culture, inspirations

REPORTAGEM TVI | OS SERVIÇOS SOCIAIS INGLESES ESTÃO A ROUBAR CRIANÇAS PORTUGUESAS

11 Outubro, 2016

Quando no domingo, à hora do jantar, estava a fazer um check it out-pré refeição do meu feed do Facebook começo a ver mensagens e mais mensagens de amigos e conhecidos com os seguintes pressupostos – “Reportagem”; “Serviços Sociais”; “Ingleses”; “Roubam”; “Crianças”; “Portuguesas”.

Oi? Como assim?!
Olho para o João e pergunto: “Sabes alguma coisa de uma reportagem na TVI sobre os serviços sociais ingleses? Eles andam a roubar crianças portuguesas?

João: O quê? Não pode ser… Anda lá para trás no jornal da noite?

Marta: Ok… (pego no comando, performo o belo do rewind e eis que José Alberto Carvalho, com semblante carregado lança a segunda e última parte de uma reportagem de investigação de Ana Leal sobre o modus operandi, bastante duvidoso, dos Serviços Socais ingleses. Perante tal lançamento, recostámo-nos no sofá). 

Começámos a ver a reportagem, em silêncio absoluto. Começaram a surgir os primeiros relatos. 
Uma mãe portuguesa que um dia deu uma palmada por mau comportamento à filha, em casa, acabou com um processo e com a perda da custódia da sua filha, porque esta um dia comentou na escola que tinha levado uma palmada. Sem mais, nem menos a criança foi-lhe retirada, só porque sim. Só porque culturalmente existe essa diferença. Para os ingleses uma palmada é “spanking”, considerada agressão, e para os portugueses é apenas uma forma de repreensão. Não houve hipótese. A mãe viu-se sem a filha. A filha viu-se sem a mãe. Foi institucionalizada. O que decorreu desta acção? Uma mãe destroçada para a vida, por lhe terem retirado a filha, e uma filha que acabou por se rebelar contra a vida e contra todos, seguindo o caminho da delinquência. 

Segundo caso.
Uma mãe portuguesa que um dia resolveu levar a sua filha ao hospital para ver de que se tratavam as escoriações que a filha apresentava na cabeça. Sem grandes questionamentos foi assumido – violência à bebé. 

De imediato foi sinalizada pelos Serviços Sociais ingleses e posta sobre grande escrutínio. Retiram-lhe sem lhe explicar grande coisa a bebé. Institucionalizaram uma criança com pouco tempo de vida (imaginem o terror e o pânico), obrigaram a mãe a passar por testes psicológicos horríveis, visitas regulares à instituição. Esta mãe, em profundo estado de pânico e medo, conseguiu, passados 8 meses deste terror, recuperar a sua filha porque pagou muito dinheiro por advogados, documentos e exames que vieram a provar que as escoriações provinham de uma doença hereditária que já pontuava a família há gerações e que provocava essas mesmas lacerações. 

Hoje mãe e filha estão juntas novamente, mas o terror e o medo de que este dia nunca chegasse, nunca mais vai desaparecer do coração desta mãe, que não perdoa os Serviços Sociais ingleses por lhe terem roubado os primeiros tempos de vida, as primeiras conquistas, os primeiros sorrisos, os primeiros passos da sua filha. 

Terceiro caso, e o mais impactante pelas imagens, pelo relato e pela incredulidade de todo o processo. 
Uma mãe, casada com um inglês que decide ter o seu filho Salvador em casa, como é permitido em Inglaterra, numa banheira de borracha, com assistência de uma dola e de duas enfermeiras destacadas do Serviço Nacional de Saúde inglês. Até aqui tudo bem. Heis que chega o momento do parto e vemos nas imagens captadas pelos pais, que estavam a filmar todo o processo do nascimento para mostrar à família e com o computador no Skype, com os pais da mãe em directo (e graças a Deus que o fizeram, porque agora são provas irrefutáveis para uma possível defesa). Percebemos que algo se passa, porque pouco antes de nascer o bebé as enfermeiras ainda não tinham chegado ao local. Só quando já faltavam cerca de 10 minutos para o parto é que uma, apenas uma enfermeira chegou, realizaram o parto e o Salvador nasceu. 

