordas numa árvore, começar a dissertar e a fazer piadas sobre a situação.

 

 

Uma das coisas que mais impressiona neste vídeo é a frieza e naturalidade com que Paul e toda a sua entourage se posicionam em relação ao corpo. Colocam um “desfoque” na cara do cadáver, mas nem por isso ele deixa de aparecer e ser ponto central na imagem que teima em não sair do ecrã.

 

São várias as piadas feitas naquele momento, uma das raparigas do grupo não consegue parar de rir, não sei se é um mecanismo de defesa pela ansiedade sentida, que acontece com muitas pessoas em situações de desconforto, mas todo aquele ambiente é perturbador.

 

A jovialidade e a acção do grupo contrapõem perante a rigidez de um corpo morto pendurado numa árvore o que é simplesmente bizarro.

 

A certa altura do vídeo um dos seus amigos diz que não se está a sentir bem (pudera). Logan não perde a oportunidade e a piada fácil é o que lhe sai: “Então? Nunca estiveste ao lado de um gajo morto?”.

 

 

O vídeo continua por mais uns momentos e eis que no final, num outro cenário, distante daquele momento, vemos Logan a tentar proferir um discurso sério, que contrapõe em estilo e conteúdo com tudo aquilo que acabámos de presenciar e remata o vídeo dizendo: “O suicídio não é uma piada. A depressão e os problemas mentais não são uma piada. Chegámos aqui com a intenção de nos focarmos no aspecto assombrado da floresta. Isto tornou-se demasiado real e obviamente há muitas pessoas a passar por porcarias nas suas vidas”.

 

 

Ora bem, por onde começar…

 

Claro que depois desta publicação muitas foram as pessoas que se insurgiram contra o vídeo, a profanação de um corpo e toda a atitude do youtuber e não tardou até que Logan retirasse o vídeo do ar e se retratasse num comunicado

 

 

Trocando por miúdos o que ele quis dizer neste texto do Twitter, em resposta às muitas críticas de que foi alvo pelos seguidores, pelos outros usuários da plataforma, por bloggers e até por celebridades, foi realçar o facto de ter sido uma coisa para a qual não estava preparado (quer as imagens que viu, quer as criticas que recebeu). Afirma que não o fez para conseguir visualizações. “Tenho visualizações. Fi-lo porque pensei que poderia criar uma onda positiva na internet, não causar um dilúvio de negativismo”.

 

Claro que a forma como se “justificou” caiu em saco roto porque, a bem da verdade, o que escreve não é suficiente para efectivamente pedir desculpa pelo sucedido. Ele não fala sobre o verdadeiro propósito que os levou a tornarem este conteúdo público, muito menos houve um sincero assumir de culpas pelo sucedido. Antes, o texto desloca-se mais para o tom da vitimização do que para a da desculpabilização.

 

 

Como é óbvio, depois desta “espécie de justificação” as críticas voltaram em força e a dobrar. Como a minha avó costuma dizer “foi pior a emenda que o soneto” e para apaziguar de vez as coisas Paul faz um vídeo em que surge sentado no seu quarto a pedir aqui, sim, verdadeiras desculpas pelo que tinha feito, pelo seu vídeo.

 

Pediu desculpas essencialmente à família da vítima e a todas as pessoas que o pudessem conhecer, apelando, e aqui é a parte mais importante, aos seus mais fervorosos fãs, que o estavam a defender até à morte (a piada não foi propositada), que parassem de o fazer, uma vez que a sua atitude não tinha desculpa possível, reafirmando que tinha procedido muito mal neste caso e que nunca deveria ter filmado, muito menos tornado público este vídeo.

 

Finalmente Paul. Era isto que o teu público e todas as pessoas que tiveram conhecimento deste vídeo queriam ouvir.

 

Não lançando mais pedras a Logan, que este texto não é para julgar mas sim para reflectir, temos neste acontecimento vários fenómenos preocupantes que gostava de partilhar convosco e saber da vossa opinião.

