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WELLNESS & FITNESS

WORLD BIKE TOUR ou… COMO NÃO TE SENTARES NAS PRÓXIMAS 72h

24 Julho, 2017

 

Aiiiiiiiiiiiiiiiiii a minha vidaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

 

Escrevo-vos em dor

 

Numa palavra – ESGAÇOU!

 

“Mas o que é que aconteceu, Marta?”. Vou já contar tudo, tudo!

 

Ora bem, ontem eu e o Johnny-Boy , como relatei pelo Instagram e Stories (quem ainda não me segue lá é um ovo podre), marcámos presença no evento World Bike Tour.

 

POW!

 

Confesso que quando recebi o convite da minha TVI, que era a media partner do evento, para participar, dei uma gargalhada. Como é que eu poderia participar num evento em que o elemento protagonista é a bicicleta, meio de transporte que não ando nem possuo há ANOOOOOOOOS?!??!!

 

Foi então quando me responderam que o kit incluía, para além de outros acessórios, uma bicicleta! What?!?! Sim, leram bem!

 

O World Bike Tour é um projecto que contém um conjunto de actividades, que culmina num passeio ciclístico, sem objectivos competitivos e, à semelhança das outras edições, além da experiência e do convívio, este evento é também uma forma de discutir a mobilidade das cidades, uma vez que a consciencialização da necessidade de coordenação entre circunstâncias ecológicas graves e saúde física está na ordem do dia, promovendo um estilo de vida mais saudável para todos e… ter uma bicicleta por um preço acessível (75€), já que uma das inscrições inclui este meio de transporte.

 

Achei o A.U.G.E! Finalmente, depois de anos e anos a ponderar comprar uma bicicleta, ela ia de forma surpreendente chegar até nós!

 

O que nos levou ao primeiro dilema do dia – como é que nós íamos de casa até ao evento que começava na Praça do Império e depois regressávamos para casa, já com a bicla nas mãos, da Praça do Comércio até ao Jamor?!?! Hum…

 

1ª decisão (e única acertada) do dia foi: chamar um Uber para nos levar até à Praça do Comércio.

 

Assim foi. So far so good!

 

Chegámos à Praça já em grandes preparos para o evento, até porque ia acolher a chegada de mais de 4 mil bicicletas. Fizemos a acreditação, vestimos as t’shirts, colocámos os dorsais e dei umas trincas valentes em dois pastéis de nata super apetitosos, porque né… quem nunca??! Assim, como’à’assim ia pedalar 8km sobre um sol abrasador. #MERECIA

 

Já perto das 11h fomos em grupos separados em autocarros até à partida, na Praça do Império onde já aguardavam muitas outras pessoas nas suas próprias bicicletas e onde nos esperavam as nossas novas máquinas vestidas a rigor.

 

Posso dizer-vos que o mar de gente que se juntou nele espaço era arrebatador. E eu só pensava “Marta, por favor concentra-te. Não caias! Por favor não tralhes senão vai ser a maior vergonha da história”.

 

Quando deram ordem de soltura, aquilo é que foi começar a pedalar… apenas dois metros, porque rapidamente percebemos que os autocarros de partida tinham que andar muitooooo mais rápido senão não tínhamos hipótese de pedalar sequer.

 

A dificuldade passou a ser pedalar tão devagar e manter o equilíbrio. Indeed!

Vi muitos tralhos, muitas ultrapassagens completamente loucas, mas acima de tudo, muita animação e boa disposição. Passear pela marginal da nossa capital de bicicleta é muito bom. É um regressar à infância. E nada grita mais “férias de verão” que uma bicicleta.

 

Lembro-me, na altura em que tínhamos 3 meses de férias (não podemos voltar atrás), de metade desses dias serem passados em cima de uma bicicleta em aventuras e trajectos mirabolantes com os meus amigos do bairro. Fazíamos km e o corpo não se ressentia. Éramos livres e nem sabíamos.

 

A chegada à Praça do Comércio foi épica. Passamos todos a pedalar pelas ruas da baixa, passámos pelo arco e acabámos numa meta gigante na Praça mais visitada da capital. LINDO! ÉPICO! Um calor dos ananases, mas TUDO BEM!

