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“STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI”, O MEU NATAL NO ECRÃ DE CINEMA

22 Dezembro, 2017

 

Desde que me conheço que era assim.

 

A magia do Natal sentia-se na noite de 24 para 25 de Dezembro com os minutos contados para abrirmos os tão aguardados e ansiados presentes.

 

Sentia-se o nervosismo no ar. O bacalhau nunca nos caia bem no estômago. Aspirávamos as sobremesas como se não gostássemos de mousse de chocolate. E ficávamos ali, naquele compasso de espera (que nos soava a eternidade), até que os ponteiros do relógio se encontrassem outra vez no número 12.

 

Porém, se na véspera de natal o foco estava na meia noite e nos presentes, no dia 25 a excitação era outra.

 

Já em casa do meus tios (quase-pais!), eu, a minha irmã e os meus dois primos do coração, companheiros de aventuras e de infância, tínhamos o nosso momento sagrado antes do jantar em família.

 

Sempre, mas SEMPRE neste dia, nesta tarde, e vá-se lá saber como começou esta tradição (eu acho que foram os nossos pais que já estavam fartos de nos aturar na quadra da loucura) íamos à matiné de cinema em Setúbal.

 

S.E.M.P.R.E.

 

Se em alguns anos o cartaz era preenchido com estreias marcadas, noutros os grandes clássicos repetiam-se e esses ficaram marcados para sempre na minha memória.

 

 

Sendo sinónimo de quadra natalícia e tradição de 25 de Dezembro ir ao cinema com os primos, também ficou associado a este tempo a saga que nos deixava presos ao grande (e também ao pequeno) ecrã – “há muito, muito tempo numa galáxia distante”.

 

 

Falo de “Guerra das Estrelas” que vimos e revimos no cinema, nesta quadra, anos e anos a fio e que me permite dizer com todo o orgulho groupie que me compete – não me recordo de viver sem Star Wars!

 

Aliás, foram eles, os meus primos e a minha irmã, mais velhos do que eu, que me empurraram para esta história intemporal e mítica do cinema moderno que George Lucas criou e que me fascinou desde o primeiro episódio.

 

 

Passados mais de 40 anos de saga intergaláctica, sempre que vejo mais um episódio a magia repete-se, a imponente música com assinatura de John Williams começa, viajo no tempo à velocidade interestelar e estou novamente sentada no sofá castanho de veludo da nossa sala de estar, alapada ao colo da minha mãe, a vermos, em família, mais um episódio deste filme que considerava fascinante, com efeitos especiais que nunca tinha visto nem sequer imaginado na minha vida.

 

 

 

Para as duas pessoas neste universo (ovos podres!) que ainda não viram nenhum filme da Guerra das Estrelas, foi a 25 de Maio de 1977 que George Lucas estreou no ecrã o primeiro filme onde criou, literalmente, um universo nunca antes visto nas constelações cinematográficas de Hollywood.

 

Com todos estes ingredientes era difícil não conquistar milhões de espectadores por todo o mundo, tendo o primeiro episódio da saga – Star Wars: A New Hope, de 1977, com Han Solo, Chewbacca e Luke Skywalker a marcarem para sempre a primeira trilogia – rendido mais de 775 milhões de dólares e conquistado sete Óscares da Academia.

 

 

Mas se os efeitos especiais, a banda sonora e a misticidade da trama conquistavam a nossa atenção, as personagens de Guerra das Estrelas conquistavam o nosso coração.

 

Quem não se lembra, na história original, de Luke Skywalker, da Princesa Leia e de Darth Vader?

 

 

 

 

 

São muitas (mas mesmo MUITAS!) as personagens míticas que encantaram uma legiões de fãs e que fundamentaram os arquétipos das personas principais e nos fizeram desenhar paralelismos com a história contemporânea mundial.

 

É na complexidade da personagem de Anakin Skywalker e de Darth Vader que o equilíbrio entre o bem e o mal, presentes em todos nós, faz mais eco. Em que a história de um miúdo inocente que acaba por se transformar na força mais destrutiva da galáxia. É esta humanidade de heróis que nos aproxima da saga e nos faz pensar no devir – “no que ainda está para vir”.