 

Em CINCO ACTOS, a minha análise a este acontecimento:

 

 

  1. “GREAT POWER INVOLVES GREAT RESPONSABILITY”

 

Há um programa de entretenimento brasileiro com a Tatá Werneck e com o Fábio Porchat, que é brilhante, e chama-se “Tudo Pela Audiência“, numa grande analogia aos tempos que vivemos onde vale quase tudo (senão tudo!) para se conseguir visualizações, partilhas, gostos, vídeos virais, e outros esfreganços de ego e crescimento mediático.

 

Esta evidência é inegável.

Tudo o que temos visto ultimamente, os conteúdos que percebemos que são os mais consumidos pelas grandes audiências são, na sua maioria, polémicos, pretendem chocar quem os vê, quem os lê, como se precisássemos de ser “buésda-diferentes” para conseguirmos a atenção de quem nos segue e vencer na vida.

 

Este nível de pensamento pode ter um lado bom, como seja a procura de conteúdos mais exclusivos, a partilha de acontecimentos inusitados ou criação de produtos mais criativos. Até aqui tudo bem.

 

A questão é que esta procura incessante pela diferença e pela audiência cega na hora de avaliarmos se aquele conteúdo é ético, é relevante, é adequado a quem do outro lado acompanha e segue, se faz sentido, ou se perpetua estereótipos e preconceitos.

 

Não querendo ser a louca das citações profundas, mas só me ocorre a bela da frase-feita: “great power involves great responsibility“.

 

Ter milhares ou milhões de seguidores (odeio esta palavra) carrega em si uma consagração, mas também um fardo. Não se pode ser só adulto e responsável para se ganhar rios de dinheiro em publicidade e conseguir contratos de trabalho incríveis. Essa maturidade digital tem que significar sabedoria e bom senso, porque quem está do outro lado é altamente influenciado por aquilo que se coloca online e essa responsabilização tem que ser feita.

 

Não quero aqui parecer a cota das redes sociais, mas… a internet tem coisas boas, mas também tem coisas más. Não querendo diabolizar a plataforma temos que ser cada vez mais vigilantes sobre aquilo que consumimos e críticos no que concerne ao efeito colateral que esses produtos podem ter na nossa vida.

 

 

      2. A DESUMANIZAÇÃO DOS ACONTECIMENTO EM NOME DA AUDIÊNCIA

 

Ainda alicerçado no mote “Tudo Pela Audiência” aquilo que tenho verificado nos últimos tempos de consumo de produtos digitais, especialmente dos criados no Youtube, é que os criadores, pelos gostos, pela partilha, pelo viral estão dispostos a fazer TUDO, a mostrar TUDO, a dizer TUDO o que ajude a cumprir esse propósito.

 

E isso, mais uma vez, é só assustador.

 

Com este mind set aquilo que sinto, estou a dar a minha opinião mais sincera, é que há uma desumanização enorme perante os acontecimentos. Desumanização misturada com comportamentos demasiado infantis que levam a situações como esta que acabámos de retratar.

 

A profanação ao corpo que estava totalmente vulnerável e desprotegido é algo que me dá arrepios e me preocupa, mais do que tudo, neste vídeo. Qual foi o momento em que ninguém, à excepção dele miúdo do grupo, presente achou tudo aquilo errado??!

 

Não sentiram algo dentro deles quando estavam a rir, a gozar enquanto observavam um corpo morto?! Isto é grave. Onde estava a empatia para com aquela pessoa? Onde estava o respeito por um corpo, por um ser humano?

 

Vou dar o benefício da dúvida e vou utilizar o argumento que o Paul utilizou no seu primeiro pedido de desculpas no Twitter. Imaginemos que estávamos na mesma situação, vimos o que vimos, na altura decidimos filmar, mas e depois?

 

Sabemos que um vídeo para ser publicado tem que passar por vários olhos, várias vezes, sendo um acto de criação bastante complexo que pressupõe avaliação e minúcia. Quando o vídeo estava a ser editado não houve ninguém do seu séquito criativo que tivesse dito: “Epá, Paul, isto não pode entrar, é um bocado agressivo”.

