BATE-PAPO, COMPORTAMENTO

JEJUM INTERMITENTE | ONDE É QUE EU ME FUI METER?

11 Março, 2019

Ai migas, eu sei que estou em falta e que ainda não fiz o update da mudança, mas acho que ENJOEI (para manter a rubrica da alimentação) o tema.

O meu cérebro está a bloquear tudo aquilo que implique caixotes de cartão, embalamento, máquinas de roupa e gavetas limpas.

Como se a minha vida não estivesse já animada o suficiente (ppppfffffff…), decidi embarcar num desafio, num método alimentar chamado de – “Jejum Intermitente”.

 

“Marta, és crazy?”

Claramente! Acho que estamos todos de acordo com o estado da minha sanidade. Está no chinelo!

 

E de quem é a culpa?

Do  Maridão! SEMPRE! Raios’parta o homem.

 

Foi ele que começou com este desafio e eu fui levada de arrasto.

Leu muitos artigos científicos. Ouviu muitos podcasts sobre o tema e nas muitas viagens que fizemos nos últimos tempos falou-me, de forma muito eloquente, sobre esta estratégia alimentar que, através de intervalos de comida VS jejum, promete ser revolucionária no combate ao envelhecimento e na promoção da regeneração celular.

 

PÁRA TUDO!

Falem-me mais sobre isso!

Tudo o que ajude a manter esta cutis de 15 anos intacta e a prevenir doenças crónicas próprias do envelhecimento, I’M IN!

 

Disclaimer: Atenção, Peeps, eu não sou nutricionista, nem profissional da área da saúde, pelo que qualquer alteração ao regime alimentar deve ser acompanhada por profissionais especializados e devidamente acompanhada. Boa!? Não se metam aí por caminhos apertados.

 

O que é o Jejum Intermitente?

 

Falei aqui em “estratégia alimentar revolucionária”, mas na verdade esta forma de nos alimentarmos é mais do que ancestral, é quase pré-histórica. Temos, inclusive casos bem conhecidos de jejuns associados a práticas religiosas e espirituais, como os praticados no Ramadão e na Páscoa. E não é por acaso que o jejum está associado à ideia de “purificação” do corpo e da alma.

 

Já sabemos que os “paleos”, que os “vegans”, que os “raw”, que os “sem gluten” e que os “sem açucares” estão na ordem do dia, porém os benefícios associados ao jejum intermitente não têm que ver com os produtos ingeridos, mas com a duração em que os ingerimos.

 

O jejum intermitente não dita que tipo de alimentação é que devemos ter – claro que quem alinha por esta estratégia é, normalmente, apologista de uma alimentação saudável, que com as devidas reticências e subjectividades, deve pautar-se por comer “limpo”, ou seja, o mais natural possível, evitando os alimentos processados, aqueles que não encontramos disponíveis na natureza – preocupa-se com o rácio de tempo que estamos a comer e sem comer durante as 24 horas de um dia .

 

De uma forma geral, quem tem por hábito tomar o pequeno-almoço em casa, começa a comer todos os dias por volta das 7h/8h da manhã (uns mais cedo, outros mais tarde), depois faz um snack a meio da manhã, almoça perto das 13h, volta a comer a meio da tarde só para cortar o bichinho, petisca mais qualquer coisinha enquanto está a fazer o jantar, senta-se à mesa com a família às 20h/21h e, se a coisa estiver bera, ainda ataca o frigorífico lá para a meia noite.

Contas feitas, estivemos a emborcar, mais ou menos de duas em duas horas, durante 16 horas do nosso dia. TODOS OS DIAS!

Ora bem, quem segue a técnica do jejum intermitente altera completamente esta lógica.

Existem vários métodos.

 

Há quem faça jejum todos os dias (já vou explicar como), há quem prefira fazer apenas dois dias por semana, há quem escolha apenas alturas específicas do ano para o fazer (Páscoa ou Ramadão, por exemplo).

Há quem opte por estar cinco dias a comer normalmente e dois dias a jejuar, muitas vezes com restrições calóricas associadas, ou há quem se reja pelos métodos 14/10 (jejuar 14 horas e comer nas 10 horas seguintes) ou 16/8.(jejuar 16 horas e comer nas 8 horas seguintes).

Há uns métodos mais radicais, mas sobre esses não vou falar, até porque os acho um pouco excessivos e até perigosos, especialmente para os picos de insulina e, obviamente, para o rim e fígado.

 

Em termos práticos, segundo estudos científicos, só a partir das 14 horas em jejum é que o corpo consegue eliminar as toxinas corporais – faz a digestão, são absorvidos os nutrientes que interessam e consegue eliminar o que está em excesso.