 

 

Acredito, pois, que diversidade de todos os protagonistas e co-adjuvantes faz deste filme uma história relevante e, diria eu, obrigatória de ver para todas as crianças e adultos.

Não se trata apenas da luta entre o bem e o mal, da “Força” que nos protege mas, também, da glória dos mais inusitados e inesperados heróis. Quebrando-se, assim, estereótipos de género, de etnia, de poder. E isto, para mim, é o mais importante de tudo.

 

 

Mostrar aos milhões que assistem aos episódios da Saga a emergência do “under dog e, nos últimos episódios, dar voz a uma causa própria – a emancipação feminina.

 

 

 

Se nos primeiros episódios o “poder” estava, maioritariamente, destinado, aos homens, com Leia a protagonizar a figura central feminina, nos episódios recentes o foco mudou, com o despertar da Força a empoderar cada vez mais Rey que viaja, neste novo filme, pelo mundo oculto de Ahch-To para encontrar Luke Skywalker, o último Mestre Jedi da Galáxia e a última esperança da Resistência.

Com o objectivo de encontrar o lendário herói, Rey descobre um homem que desafia as suas expectativas e que a leva à mais poderosa e sombria viagem interior.

 

 

A interacção desta poderosa personagem feminina com a genialidade da interpretação de Adam Driver (fã, fã, fã) como Kylo Ren faz-nos querer ver e rever este filme até ao lançamento do próximo episódio.

 

Para quem ainda não viu, mas que quer recuperar este espírito natalício de um filme maior que todos nós, Star Wars: Os Últimos Jedi estreou nos cinemas de todo o país a 14 de Dezembro e, se quiserem a minha opinião, ver em ambiente IMAX é só INCRÍVEL, vale super a pena!

 

Se, como nós lá em casa, são fãs incondicionais desta história intergaláctica segurem na carteira, agarrem no coração porque agora já é possível ter o universo Guerra das Estrelas recriado em nossa casa ou presentear alguém muito especial com presentes únicos e originais que remetem para este imaginário de criança.

 

Ainda vão a tempo!

 

Se quiserem comprar aquele artigo super especial para o fã incondicional de Star Wars, basta irem ao site da Disney e escolher, porque vamos querer levar TUDO!!!!!

Há para todas as idades e para todos os gostos e feitios. Para os miúdos e graúdos. Para brincar ou para decorar a casa. É um MUNDO!

 

Desde canecas, a relógios, as sabres luminosos, agendas, vestuário, enfim… por onde começar?!

 

Mas se quiserem perceber a alegria e o feeling que uma prenda destas pode dar a um coração apaixonado de fã da saga Star Wars é clicar no play deste vídeo, com o mais emotivo UNBOXING Stars Wars que alguma vez vão ver, pelo próprio! Quem? O Maridão-lá-de-Casa que estava longe que isto lhe acontecesse em vésperas natalícias 🙂

 

 

 

By the way… o BB8 é a Concha do futuro e adoroooooo simplesmente esta personagem. É taõoo fofinha! E por falar em personagens, quem gostou das novas adições do filme?! São incríveis não são!?

 

 

Resumidamente, em Star Wars: Os Últimos Jedi, a saga de Skywalker continua, enquanto os heróis de “O Despertar da Força” (episódio anterior) se juntam às lendas galácticas, para uma aventura épica, que desvenda muitos dos antigos mistérios da Força e revelações chocantes do passado.

Uuuuhhhhh! Suspense!

 

 

A magia de Star Wars é essa mesma!

 

É colocar-nos em sintonia com as dualidades basilares que orientam a nossa vida, e os mitos que afectam a nossa civilização. A luta do bem contra o mal. As aventuras vividas para a conquista da paz. E a “Força” transcendente que nos une e guia para um mundo melhor.

 

 

 

Ver Star Wars é sermos crianças outra vez.

 

É querermos desesperadamente que o mau dê lugar ao bom e que a justiça seja reposta em nome da paz.

E não me parece que exista sentimento melhor para ser celebrado todos os anos, por todos nós, nesta altura de Natal.

 

 

 

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