 

Nop! Aparentemente não… E só por isso o argumento inicial dele não faz sentido. O vídeo não foi em directo. Os conteúdos foram editados. Mesmo que tivessem sido apanhados naquele momento por aquela situação tiveram o tempo para dar um passo atrás e proteger quem estava por demais desprotegido.

 

É isto que não consigo compreender. Como é que alguém que está a ganhar milhões não tem equipas de edição e de produção mais atentas, mais profissionais, com bom senso para fazer essa triagem? É que não estamos a falar de uma audiência pequena. O nível de influência de Logan é GIGANTE!

 

 

 

 

  3. O CONTEÚDO NÃO ERA CRIATIVO NEM EXCLUSIVO O SUFICIENTE PARA PUBLICAR

 

Paul e os seus amigos foram a uma floresta cujos números oficiais indicam uma taxa de suicídios muito elevada para mostrar conteúdos polémicos.

 

Poderíamos dizer que a premissa para um guião criativo e original estava montada, que se o seu propósito fosse sensibilizar a audiência para este flagelo existiriam, com certeza, alguns ângulos interessantes a explorar.

 

Contudo, se fizermos uma breve pesquisa no Youtube percebemos que há imensos (mesmo muitos) vídeos sobre o mesmo tema, com outras pessoas a passearem-se pela mesma floresta a tentar experienciar a mesma coisa.

 

Por isso, nem sequer lhe podemos tirar o chapéu por ter tido uma ideia original. O conteúdo já foi feito, refeito e está batido.

Agora, o que é que ele pensou: “o que é que mais ninguém fez?” – Mostrar no vídeo um cadáver.

E foi isso que aconteceu.

 

Não sendo o conteúdo original nem a ideia exclusiva ele decidiu conquistar a atenção do público através da polémica, por aquilo que ia chocar.

 

E correu-lhe bem.

Chocou. Foi criticado. O vídeo tornou-se viral. Porém, também foi amplamente defendido e os seus números CRESCERAM depois desta polémica.

 

Mais uma vez, dá que pensar no valores que orientam as novas audiências mediáticas.

 

 

       4. DUPLO PADRÃO DE AVALIAÇÃO DO YOUTUBE FACE AOS CONTEÚDOS

 

Quando se vive uma polémica e luta entre criadores de conteúdos no Youtube por uma maior transparência e comunicação da plataforma para com os seus associados, enunciando os recentes casos, até discutidos por Casey Neistad sobre o novo algoritmo do Youtube, que privilegia uns Canais em detrimento de outros, sobre a monetização dos vídeos, sobre a política de avaliação dos conteúdos produzidos e dos direitos autorais, temos aqui um GRAVE PROBLEMA!

 

Quando o Youtube barra conteúdos e impede a sua publicação quando eles são “duvidosos”, ou seja, que tenham conteúdos passíveis de chocar a audiência ou levar o público a comportamentos mais agressivos e condenáveis. A mesma plataforma apelidada, recentemente, de hiper-moralista vê-se aqui num papel demasiado permissivo.

 

Não só o Youtube não barrou o upload e a disseminação deste vídeo, em que relembro no thumbnail na capa do vídeo estava Paul e um cadáver pendurado numa árvore (mais explícito do que isto seria impossível), como colocou o vídeo na zona tredding, com respectivo destaque para o mesmo.

 

Como assim!?!??!!? COMO ASSIM YOUTUBE!?!?

Se alguém disser palavrões no vídeo ele deixa de ser monetizado, mas se alguém colocar um morto na capa vai para a secção do tredding?

 

Que duplo padrão de avaliação é este? Podemos facilmente questionar.

 

Das duas uma: ou ele foi para a secção de destaques porque o algoritmo sem avaliação destaca os vídeos que estão a ter muita adesão e que fazem logo um “gosto” (o que também não deixa de ser bizarro); ou como Paul, sendo o Golden-Boy do Youtube pela sua estratosférica taxa de crescimento na plataforma (que lhe valeu o protagonismo na recente série totalmente produzida pelo Youtube) nos últimos dois ano, tem privilégios especiais, porque realmente os seus vídeos e este em particular são vistos por milhões de pessoas e eles não quiseram bloquear esse fluxo de visualizações…

 

Dá que pensar não é?!?!

