LIFE & LOVE

Setembro, o novo Janeiro!

2 Setembro, 2019

 

Dia 2 de setembro de 2019, primeira segunda-feira depois das férias.

“Back to life, back to reality,
back to life, back to reality,
back to life, back to reality,
back to the here and now yeah
Show me how, decide what you want from me,
tell me maybe I could be there for you”.

 

Acordei com esta música na cabeça, como que a entoar o hino deste primeiro dia de “voltar à realidade“, depois de 15 dias de férias. Bom, não foram bem férias, mas… adiante.

Foram duas semanas em que não tive de fazer a trajetória Margem-Sul/Lisboa, em que me desviei do trânsito, em que pude passar mais tempo com os meus e onde os raios de sol entraram, às vezes. Quem sabe, sabe que não foi tempo de descanso, mas foi o que foi.

 

 

Tal como já partilhei, aqui no nosso cantinho à beira-digital plantado, setembro, para mim, é o verdadeiro mês dos recomeços. Sou uma virginiana pura (adoro, quando tentamos justificar as nossas maluquices com os astros…), que precisa de estrutura, de planeamento e de uma tabela (mínimo!) para saber como vão ser os próximos meses e quais são os planos para a vida, assim no geral, vá.

Não é de estranhar que Setembro seja o mês:

  • Em que voltamos ao ginásio, porque não colocámos lá os cotos durante as horas de praia e as bolas de berlim já estão a pesar nas ancas e na consciência;
  • Em que fazemos aquelas resoluções, que, normalmente, só veem a luz das boas intenções, nada mais do que isso, como: “agora, é que vou comer melhor”; “já não vou mais enfardar chocolates a seguir às refeições”; “vou fazer aquele corte de cabelo que sempre quis, mas que sempre me acagaçou”; “agora, é que vou implementar aquele projeto que esteve na gaveta e que nunca fiz por preguiça ou falta de tempo”;
  • Em que prometemos muito, mas que, também há uma grande probabilidade de, não cumprirmos.

 

Boo-hoooooo. Shóooo más intenções!

Pensem comigo.

Acham que as boas resoluções, a definição de novas metas, o traçar de novos objectivos se fazem no mês mais deprimente do ano, de acordo com muitos estudos já efectuados, cujas referências não me ocorrem de momento? Não. Obviamente que não!

Por isso, é que comer a passa murcha em Janeiro e esperar que, no meio do cinzentão do tempo de inverno e da nossa carteira depauperada das festividades, surjam grandes vontades para mudarmos coisas na nossa vida, é a mesma coisa que esperar que o Pai Natal apareça com aquela Chanel que tanto desejamos.

Não vai acontecer.

No máximo, o primeiro mês do ano dá para nos enfiarmos em pijamas polares, com capuzes de caras de animais que recebemos da nossa tia-avó Josefina, e falecermos no divã lá de casa, a devorarmos Netflix, enquanto esperamos pelo final do mês e do Dia de S. Receber, só para respirar de alívio e pagar o cartão de crédito. É assim que se passa um mês de janeiro, minha gente.

 

Quando é que uma pessoa tem força para pensar em novos projetos, para definir novas metas, para traçar um novo caminho para a sua vida e mudar alguns hábitos?

 

Quando temos oportunidade de descansar um pouco; quando nos afastamos da rotina e do trânsito, como do capeta da cruz; quando apanhamos vitamina D no focinho em abundância; quando os níveis de ansiedade baixam através da verdadeira arte do “dolce fare niente”; quando bebemos um cocktail no sunset dans lá beach; quando enfardamos, sem pecado, uma bola de berlim com creme e pensamos “fuck it, em setembro abatemos as bichas”; quando concluímos, à beira-mar, que a nossa vida está uma bosta e vamos ter de fazer alguma coisa para mudar, porque jurámos ao por-do-sol, no preciso momento em que os raios tocaram na água gelada. E toda a gente sabe que não se pode defraudar o Deus-do Mar e do Sol e de todos os que estão envolvidos nessa promessa.

#quemnunca

 

Ora bem, contextualizado o nosso estado atual, está na hora de nos deixarmos de “mi-mi-mi” e de “ais-ais-ais”, de arregaçarmos mangas e de nos fazermos à vidinha.

 

É um novo mês. É o mês por excelência dos recomeços – escola, trabalho, exercício físico, alimentação, relações, etc e tal. É o mês de “getting your shit together” (é só porque em inglês soa melhor, né?) e de fazer acontecer (que é uma expressão que na sua essência diz absolutamente nada).

 

 

O post de hoje é, assim, uma espécie de kickoff-motivacional, para nos sentarmos algures no dia de hoje e escrevermos, objectivamente, o que é que gostávamos de concretizar até dezembro.

É o mínimo que podemos fazer.

 

Escrevam o que gostariam de alcançar num prazo realístico de três míseros meses – como a grande meta do ano -, mas particularizem em cada um deles (setembro, outubro, novembro e dezembro) o que precisam de fazer para lá chegar. Boa?

Eu vou fazer isso. Façam também. Pode ser que ajude (mãos e pés pró’alto, olhos da inveka, patas de coelho, defumações em salva ardente e incensos flamejantes). Estou a precisar de tudo, portanto…

Sempre é um primeiro passo para o início do que quiserem que seja.

Por mais difícil que nos possa parecer, está tudo em aberto – o céu, as nossas mentes e as oportunidades.

 

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