Como o corte do cordão umbilical não correu lá muito bem, a mãe do Salvador teve que ser assistida no hospital que a seguia para resolver essa situação. Lá sinalizaram a questão e disseram que tinha que ir lá a casa um médico ver a criança e o ambiente. Diz que é um procedimento normal em Inglaterra. O pior foi o que aconteceu depois. Uma vez que era prática desconhecida para os pais esta “ida do médico lá a casa”, quando o técnico foi lá ninguém lhe abriu a porta. 
Imediatamente foram accionados os Serviços Sociais e a família foi sinalizada por negligência. Este episódio fez com que retirassem com apenas 5 dias, repito, 5 dias este bebé a esta família e colocado numa instituição. Os pais só tinham direito a ir visitá-lo X horas por dia, com monitorização de todas as visitas. Nestas os progenitores não podiam chorar, mostrar qualquer emoção ou sentimento, porque, diziam, afectava o bebé (retirá-lo à sua família não, hum?!?!). Neste processo, quem tomava notas das visitas e da conduta dos pais eram pessoas pertencentes ao esquema das “famílias de acolhimento” e, claro, o veredicto final não poderia ter sido pior… Salvador foi retirado aos pais e já está num processo de adopção.
A história tem mais pormenores rocambolescos e bizarros, que nos inflamam ainda mais. As lágrimas desta mãe propiciaram as minhas. Só de me imaginar naquela situação o meu coração ficava do tamanho de uma noz. O João estava incrédulo. Só repetia: “isto não pode ser verdade”… “mas, como é que eles podem fazer isto?”. 

Podem e fazem.

E no final percebemos que o sistema está corrompido. 
Quando as famílias de acolhimento são os primeiros interessados num negócio de milhões, que recebem autenticas fortunas à cabeça de quem acolhem, quando são as próprias famílias de acolhimento que elaboram os relatórios que determinam se uma mãe ou pai são viáveis para ficar com os seus filhos, há, claramente, um conflito de interesses e de papéis que resulta numa profunda injustiça e num crime sem igual. 

Os Serviços Sociais ingleses ficam com crianças portuguesas, e de outras nacionalidades, num negócio que envolve milhões. Esta é a realidade. Isto é um facto. E alguma coisa tem que ser feita.

Sei que tudo o que envolve questionamentos diplomáticos, levanta alguma preocupação e é sempre um terreno movediço, mas estes casos não são isolados. Não é um caso em cinco anos. NÃO! A cada ano são retiradas crianças a cerca de 60 famílias portuguesas em Inglaterra. Leram bem?! 60 famílias!!!! Se este número não é um indício de que há uma conduta ou procedimento duvidoso não sei o que será. Só por si este número deveria servir para que as autoridades portuguesas questionassem estes procedimentos dos Serviços Sociais e dessem mais apoio a estas famílias, que num contexto completamente adverso, sem apoio de outros familiares, com uma língua diferente e sem conhecimentos e apoios jurídicos se vêm no inferno de perder o seu bem mais precioso que são os filhos. 

É um tema sensível, mas horripilante. Os relatos destas mães estão impregnados de dor, de angústia, de tristeza, de desespero e de revolta. 

Temos que acabar com isto! 

Já o disse e volto a dizer: se nos mobilizamos por coisas mais pequenas e sem tanto impacto social, temos que ser capazes de cooperar e lutar pelos direitos destas mulheres. Tudo o que puder fazer para alterar e melhorar a realidade destas mães, contem comigo. 

Queremos fóruns de debate, queremos petições, queremos hastags, queremos assinaturas, queremos movimentos de defesa, queremos respostas, queremos JUSTIÇA. E tirar filhos a mães desprotegidas e sem razão é somente um crime, uma barbárie que achava digna de tempos medievais, longe de estar contemplada num dos países, ditos, mais desenvolvidos do mundo. 

Vejam as duas partes da reportagem e digam-me de vossa justiça. Quem está comigo?

Repórter TVI | Love You Mom (parte 1) 

Repórter TVI| Love You Mom (parte 2)

0

Comments

  1. moijeeu

    11 Outubro, 2016 at 14:19 Responder

    Eis nem leva "H" (não me leve a mal só ter comentado isto).

    1. Marta Neves

      12 Outubro, 2016 at 15:36 Responder

      OBRIGADA! OBRIGADA! Foi, de facto, uma gralha. Já foi corrigida. Muito obrigada por estares ai desse lado e acompanhares os conteúdos. Resto de dia feliz. HAVE FUN. ROCK ON!

  2. Ana Isabel Costa

    12 Outubro, 2016 at 11:26 Responder

    Também vi, nem consigo acreditar que situações destas existem nos dias de hoje. Isto é horrível

    1. Chiapa

      14 Outubro, 2016 at 9:47 Responder

      É bom que não acredite, porque realmente não é verdade. Basta pesquisar um pouco sobre o assunto.

