LIFE & LOVE

O PROBLEMA NÃO É A MUDANÇA, SÃO AS “TRALHAS”!

22 Fevereiro, 2019

 

Ora bem, vou continuar a falar sobre mudanças?

SIM!

Vou continuar a falar sobre as agruras e aventuras de um casal que vai ter de mudar a sua vida, em modo “in extremis”, na próxima semana?

VOU!

Temos muita peninha, mas este é o tema do momento aqui em casa e estamos, praticamente, a ensandecer com toda esta loucura que está botada à nossa frente.

Podia ser pior, podia-nos dar pás’drogas! Hum… não era mal pensado…

 

 

Só para vos dar um update no cenário:

 

  • Temos andado feitos loucos a tentar recolher caixas e mais caixas em todó’lade que conseguimos (já agora, têm dicas de sítios onde podemos ir recolher caixas em bom estado?) para não gastarmos mais um tusto em nada que não seja efectivamente significante para todo este processo, vulgo – MERDAS;
  • Temos tentado arrumar, nos pingos da chuva, qualquer coisa que seja lá em casa. Sou sincera, não está a resultar assim tão bem quanto isso. Arrumo uma caixa de sapatos, quando chego do trabalho, depois mais um cabide e uma gaveta e sinto que descarreguei um camião de 2 toneladas, cheio de sacas de batata. Vou ter de mudar de estratégia para dar fogo à peça;
  • Este fim-de-semana vai ser o derradeiro “DÁ-LHE GÁS”. Vamos atacar a sala, a cozinha e a garagem. Ui… a garagem, tipo tipo aquele buraco negro espacial que existe em todos os lares do país.
  • Por último, o que é que já fizemos, perguntam vocês? Muito pouco. Tirei a minha roupa toda dos armários (faltam as cómodas e gavetas) e embalámos o escritório.

 

Até ao momento, posso já concluir uma grande verdade:

 

Esqueçam a quantidade de roupa que têm (ok, isto vai dar outro post, porque eu preciso desesperadamente de “Mary Kondar” o meu armário. Não é sustentável o que por lá se passa e só de olhar para a quantidade de roupa que já tirei vem-se-me os calores ao focinho, porque está ali, seguramente, a entrada para um T5 na Quinta da Marinha. I shit you not!);

Esqueçam a quantidade de sapatos (qui lós aí, lós, aí! Lembrei-me agora que ainda não embalei os sapatos todos. Damn it!);

Esqueçam a louçaria de cristal, o serviço Vista Alegre que nunca viu a luz do dia, e a colecção de canecas com frases engraçadas onde ninguém nunca bebeu um galão na vida;

Esqueçam o enxoval que a tia-avó de Casaldeita, Grijó, vos ofereceu no casamento e que está numa caixa escondida dentro do armário com mantas por cima.

ESQUEÇAM!

Tudo isso é fazível, expectável, “arrumável” (acabei de inventar)!

#FÁCIL

 

 

O pior de tudo sabem o que é?

É a TRALHA!!!!

 

E a tralha é sinónimo de:

  • Não é um cabo – é um “cabinho”;
  • Não é uma bolsa – é uma “bolsinha”;
  • Não é um documento – é um “papelinho”;
  • Não é uma caneta – é uma “canetinha”;
  • Não é uma caixa – é uma “caixinha”.

 

Tralha, percebi agora, além de ser, aparentemente, um diminutivo, é… em bom português – MERDA!

 

É o “cocó“, o “dejecto” em forma de objecto que habita a nossa casa sem saber como lá chegou e porque é que ainda continua lá. É o penetra habitacional que nunca tem um lugar específico nas nossas vidas, mas que ocupa espaço e tempo. Ou seja, é matreiro!

 

A tralha vem sempre de uma destas maneiras:

 

Coisas que comprámos em saldos e que achámos que era bué pechincha e que, por isso, temos que obviamente levar para esfregar na cara das amigas que também sabemos fazer compras baratas. Usabilidade do objecto? Zero. Nunca usámos, nem nunca cogitámos usar;

Coisas que nos ofereceram em feiras, eventos e supermercados. Na hora da oferta estendemos a mão em sinal de cortesia com uma pitada de ganância “para levarmos o saco cheio de coisas” e dizermos para a colega do trabalho “olha, ofereceram-me isto no supermercado”. Sou bué especial. Este objeto pode, muitas vezes, acabar logo no lixo, mas o pior é mesmo quando ele acaba em nossa casa e só nos lembramos daquele saco cheio de brindes, que nunca serviu ninguém, no dia em que passados anos, somos obrigados a mudar de casa. Hello? Mais alguém?!;

Coisas que guardamos para recordar alturas especiais. Confesso que aqui tenho alguns mix feelings, porque sou toda apologista de preservarmos as nossas memórias e até sou um pouco chatinha com estas coisas do “marcar os momentos”, mas… já alguém comprovou a cena da concretização dos desejos que fazemos quando mordemos as velas do bolo de aniversário? É que… encontrar, perdidos numa gaveta, rolinhos e mais rolinhos de papel com velas mordidas há séculos, com pedaços em decomposição de bolo de chocolate já com salmonelas, não é uma coisa fixe. Diria até que a existir, os desejos serão os primeiros a abandonar aquele barco. O que é que se faz às velas, pergunto eu?!;

Coisas tecnológicas que não sabemos onde pertencem, nem como ficaram desirmanadas do seu par. Por que é que continuam a existir se não funcionam? Peço ajuda ao público, por favor.

Coisas onde metemos outras coisas que servem para outras coisas. Ok fui um pouco vaga. Do que é que estou a falar? De bolsas, minha gente. Digam comigo: porque é que temos bolsas e bolsinhas se só vamos viajar duas vezes por ano? Why? O que é que temos de tão importante para levar na mala que não caiba numa só bolsa? Vamos levar creme para o focinho ou chouriças das Lagameças? Não percebo!

 

E a lista poderia continuar e continuar e continuar.

 

De certo que com o resto da mudança vou descobrir muitas mais pérolas-tralhantes.

Desconfio que com a limpeza à garagem a coisa fique ainda mais grave, uma vez que a TRALHA tem esconderijos preferidos – garagens, dispensas, gavetas da casa-de-banho e aparadores vários.

A ver vamos…

 

Dir-vos-ei no próximo post sobre o tema.

SIM! Vai haver mais, acalmem-se!

 

E no fundo, #CORAGEM, #TRALHABOO, #VAMOSCONSEGUIR, #ATOLADINHA para todos os que também estão aí desse lado a tentar destralhar as nossas singelas vidas.

 

Termino a evocar Bola de Fogo e o seu clássico hit “Tá ficando ATOLADINHA. Tá ficando ATOLADINHA”…

 

 

 

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