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LIFE & LOVE

PAPA, BENFICA E SALVADOR… É O FADO DO PRÓXIMO SÁBADO!

10 Maio, 2017

 

Paremos para reflectir um pouco…

 

Este sábado, dia 13 de Maio de 2017, data mágica e cheia de simbolismo para muitos portugueses, será o dia em que a santa trilogia da fé, do desporto e do entretenimento cruzam horizontes e prometem fazer mais uma vez história neste nosso Portugal à beira-mar plantado.

 

Será o nosso Fado?

Não sei!

 

Só sei que o Papa Francisco visita Fátima, o tetra do Benfica está ao passo de um jogo, e Salvador Sobral é um dos favoritos à Final da Eurovisão. Há quem não acredite, mas “que los ai, los ai”!

 

Não vivi nos anos 60 em Portugal, por isso não posso comparar os três “F” do velho lema do estado Novo: Fado, Futebol e Fátima, com os três “F” deste sábado: Fátima, Futebol, Final.

Porém, é inevitável que não nos unamos nesta tríade implacável.

 

Posso dizer-vos que não seguia tão atentamente o trabalho e missão de um Papa como o do Papa Francisco. Que não me comovia com uma mensagem e a achasse tão transformadora como a do Papa Francisco. E ele agora vai estar cá em Portugal para celebrar connosco o centenário das Aparições de Fátima? Qual é a probabilidade?! Adorava estar lá! Adorava viver aquele momento de fé, de comunhão e de bênção. Acho que vai ser único e um momento inesquecível para tantos fiéis e peregrinos espalhados pelo nosso país, mas também, pelo mundo.

 

Também há muito que não vibrava com um campeonato de futebol.

Normalmente sigo os jogos, mas sempre com algum controlo, algum distanciamento. Desta vez estava tudo em aberto! O meu Benfica na luta, as finais constantes, os adversários lutadores e a corrida frenética na conquista de mais um título, o quarto. Quando? No dia 13 de Maio. #CARREGABENFICA

 

E decididamente, desde os anos 90 que não me sentava em frente à televisão para ver uma eliminatória, e agora expectante por uma final, da… tan tan tan taaaannnn, espantem-se, EUROVISÃO!

 

Como é que isto aconteceu?

Como é que, de repente, uma participação que inicialmente dividiu tantas opiniões, está a unir um país e todos os portugueses que estão fora dele, em torno de uma canção?

 

Fácil! Uma música, uma personagem e uma história.

 

Salvador (nem o nome é em vão!) Sobral é o nosso conquistador dos tempos modernos, dos tempos em que já não era cool nem fixe ver a Eurovisão, em que o festival estava em plena decadência, onde não acreditávamos nem queríamos saber.

O Festival dos grupos ou interpretes que não conhecíamos, das canções pop, cantadas na sua maioria em inglês (para termos mais votos) e das personagens “estranhas” que populavam e ganhavam nesses palcos europeus, com máscaras agressivas, canções estridentes ou com mulheres-homens-de-pelo-na-cara (estou a falar da Conchita, tá?).

 

De repente surge um rapaz, com uma melodia meio jazz, meio bossa, meio guitarra portuguesa, meio tudo, com uma voz meiga, arrastada, timbre característico, um poema emotivo e uma simplicidade la, la, landizada que nos transporta para tempos cinematográficos.

 

 

Menos é mais?!

Aqui sim!

 

Se a canção e melodia são simples a interpretação não o é. Simplesmente, porque lhe pertence.

 

Salvador Sobral tem nos gestos e na interpretação a sua característica máxima. Há quem goste, há quem ache desnecessário, há quem diga que é pela personagem, há quem acredite que faça sentido. “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, não foi assim que Pessoa escreveu?

 

Comigo foi assim. Primeiro estranhei, mas depois entranhou!

Acho a música e melodia muito bonita, o poema toca-nos a todos, porque canta sobre os amores e desamores do coração, e é nossa, interpretada com alma em português.

 

Espero muito, muito, muito que Sobral salve o nosso triste fado da Eurovisão e prestigie, com a única canção em língua original na competição, a música e tradição portuguesa.

 

Não sei se o meu pequeno coração vai aguentar tanta emoção no sábado, mas cá estaremos para presenciarmos, mais uma vez, história no nosso país.

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