  3. Chiapa

    14 Outubro, 2016 at 9:46 Responder

    Cara Marta Neves,

    lamento que tenha caído no sensacionalismo da TVI e tirado conclusões precipitadas sobre os serviços sociais ingleses. Só para dar uma ideia da credibilidade dessa reportagem, o terceiro caso, o tal do bebé com 5 dias de vida retirado aos pais, é retratado como sendo apenas por não se ter aberto a porta uma vez aos serviços sociais quando estes lá foram a casa. Obviamente que isto não é verdade: foram feitas várias tentativas nesses 5 primeiros dias do bebé. O bebé não foi registado como obrigatório por lei, por escolha dos pais. O pai estava sinalizado por venda de substâncias ilícitas, que no seu website promovia como sendo curas para condições como o autismo, a SIDA ou o cancro. Foi oferecido acompanhamento médico mas recusado pelos pais. Quando a criança finalmente pode ser observada, apresentava icterícia e estava desidratada – nenhum apoio médico foi procurado pelos pais. Obviamente que factos atrás de factos levaram ao desfecho relatado, e após a criança ser retirada, várias convocatórias foram feitas aos pais que estes ignoraram, não comparecendo em hospitais ou tribunais.

    Todos os outros casos são relatos no mínimo duvidosos, de crianças com uma nódoa negra que é logo retirada aos pais. Como você própria diz no texto "Sem mais, nem menos a criança foi-lhe retirada", depois de ter dito na escola que tinha levado uma palmada.

    A TVI retratou os serviços sociais britânicos como sendo o bicho papão que rouba criancinhas às mães portuguesas (especificamente, pasme-se), prestando um péssimo serviço de jornalismo, com métodos populistas e imagens e relatos de levar às lágrimas os mais sensíveis, omitindo factos de modo e acusar o maior choque nas pessoas que a vissem. Uma das chocadas foi a senhora, levando a conclusões como "sem mais nem menos a criança foi retirada".

    Já agora, vivo em Inglaterra, sou português e tenho um filho de 2 anos que já foi ao hospital/urgências ou consultas com pisaduras, arranhões e outros, e o tratamento tem sido absolutamente normal.

    Fui pesquisar bastante sobre o assunto, porque vivo cá, e descobri que os SS funcionam de forma diferente dos de Portugal. Se os portugueses são demasiado levianos e reactivos (actuando apenas quando consequências graves e inegáveis acontecem), os britânicos são mais rígidos e preventivos (prevenindo antes que o mal aconteça). De qualquer forma, os SS britânicos não dizem "esta criança diz que a mãe lhe deu uma palmada? OK, vamos retirá-la já". Isto é um absurdo, obviamente.

    Em relação a qualquer notícia, venha de onde vier, todos temos de pensar pela nossa cabeça. No caso de vir de fontes duvidosas como a TVI, o Correio da Manhã, a revista Visão, e outros meios de comunicação que poucos escrúpulos demonstram no hora de procurar audiências/leitores, mais cuidados devemos ter.

    Pensemos pelas nossas cabeças. Pesquisemos. Não difundamos boatos como aquele em que as famílias de acolhimento no Reino Unido receberiam 600 libras por semana por criança. Basta ir ao site oficial do governo britânico e ver lá os valores, que são públicos, que nada têm a ver com essa exorbitante soma.

    No seu caso, que tem um site onde divulga conteúdos, tem leitores e está exposto o mundo, faça esse exame de consciência e pesquise muito bem antes de difundir informação que pode levar os menos atentos ao pânico, à desinformação e à propagação de mentiras.

  4. sunligth

    14 Outubro, 2016 at 20:41 Responder

    Os serviços sociais sao nada mais que uma organisaçao com poucos escruplos muitas ou a maioria das vezes mentem para seu proprio beneficio e nao estou so a falar das familias portuguesas,moro em este pais ha mais de 40 anos e nunca vi estes numeros exurbitantes de perda de filhos para a SS a cada 20 minutos uma e retirada!e alguns de eles de forma ilicita,e como nao exixte jordiçao juridica sobre a Ss fazem o que querem inffelizmente

