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GOLDEN GLOBES 2018 | UMA PASSADEIRA VESTIDA DE NEGRO

8 Janeiro, 2018

 

Com a virada do ano, está oficialmente aberta a época das Red Carpets com as entregas de prémios mais bafónicas do mundo.

 

O ciclo inicia-se sempre com a cerimónia dos Golden Globes onde são premiados anualmente os melhores profissionais do cinema e da televisão dentro e fora dos Estados Unidos.

 

 

Entregues desde 1944 pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood Hollywood Foreign Press Association – são reconhecidos como uma das maiores distinções que um profissional destas indústrias pode receber, sendo o maior prémio da crítica, já que os Óscares e os Emmys são prémios atribuídos através da avaliação dos respectivos pares.
A cerimónia é realizada desde 1961 no Hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, como aconteceu ontem desde há 57 anos.

 

 

Estava eu toda pronta, toda atenta, toda opinativa para começar a discorrer latim e comentário fashionista sobre os modelitos dos convidados quando me lembrei: “Oi?! Espera lá! Acalma aí essa tua língua afiada para outfits festivaleiros que desta vez a passadeira vermelha vai ser diferente!”

 

E foi!

 

 

Depois do movimento #METOO que marcou as redes sociais em 2017 e despertou consciências para o assédio sexual e a paridade laboral, a luta passou de um ano para o outro desta vez sob o mote “TIME’S UP”

 

Este movimento surge para corrigir as críticas de que o movimento #MeToo foi alvo, uma vez que foi acusado de só representar e defender personalidades publicamente reconhecidas, deixando de fora a classe trabalhadora.

 

Desta forma são mais de 300 mulheres envolvidas na iniciativa Time’s Up, entre as quais actrizes, agentes, escritoras, directoras e produtoras de Hollywood, que lutam pelo fim do assédio sexual no local de trabalho.

 

 

A iniciativa inclui um fundo de cerca de 11 milhões de euros em donativos, que irá servir para ajudar legalmente as mulheres financeiramente mais desfavorecidas.

 

Entre as várias caras conhecidas que se associaram ao Time’s Up encontramos as actrizes Ashley Judd, Eva Longoria, America Ferrera, Natalie Portman, Emma Stone, Kerry Washington e Reese Witherspoon.

 

 

Um dos pedidos do movimento foi dirigido a todas as mulheres presentes na cerimónia dos Globos de Ouro, deste domingo, que foram convidadas a usar roupa preta em sinal de solidariedade contra o assédio sexual e a desigualdade racial e de género.

 

Vestidos negros, pins com frases do movimento #TIME’SUP e activistas convidadas inundaram a passadeira passadeira vermelha dos  Golden Globes que se pintou de negro para uma luta que se quer aguerrida este ano.

 

 

Mas não foram só as mulheres que quiseram marcar a sua posição. Os homens alinharam também nas trincheiras da igualdade e envergaram o dress code como ninguém.

 

 

Resultado: não há muito a comentar, não há muito suminho, nem tão pouco carninha do lombo que não seja aplaudir todos os convidados por terem aderido à causa e por terem marcardo a cerimónia com uma luta que é a de todos nós.

 

Esta rubrica de comentário ficou mais pobre, mas creio que o mundo da igualdade ficou bem mais colorido.

 

De entre a monocromia existente houve quem se destacasse. É a prova de que mesmo com uma só cor há quem consiga fazer boas escolhas e há quem continue a falhar redondamente.

 

Os meus preferidos do movimento, que gritaram “mesmo de preto vou lacrar”:

 

 

Quem disse que “de vestidinho preto nunca me comprometo”.

 

Mentiu! E aqui está a prova:

 

 

Ai ai Diane!!!

Costumas estar tão bem, tão fina, tão elevada e aqui quiseste por a carne toda no assador.

Foi um “có’mu ma deusaaaaaaa vou levar tudo no pelo!!!!”