 

Bebemos mais uma garrafa de água, refrescámo-nos dentro da tenda de apoio, mas já estava na altura de regressarmos a casa.

 

Como!?

 

EXACTO!

 

Iniciámos o percurso de volta à lá pata com o nobre objectivo de pedalarmos até ao Cais do Sodré e aí na estação apanhar o comboio até Algés e daí sair a pedalar até casa.

 

(Ingénuos…)

 

Porém, quando chegámos à estação fomos surpreendidos por um mar de gente que devia ir para as praias da Linha e estava impossível.

 

Aqui começaram as decisões infelizes do dia

 

“E se fossemos a pedalar mais um bocadinho? Paramos ali em Santos e avaliamos a fila na estação”.

 

Lá fomos, sob um sol abrasador. Zinga, zinga, zinga até Santos. Caótico! Depois até Alcântara. Terrível! Tufas, tufas, tufas até Belém. Impossível! Pumbas, pumbas, pumbas até Algés.

 

Foi aí, entre um glúteo adormecido, um escaldão corporal e uma dormência braçal, que eu e maridão decidimos parar – terceira pior decisão do dia – para comermos qualquer coisa, afinal já eram 14h45, atestarmos o combustível dos nossos corpitxos e hidratar.

 

Parámos ali no Mercado de Algés e escusado será dizer, mas estávamos famintos. Atirámo-nos a uns petiscos, a uma carne maravilhosa, a umas cascas de batata com molho de alho (quem nunca?!) e a um jarro gigante de… SANGRIA. Palmas!

 

A quarta decisão mais parva do dia foi tomada nessa altura, momento em que depois de um sol abrasador, de uma possível desidratação, e de mais de 20km pedalados naquela manhã, decidimos que a nossa fonte liquida seria ÁLCOOL!

 

Comemos que nem uns alarves, para logo de seguida nos colocarmos em cima de uma bicicleta para o pedalanço final. Era o ias!!!

 

Eu levantei-me zonza da cadeira. Cambaleie até à bicicleta. Fiz uma tentativa falhada de me colocar novamente lá em cima, mas entre as dores que sentia DOWN THERE e a bebedeira que me perturbava os sentidos senti que precisava de destilar um bocadinho o álcool andando com a bicicleta à mão.

 

Assim foi até chegarmos ali a Dafundo. Decidimos nessa altura que era hora de experimentarmos o selim outra vez. Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!! Esquece! Quem é que vos diz que eu conseguia colocar-me em cima da bicla outra vez?!?!?

 

A muito esforço e tentando esquecer a dor lá pedalámos os últimos km atá casa.

Exaustos pela última subida, já dizíamos mal da nossa vida e da bicicleta. Passámos de não andar em duas rodas há anos para fazermos uma aventura de mais de 24km.

 

Erro fatal?! Sair da bicicleta. NUNCA deveríamos ter parado para comer, porque nem a carne nem a sangria nos fizeram proveito. Vi jeitos de regurgitar tudo às primeiras pedaladas. Foi muito estúpido da nossa parte.

 

Quando estacionámos as nossas novas belezuras na garagem, subimos o lance de escadas e aterrámos no sofá inanimados.

 

Eu não sentia o meu corpo da cintura para baixo. O João desconfiava ter ficado com uma lesão permanente nas suas partes baixas. Pior, tínhamos um escaldão gigante nos braços. Porquê?! Porque nos esquecemos de por protector antes de sair de casa.

 

Já disse que fizemos muita coisa estúpida nas últimas 24h?!?!

 

Resultado: 

Hoje, parece que fui atropelada por um camião. Não sinto as minhas pernas e tenho a sensação de ter parido um selim de bicicleta. Alguém sabe onde se compram aquelas almofadas para as hemorróidas?! Preciso disso desesperadamente…

 

O João neste momento pode estar infértil. A probabilidade de ter dizimado muitos dos seus soldadinhos é muito elevada. E é a personificação da alcunha “Bracinhos do Capeta”, porque o seu antebraço parece ter ido ao Inferno. Autch!

 

Diz que a bicicleta foi uma grande adição, o evento foi um sucesso mas, literalmente, a brincadeira de ontem saiu-nos do pelo.

 

 

É um verdadeiro – NÃO FAÇAM ISTO EM CASA!

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