  5. Mila

    17 Outubro, 2016 at 16:32 Responder

    Só quem não tem filhos nem sentimentos, pode achar correto este trabalho da segurança social inglesa! Será que as pessoas não percebem o que está por detrás de tudo isto? É a maior máfia do mundo! Roubar os filhos aos pais com esta brutalidade, é barbárie total! A Unesco, juntamente com a ONU, têm um plano para que metade do mundo seja hpmossexual até 2030. A diretora executiva da ONU, quer que a "ideologia de Género" seja imposta à força, em todas as escolas e colégios do mundo, e para isso, não há nada como as crianças serem do Estado, pois assim ensinam-lhes o que querem, sem a intervenção dos pais Na Inglaterra 10 mil homens e mulheres, já vivem como cachorros! A " Disforia de Género" doença provocada pela ideologia de género,aumentou em 1000% neste país, mas mesmo assim, a ministra da educação, foi a televisão ameaçar que ou ensinam a ideologia de género, ou serão fechadas escolas e colégios públicos e privados. A Unesco quer que as crianças a partir dos 5 anos, aprendam a masturbar-se e a fazer abortos. Qual será o pai ou mãe normal que desejam isto para os seus filhos? Eu li na entrevista do sr Ian Josephs, advogado que salva grávidas de lhes serem roubados os filhos, pondo-as noutros países, que o, ou a assistente social, que entre para o serviço do Estado, e não colabore nesta tremenda corrupção, fica sem emprego! estas crianças são roubadas, para serem educadas por pais adotivos que o são apenas por dinheiro, 590 libras por semana por criança, segundo os métodos do estado, IDEOLOGIA DE GÉNERO, para se tornarem promiscuas, libertinas, prostitutas, lesbicas, gays, transexuais, etc.,podendo escolher entre 31 género. por trás, está o capital mundial, em mãos, certamente muito sujas! Objectivo último? O Governo Único! A ditadura de ferro dos poderosos sem escrúpulos.Cortemos as raizes das plantas e envenenemo-las e veremos o que acontece! É morte certa."O Controle da População", torna-se muito mais fácil!…

  6. Mila

    17 Outubro, 2016 at 16:36 Responder

    Só quem não tem filhos nem sentimentos, pode achar correto este trabalho da segurança social inglesa! Será que as pessoas não percebem o que está por detrás de tudo isto? É a maior máfia do mundo! Roubar os filhos aos pais com esta brutalidade, é barbárie total! A Unesco, juntamente com a ONU, têm um plano para que metade do mundo seja hpmossexual até 2030. A diretora executiva da ONU, quer que a "ideologia de Género" seja imposta à força, em todas as escolas e colégios do mundo, e para isso, não há nada como as crianças serem do Estado, pois assim ensinam-lhes o que querem, sem a intervenção dos pais Na Inglaterra 10 mil homens e mulheres, já vivem como cachorros! A " Disforia de Género" doença provocada pela ideologia de género,aumentou em 1000% neste país, mas mesmo assim, a ministra da educação, foi a televisão ameaçar que ou ensinam a ideologia de género, ou serão fechadas escolas e colégios públicos e privados. A Unesco quer que as crianças a partir dos 5 anos, aprendam a masturbar-se e a fazer abortos. Qual será o pai ou mãe normal que desejam isto para os seus filhos? Eu li na entrevista do sr Ian Josephs, advogado que salva grávidas de lhes serem roubados os filhos, pondo-as noutros países, que o, ou a assistente social, que entre para o serviço do Estado, e não colabore nesta tremenda corrupção, fica sem emprego! estas crianças são roubadas, para serem educadas por pais adotivos que o são apenas por dinheiro, 590 libras por semana por criança, segundo os métodos do estado, IDEOLOGIA DE GÉNERO, para se tornarem promiscuas, libertinas, prostitutas, lesbicas, gays, transexuais, etc.,podendo escolher entre 31 género. por trás, está o capital mundial, em mãos, certamente muito sujas! Objectivo último? O Governo Único! A ditadura de ferro dos poderosos sem escrúpulos.Cortemos as raizes das plantas e envenenemo-las e veremos o que acontece! É morte certa."O Controle da População", torna-se muito mais fácil!…

  7. Teresa

    24 Outubro, 2016 at 8:54 Responder

    Bom dia. O texto ora escrito pela D. Carla Mendes está cheio de imprecisões. Talvez porque lhe bastou ler/ver as reportagens da TVI e ficou emocionalmente confusa. Ainda assim, não é nas reportagens mais ou menos alarmantes que nos devemos fixar. Basta procurar em fontes como os relatos variados e denunciantes que ao longo de muitos anos vêm a publico, conhecer a Organização "Forced Adoption", ouvir juízes, deputados, BBC, etc. para perceber como é degradante a legislação inglesa e os negócios que envolvem a adoção. Sim, são casos de uma imoralidade que assusta, cara "Chiapa". Assistimos a uma violação consentida dos Direitos Humanos. Como mãe de 3 filhos não posso ficar indiferente a esta barbárie do séc. XXI e tudo farei, ao meu alcance para apoiar estes pais. Não podendo fazer muito, assino a petição que está a decorrer "Petição para que sejam ajudados os portugueses a quem são retirados os filhos no Reino Unido"http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT83269
    Felizes aqueles que têm um curacao de ternura, tolerância e solidariedade!

  8. Catarina

    25 Outubro, 2016 at 8:32 Responder

    Independentemente da veracidade ou não das situações, a reportagem é fraquíssima na medida em que apenas apresenta a versão de um dos lados. Simples assim.

    http://6800milhas.blogspot.com.

Leave a comment

About