 

 

Benefícios reconhecidos da prática do Jejum:

Em traços gerais, os períodos que estamos sem comer ajudam a baixar os valores da insulina e glicémia, fazendo com que o nosso corpo comece a usar a gordura que tem armazenada no corpo (oh yeah!) para além disso o jejum intermitente permite:

  • Queimar gordura e não músculo;
  • Aumentar a produção da hormona de crescimento (GH);
  • Acelerar o emagrecimento;
  • Aumentar a sensibilidade à insulina;
  • Reverter a síndrome de resistência periférica à insulina;
  • Aumentar a sensação de bem-estar e saciedade;
  • Mais energia e aumento do metabolismo basal;
  • Um controlo estável da glicose no sangue;
  • Reverter diabetes tipo 2.

 

PALMAS!

Agora, ponto de situação:

Comecei a fazer isto hoje! Bahahahahahha!

Portanto, agora que ainda estou fresquinha e cheia-da-moral, tenho-vos a dizer que está a correr bem. Bahahahahhahha! No final da semana dou notícias ou, então, procurem-me no fundo de uma sarjeta inanimada pela falta de açúcar no sangue às dez da matina.

 

Eu estou a tentar seguir o método das 16h/8h. Ah leoa!!! Comecei mesmo assim à maluca!!

Se pensar que estou, mais ou menos, 8h a dormir e que depois de jantar não me costuma dar as gulas, três vezes nove e vai um mais dois noves fora nada, assim de cabeça, só tenho mesmo que deixar de comer o pequeno-almoço – que é só a minha refeição preferida do dia, mas também a que prevaricava mais (há que dizê-lo com frontalidade) –  e já está!

 

Confesso que, para animal de hábitos que sou, sair de casa sem comer a minha torradinha, os meus ovos mexidos e o meu galão de bebida de amêndoa com uma colher de açúcar mascavado (shame!) custou-me um pouquito.

Mas assim que fechei a porta, saí de casa e enfrentei o dia e o trânsito a coisa foi-se dando. Esqueci-me que não tinha comido de manhã e peguei ao trabalho com a energia de sempre.

O pior até agora foi esperar pelas 12h para voltar a comer.

Estava habituada a fazer aquele snackzinho estratégico a meio da manhã, mesmo tendo emborcado que nem uma louca o pequeno-almoço, o que me deixa a pensar que muitas vezes não é a fome que nos motiva, mas a “sensação”, como a nódoa (private joke para os xuxus que viram o último vídeo do Youtube), de aparente fome.

#DÁQUEPENSAR

 

Às 12h comi uns morangos e uns frutos secos. À hora do almoço fui treinar. Depois do exercício almocei e tomei café a seguir.

Não me posso esquecer de lanchar. É fundamental para o aporte energético compensarmos as calorias nas 8h em que estamos a comer. Agora, não se agarrem a este facto para se alambazarem que nem umas mulas tudo que vos passar pela frente, porque estão ser bué radicais, mas vai-se a ver e nessas 8h emborcaram mais calorias e merduncas do que em 20h a comer non stop. Aténción minha gente!

É à vontade não é #ÀVONTADINHA

 

 

O que acho que já podia ter melhorado?

Beber mais água de manhã.

Devia ter bebido, pelo menos, 1 litro de água de manhã, ainda em jejum.

É capaz de ajudar a compensar a sensação de fome e estômago vazio.

 

Será que vou conseguir aguentar?

 

Não faço a mais piquena ideia!!!!!

Hoje, não me pareceu assim tão difícil quanto isso, também porque tenho o lombo cheio das comidinhas do fim-de-semana, mas sei que, em “certas alturas do mês”, o bicho vai pegá!

Não sei não, se no final da semana o meu estômago não vai estar a roncar por uma feijoada às 11h15.

Não sei…

Só sei que quero mesmo tentar seguir este método. Os benefícios associados são conhecidos e, amplamente, aplaudidos pela comunidade científica.

Se de hoje para amanhã vou quebrar o ciclo, porque tenho um pequeno-almoço especial, um brunch num sitio giro ou uma viagem que o obrigue? HELL YEAH!

No entanto, acho-o exequível e nada restritivo em termos de ingestão calórica e quantidade/qualidade alimentar.

Por isso, como diz a minha avózinha, “é uma carta fechada”. A ber!

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Comments

  1. Irina

    11 Março, 2019 at 21:09 Responder

    Marta, fiz o jejum intermitente 16/8 e num mês perdi 4kgs, sendo que não consegui fazer todos os dias porque em alguns dias tive jantaradas.
    A refeição que escolhi “saltar” foi o jantar, porque é aquela que eu noto que me faz pior em termos de ganho de peso e é aquela em que me descontrolo mais.
    Nunca me senti mal, acho até que ganhei mais energia, e houve dias (aos fins de semana) que até consegui fazer mais horas de jejum.
    Depois o homem começou a dormir cá em casa mais vezes e lá foi o jejum para o caraças, porque ele, ao contrário do teu, é um desencaminhador. Tenho que voltar a fazer 💪

    Um beijinho e força nisso.

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