COOLÓMETRO

HÁ O COACHELLA E DEPOIS HÁ O BEYCHELLA

16 Abril, 2018

 

PAROU TUDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O QUE É QUE FOI AQUILO?!?!?!

Que espectáculo foi aquele?!?!?!?

Say what!?!??! Depois de anos e anos há espera, quem esteve no sábado no tão bombadérrimo-fashionista-Coachella, pode presenciar história musical in the making.

 

Eu sou suspeita… vocês já sabem, já me conhecem e Beyoncé para mim é tipo tipo Mulher-Deusa-Godess-Lacradora-dos-Palcos-do-Mundo-e-do-Female-Boom-Boom-Amazingness e por isso mesmo espanto-me, em laceração profunda do coração, como é que nenhuma marca, como é que ninguém pensou em levar-me para o Coachella para fazer uma mega reportagem com gritos fanáticos e best dance moves empoeirados, com pouca roupa, borda da nádega de fora, transparências, botas caras a parecer que são velhas, e soutien à mostra, no recinto mais Instagramado do pedaço?!

 

Como assim!? Só vos posso dizer que perderam um conteúdo do catano, porque eu ia dar T.U.D.O! SHAME! SHAME!

 

 

Depois se dúvidas existissem de que Beyoncé é a melhor performer feminina de todos os tempos, com um sentido de espectáculo, de entretenimento e de vanguarda que mete toda a gente de queixo caído em quase duas horas de espectáculo que provou ser maior do que o próprio Coachella.

 

Coachella, who!?

BEYCHELLA! Baptizo, já!

 

 

Não podendo estar lá presente (ainda não percebi como…), fã que é fã incondicional da bicha-lacradora (fui a todos os concertos da Bey em Portugal e irei a todos os que vierem) não vai, mas acompanha tudo, derramando lágrimas de sangue.

E, pois está claro, estive colada ao Instagram a acompanhar todas as influencers que estavam no recinto a registar este momento incrível. #INVEJABRANCA

 

 

Unanimemente aclamado, tanto pelos festivaleiros como pela crítica especializada, este espectáculo elevou a fasquia dos concertos naquele festival para sempre. Não houve ninguém que tivesse ficado indiferente. Eu sei o que é isso. Sinto essa presença maior sempre que a vejo. É uma coisa que não se explica, sente-se e vive-se quando se presencia algo de estratosférico. Ela não é deste mundo!

 

A loucura começou com os primeiros acordes do icónico “Crazy in Love”, batucado com a ajuda da banda New Orleans-style brass.

Durante quase duas horas de orgasmos visuais e auditivos, Bey cantou diversos hits do álbum Lemonade, sempre acompanhada pela marching band, por bailarinos de Step e pelos “Les Twins” Laurent e Larry Nicolas Bourgeois, seguidos de surpresas atrás de surpresas e cascatas de bailarinos que se movimentavam em bloco nas bancadas improvisadas do palco, em homenagem aos intervalos dos jogos de futebol americano.

 

“Go Bey! Go Bey! Go Bey!”

 

 

Desde um tributo a Nina Simone, que é só uma das minhas cantoras preferidas de todos os tempos, citações de Malcolm X, passando por um “Deja Vu” com participação especial de Jay-Z, até uma música dançada com a irmã Solange. Houve de tudo um pouco, como se a participação dela por si só já não fosse gigante.

 

 

O melhor estava para vir. Depois de meses e meses de rumores, Coachella também testemunhou o comeback de um dos trios mais adorados da América – Destiny’s Child.

Na reunião emotiva Kelly Rowland e Michelle Williams surgiram em palco com Beyoncé para cantar os sucessos que marcaram os anos 90: “Say My Name,” “Soldier” e “Lose My Breath.”

 

 

A finalizar este ataque visual em muitos actos, Beyoncé despede-se com a frase “Coachella, thank you for allowing me to be the first black woman to headline“,  segundos antes de performar o hino feminista “Run the World (Girls)”, marcando, desta forma, a referência que tanto queria sublinhar, ser a primeira negra cabeça de cartaz do festival em Indio, na Califórnia.

 

 

Ai…(suspiros), como esta mulher é TUDO!

 

Agora só me resta acender todas as velas, pedir a todos os santinhos-das-perfomances e fazer dance moves em genuflexão-assistida para que ela venha na sua tour de verão, com Jay-Z, a Portugal.

 

Dá para fazer uma petição?

 

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