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YOUTUBE | “COOL IN MARROCOS” | ROTEIRO – DAY 1

17 Outubro, 2016

“Então, Marta, mas não foste a Marrocos?!”
Sim, fui!!! <3 <3 <3

O COOL chegou a Marrocos e está aqui a prova em quatro episódios, divididos pelos 4 dias que lá estivemos da nossa grande aventura em terras marroquinas.

Yayyyyyyyyyy!!
Finalmente saiu o primeiro vídeo que estava na gaveta à espera de amor, carinho e edição.
Neste primeiro episódio mostro a minha viagem de avião a hélice (MEDO!) até Marraquexe, o encontro com o meu gang de aventuras, a chegada ao nosso Airbnb (provisório, apenas), o primeiro reconhecimento da praça principal, primeira ida aos souks e a estreia num jantar, que foi a salvação do dia.

Mas calmaaaaaaaaaaaa que vou explicar tudo, tudinho de como aconteceu esta grande loucura viajante e vou deixar mais registos fotográficos, captados pela lente e mestria da minha BFF Mariana Monte, e dicas maravilhosas do país e da nossa experiência que podem ajudar todos os que quiserem conhecer Marraquexe nos próximos tempos. Ora aqui vai, uma espécie de roteiro marroquino em quatro actos:

1º EPISÓDIO | 1º DIA  – ROTEIRO EM MARROCOS

A vagem a Marrocos surgiu assim do nada, de repente, como as melhores coisas da vida. Este ano eu consegui tirar três semanas de férias seguidas, mas o João esteve até à última à espera para saber se conseguia tirar o mesmo número de dias seguidos. A confirmação de que ele só conseguiria estar de vacances duas semaninhas veio a meio do mês de Agosto… buáaaaaaaaaaaa… e eu já tinha tirado as três semanas seguidas… e agora?

Vai daí, lembrei-me que a minha BFF Mariana, o meu Chiquitito-Nuestro-Armando e su Italiano-Alfio estavam de partida para Marruecos. Oi? Se calhar vou-me colar à viagem! Boa!

Falei com eles, percebi que ainda havia espaço no quarto que tinham alugado para mais um corpo viajado e comecei a ver as viagens de avião (M.E.D.O). Como tinha um voucher da TAP para usar até ao final do ano, senão expirava, decidi jogar esse trunfo para marcar a minha viagem de última hora. Como fui tudo marcado em cima do joelho as passagens estavam a modos que… carotas. E eu como sou uma mariquinhas-dos-ares decidi que só botava pé em terras africanas pelas asas da TAP.

Salvo erro, a minha viagem de ida e volta, voo directo pela TAP, ficou-me a 350€ sensivelmente. Como utilizei o voucher não senti tanto esse peso do preço, mas sei que marcando com mais antecedência a viagem fica muito mais barata, acrescentando também o facto de que agora a companhia portuguesa já operar em regime low cost para Marrocos. #FICAADICA.

Comprei o bilhete. Ufa! Ai ai ai ai que agora é que são elas. Já não me posso escapar a este voo (frio na barriga e cólicas várias!). Porém, faltava um pequeno, GRANDE, porMAIOR: o meu passaporte já tinha expirado. MAIS! Ele já nem sequer podia ser utilizado, uma vez que ele foi feito antes do casamento e eu, entretanto, decidi colocar outro nome artístico no self, o que descambou geral nos documentos de identificação – passaporte incluído. Palminhas para mim!!!

“Mas Marta, porque é que não marcaste as coisas com mais antecedência?”. Boa pergunta, pessoal! Porque, eu não estive em Lisboa nas semanas anteriores. Literalmente, eu estive uma semana no Algarve, outra em Tróia e depois aterrei de cabeça em Lisboa, para me decidir que afinal ainda ia para Marrocos. FIM.

Este episódio da marcação da viagem aconteceu numa segunda-feira e eu voava para Marraquexe na sexta de manhã. Boa, Marta!

Tive que ir de urgência à Loja do Cidadão (aconselho vivamente a de Marvila que é super rápida), pedir a emissão do passaporte com urgência, entrega em 24 horas no aeroporto e pagar a módica quantia de 100 palhacinhos. Mais uma vez, palminhas para mim. #SÓQUENÃO. 