 

O pior foi que o Youtube, depois dest apolémica fechou-se em quatro copas e não respondeu muito mais do que um texto, em linguagem hermética, pedir desculpas aos familiares da vitima, mas a sacudir a água do capote quanto à passagem do vídeo.

 

Como assim? Muito mal explicado. Shame on You (tube!).

 

 

 

 

       5. OS FENÓMENOS DE FANDOM

 

Outro pormenor que me chocou muito neste acontecimento foi a reacção da audiência.

 

Se muitos criticaram e denunciaram o vídeo pelo seu conteúdo profano, muitos outros (demasiados) defenderam o seu protagonista como se de clubismo se tratasse.

 

Esta defesa cega e sem questionamento assusta-me muito. Todos erramos, é um facto, não existe perfeição, e é do erro que se cresce, que se aprende, que nos identificamos com o outro, que pomos em prática o que de mais humilde existe dentro de nós e que nos faz pedir desculpas. Há humanidade no erro.

 

Provém também da nossa natureza humana a capacidade de nos identificarmos com o outro, de sermos empáticos e de partilharmos gostos comuns com uma ou mais pessoas ou até mesmo com uma comunidade.

 

É daí que vem o conceito de fandom, como termo que provém do prefixo  fan – fã – que deriva da apreciação entusiástica de algo, muito comummente utilizada na área do desporto ou do entretenimento.

 

É o conceito utilizado para nos referirmos a uma subcultura composta por elementos que são fãs de algo, por desenvolverem uma empatia e camaradagem por outros membros da comunidade que partilham de gostos em comum.

 

Contudo, o estudo deste conceito na Sociologia associa o comportamento de um fã a um conceito que lhe é próximo – o de fanatismo.

 

É no desdobramento do que “fanatismo” signa que encontramos sentido para o comportamento da audiência nesta situação.

 

Fanatismo (do francês “fanatisme“) é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente frequente em estados paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode derivar no delírio.

 

Em Psicologia, os fanáticos são descritos como indivíduos dotados das seguintes características:

1. Agressividade excessiva ;
2. Preconceitos váriados;
3. Estreiteza mental;
4. Extrema credulidade quanto a um determinado “sistema”
5. Ódio;
6. Sistema subjetivo de valores;
7. Intenso individualismo;
8. Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.
A definição diz-nos que o apego e cultivo, mesmo quando desmesurado, por determinados gostos e práticas faz-se com que a conduta do fanático seja marcada pelo radicalismo e por absoluta intolerância para com todos os que não partilham da mesma opinião ou visão do acontecimento. Que foi o caso neste episódio.

 

De um modo geral, o fanático tem uma visão-de-mundo maniqueísta, vivendo apenas na dicotomia bem/mal, onde o mal reside naquilo e naqueles que contrariam seu modo de pensar. Não questionam, não reflectem, não criam pensamentos próprios sobre a personagem ou acontecimento “adorado”.

 

Isto foi o que aconteceu. A audiência destes novos personagens mediáticos orienta-se sobre estes parâmetros fanáticos, de defesa pura e cega de tudo o que dizem sem questionar, o que me provoca uma grande preocupação na forma como as novas gerações (porque a demografia do seu Canal é muito baixa) interpretam a realidade e se deixam manipular por quem se sentem tão influenciados.

 

Isto preocupa-me seriamente, mais que não seja porque se o propósito de Logan no seu canal é entreter, é dar conteúdos criativos à sua audiência com uma faixa etária bastante baixa, nenhum destes propósitos foi concretizado neste vídeo. Logo, no silogismo básico do senso comum, não faz sentido algum publicá-lo para mais de 60 milhões de pessoas verem.

 

Vocês o que acham?!

 

Acham que depois disto a carreira de Logam vai sofrer alterações? E como perspectivam a evolução dos produtores de conteúdos e da sua audiência?

 

Contem-me tudo.

Vamos abrir um diálogo sobre este assunto que é, como disse no inicio, tão maior que o colosso dos Vlogs Paul Logan.

0

Leave a comment

About