Ele é capas com transparências, ele é penduricalhos, ele é rendas, ele é brilhantes, ele é tudo! Não dá! Para a próxima tens que escolher. É que já aprendemos na matemática do 9º ano que

“mais com mais não dá mais”… ou dá?!

#NÃODÁ

 

 

Realmente é verdade, uma cara é uma cara e esta mulher deve ter as proporções e feições mais perfeitas da anatomia feminina. Raios’partam! Mas o que me sossega o coração de “mera mortal” é que o bom gosto não vem com a beleza. Pow!!

Tive com este modelito um vislumbre “quase que sim… só que não!”. Acompanhem-me:

Estava a ver em directo a emissão e eis que aparece a Angelina.

Magra, altiva, carão para as fotografias e a câmara só dá o plano superior do tronco.

Pensei: “Miga, tás a arrasar! Vais sambar na cara das inimigas e do Brad que está a roer-se todo neste momento”… e enquanto profiro pa’dentro estas palavras a câmara faz uma panorâmica na vertical e começo a ver as MANGAS da bicha.

Ppppfffff… Confirmou-me o que já sabia, a Angie sem Brad não está nada capaz.

Está tão mal a piquena que nem conseguiu tirar o robe para sair de casa. Alguém que lhe dê o contacto do Eduardo Sá para ela desabafar.

 

 

“Estou sem palavras” podia ser o título para legendar esta fotografia.

Mas a verdade verdadeira é que estou sem palavras. Num mar de possibilidades, ainda para mais com uma cor que é amiga das mulheres, esta moçoila decide no meio de um charriot maravilhoso tirar este “vestido” do cabide e dizer “perfeito! era mesmo assim que queria ir”. E foi!

Como se o mundo não tivesse olhos e as câmaras lentes.

Que há a dizer? Nada! Deixa ir, deixa brilhar, deixa ser feliz em modo “não consigo desfazer-me dos enfeites da árvore de natal em Dia de Reis”.

Até pró’ano!

 

 

Eu sei que é polémica esta minha escolha.

Sei que este vestido foi amplamente aclamado pela crítica fashionista, mas a mim não me conquistou.

É que no seguimento de uma cauda destas, com estes brocados e acabamentos, tudo o que uma pessoa menos quer ver é um cinto “GUCHE” a marcar a silhueta. Não gostei!

Mas também se todos gostássemos da mesma cor que era feito do amarelo?

Olha, aqui não tinha hipótese!

Safou o cabelo e a maquilhagem que estavam “benzinho”

 

 

Tive com a minha querida lacradora Halle a mesma experiência visual que com a Angelina.

Apanhei o momento da Halle a sair do carro com um plano que só deixava a descoberto dos “petchos” para arriba. Amei logo! Disse de mim para mim: “Esta mulher nunca falha! Tiro é tiro!”

Mas quando a câmara deu o resto, o tiro foi ao lado…

Atão amiga, depois de anos e anos a arrasar na passadeira vermelha ainda não te disseram que o dress é longo!??! Como assim?! Enganaram-se no email!?

Não percebi. Não havia necessidade. Mais um pouquinho de tecido e estavas no primeiro grupo.

O que vale é que és linda de morrer e isso safa sempre

#INVEJABRANCA”

 

 

É quase em lágrimas de sangue a sairem-me pu’jolhos que escrevo estas pequenas frases.

Confesso que as últimas aparições de Sarah, a minha alma gémea, o meu ícone fashionista, a minha sister de va-va-vum, me deixaram em vergonha-alheia.

Como é que com todos os designers do mundo aos seus pés, ela tem preferido dar tiros nos pés?

Não! Não! E não! Não me conformo com isto.

Sarah volta, estás perdoada! É que não bate mesmo a bota com a perdigota. O cabelo lambido, a cara a fazer frete, a manga transparente, a renda a brotar apenas da frente da saia, o corpete datado, parece apenas que a Morticia foi ao Ballet.

#VOLTAPORFAVOR

 

 

E vocês que acharam da cerimónia?

Têm alguma fatiota preferida?

 

 

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