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“PHOTO ARK” | A ARCA FOTOGRÁFICA QUE QUER SALVAR 12 MIL ESPÉCIES EM CATIVEIRO

29 Novembro, 2018

 

Vocês não estão bem a ver o meu nível de excitamento.

Finalmente, uma das minhas exposições-desejo chegou a Portugal!!!!!!!!

 

De 28 de novembro de 2018 a 5 de maio de 2019, na Cordoaria Nacional em Lisboa, vai ser possível visitar a exposição da Nacional Geographic mais vista de SEMPRE, que tem como objetivo fotografar mais de 12 mil espécies em cativeiro, tendo conseguido, até à data, fotografar mais de 8754 espécies.

 

Na Photo Ark vai ser possível ver animais de vários portes como o elefante africano, o camaleão-de-dois chifres, o rinoceronte indiano, o rato de praia de St. Andrews, o gafanhoto-de-asa-oblonga ou urso pardo sírio, entre muitos outros.

 

 

Eu tive conhecimento do projecto “Photo Ark“, quando vi uma reportagem do 60 Minutos, na SIC Notícias. Automaticamente, fiquei apaixonada pelo Joel Sartore e pelo seu propósito de vida.

 

O Joel era (e é!) um fotógrafo super talentoso que trabalhava há vários anos na National Geographic. Contribuía com a sua arte para a criação de imagens maravilhosas, produzidas e editadas pela revista e que foram decisivas para o nosso conhecimento sobre a natureza, as espécies e a biodiversidade do nosso planeta.

 

 

Tudo corria normalmente na vida deste fotógrafo quando… o destino decide pregar uma partida, daquelas que nos mudam os propósitos e os interiores.

 

A sua mulher adoeceu. O amor da vida dele estava agora com cancro e ele precisava de cuidar dela e da sua família. Durante esse período de cura, questionou a vida e o seu propósito neste planeta. Sentiu que o que lhes tinha acontecido precisava de uma reflexão maior.

No medo da perda, decidiu colocar-se ao serviço do registo eterno, para que nenhum ser vivo deste mundo passe por este planeta sem registo ou memória.

 

 

São estes, como dizem os nossos amigos americanos, life changing events que nos fazem questionar o nosso verdadeiro destino. E o Universo manifestou-se de forma muito clara e avassaladora em Sartore.

 

A sua Arte (ou Ark), o seu olhar, a sua dedicação iam agora servir o propósito de salvar, através da sua lente, a maior quantidade de espécies do mundo, para que elas não deixem de existir sem que lhes conheçamos o rosto, as formas, a personalidade, as imperfeições, as peculiaridades e a beleza que só a biodiversidade deste planeta, único e incrível, pode dar.

 

Assim, o nosso Noé-dos-Tempos-Modernos embarcou nesta hercúlea aventura de fotografar todas as espécies (ainda) vivas em cativeiro do mundo. T.O.D.A.S, leram bem!!!!!!!

 

 

Imbuído deste espírito de missão, esta sim impossível,  Sortore arregaçou mangas, fez as malas, escolheu as lentes e pôs-se à aventura.

O primeiro animal desta “arca” a ser fotografado foi um rato-toupeira-pelado, em 2005, no Jardim Zoológico de Lincoln, no estado norte-americano do Nebraska.

 

 

Um país de cada vez, um santuário de cada vez, um animal de cada vez.

Grão a grão a “arca fotográfica” ganha forma e diversidade.

 

O projeto, que já conta com 25 anos de existência, tem como objectivo máximo fotografar todas as espécies de animais em cativeiro, metade das quais estará em vias de extinção nas próximas décadas.

 

 

Perante este cenário completamente assustador, Joel pretende que a Photo Ark sensibilize o público para a preservação das espécies, enquanto ainda é tempo.

 

E aqui a questão do tempo é fundamental. Estamos, literalmente, a correr contra a desgraça.

 

Para este registo mundial, Joeal Sartore utiliza técnicas fotográficas muito distintas e uma opção imagética muito criativa.

Em estúdios improvisados, uns maiores e outros bem mais pequenos, Sartore coloca todos os animais que fotografa sobre fundo branco ou preto, para lhes dar o todo o destaque merecido,  e com a mesma grandeza de planos, para que todos os animais estejam em pé de igualdade (acho isto genial!).

 

 

Desta forma, o rato torna-se tão fascinante quanto o elefante, a melga tão grandiosa como o tigre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao longo destes anos, a Photo Ark fotografou milhares de espécies espalhadas por centenas de santuários, jardins zoológicos, centros de reabilitação da vida selvagem, doando a essas mesmas instituições as imagens recolhidas para estudo e memória, o que para alguns animais esta é mesmo a única oportunidade para serem fotografados profissionalmente, de terem a visibilidade que merecem e de pertencerem à antologia biológica do nosso imaginário comum.

 

As imagens são arquivadas e distribuídas pela Nacional Geographic o que significa que cada espécie, cada animal, poderá ser visto por milhões de pessoas e ser, esperamos, um símbolo vivo (algumas delas) da preservação, encorajando as pessoas a preocuparem-se mais.

 

O que é mais triste, de todo este maravilhoso projecto, é que temos de ser rápidos na acção e na consciencialização, uma vez que para muitas espécies não há tempo a perder.

Sinto, por isso, que temos de partilhar o projecto, temos de ir ver a exposição e temos de dar voz a quem não tem voz para que a Arca continue nesta sua expedição global.

 

 

Eu não vou perder esta oportunidade!

 

Vou convencer toda a família e acho mesmo que é um presente incrível para darmos no Natal ou para levarmos as crianças, para terem um dia especial com os animais, porque além das fotografias, na exposição serão exibidos três documentários sobre o projeto, os visitantes poderão participar, segundo a organização, numa atividade interativa e descobrir qual é a sua personalidade “Photo Ark” ou tirar selfies com uma das mais emblemáticas fotos da mostra e ainda concorrerem para ganhar prémios National Geographic.

 

Que lindo!

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