A sério, migas e migos, não façam isto em casa. Não carece. Façam o vosso passaporte com antecedência, planeiem as vossas viagens internacionais com tempo, para poderem fazer face a estes contratempos de última hora. À conta desta brincadeira, já só pensava: “lá se foi um conjunto de pratos marroquinos e uma pachemina”. Ppppfffff… #SEMPREAENCAVAR

Os dias dessa semana foram passados a organizar coisas lá em casa, porque tínhamos vindo de férias com a família, máquinas de roupa infindáveis, limpezas agressivas, arrumações, tratar de pormenores para Marrocos e quando dei por mim era quinta-feira à noite, estava a fazer uma mala e ia embarcar para outro continente no dia seguinte. Foi TENSO!

O primeiro desafio foi mesmo esse: “enfiar o Rossio na Betesga”, que na prática significa – tentar levar só uma mala de cabine, para não despachar mala de porão e ficar à espera, no destino, de malas e coisas afins. O João apostou comigo que eu não conseguia, mas eu não posso ver um desafio… Nem que tivesse que ir com três pares de cuecas vestidas, duas camisolas sobrepostas, dois casacos enchoiriçados, apenas um ténis calçado, e nenhum vestido, EU IA CONSEGUIR. “Não era mulher, não era nada” (Saudadonas da minha Ana. Colar de beijos, miga!).

Para incredulidade do meu marido e dos meus companheiros de viagem (que gozavam comigo via whatsaap), eu consegui!!!! POW POW POW! Estou muita forte ao nível das malas, pah! 

Consegui enfiar roupa para quatro dias e meio, com mudanças de roupa duas vezes por dia, duas bolsas de higiene, e ainda material de captação de vídeo, computador e muita parafernália tecnológica.

Yeahhhhhhhhh!!! E digo-vos, foi a melhor coisa que fiz. Foi libertador. Saber que não tinha que despachar mala, que podia ir em modo me, myself and a bag para todo o lado, foi LIBERTADOR. Sou uma nova mulher viajante. For real.

Lá chegou sexta-feira. Os nervos estavam à flor da pele e do meu intestino (too much information) e lá fui eu para a minha primeira viagem totalmente ALL BY MYSELF (soltem a músicaaaaaaa), isto porque os meus amigos, como já haviam marcado a viagem há muito tempo tinham outra companhia, horários e rotas. Enchi-me de coragem, mentalizei-me de que não ia ceder aos meus medos, que ia enfrentar as minhas fraquezas e IR. Seja o que Deus quiser, pensei (emoji das mãos para o ar).

Cheguei ao aeroporto, passei por todos os pontos de segurança, segui até ao átrio principal das lojas e comes-e-bebes.

UM À PARTE: o aeroporto de Lisboa está-qui-está! Que lindeza de coisa mai-linda!!!! Aquilo parece o Colombo dos Ares. Ele é lojas, ele é marcas por todos o lado, ele é duty-free-da-vida de perder a cabeça, ele é comes e bebes de muita qualidade…. sim, sra. Props para o aeroporto que fez um beautify digno de extreme makeover.

Comprei umas revistinhas, que no meu caso só servem para ver os “bonecos”, uma vez que lá nos ares sou uma analfabeta-medrosa, que, com os nervos, não consegue focar letras, palavras, quanto mais frases ou textos. No comments…

Meti-me a caminho da minha gate e segui com toda a determinação que tinha.
Dei o passaporte, desci as escadas e lá me meti dentro do autocarro que nos ia levar ao avião da TAP.

Começamos a andar e a andar, passámos por todos os aviões estacionados possíveis e imaginários, até que começamos a chegar ao alinhamento dos aviões da TAP, passamos um, dois, três, cinco, seis… até que atrás do que parecia o “último”, surge pu’trás outro bem mais pequeno e… a HÉLICE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! MORRI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Começo a mandar mensagens frenéticas ao João: “É a hélice!”. “A merda do avião é a hélice!!!”, com muitos emojis e palavrões à mistura. Ele lá me tentou acalmar, dizendo que estes são os mais seguros e bek bek bek, mas a partir dai o meu cérebro tornou-se como o do Charlie Brown e só conseguia ouvir “row row row, row row row” e nada mais nítido que isto.

Entrei no mini-avião, coloquei a minha mala no local certo, sentei-me e comecei a pedir a todos os santos para me ajudarem na viagem.

O mini lá levantou voo e depois daquela instabilidade inicial de estabilização do bicho a coisa até que foi bem pacífica. Aterrámos 2 horas depois em Marraquexe, sãos e salvos, com uma temperatura de 35 graus-abafados e a alegria de estar a pisar solo terrestre. Obrigada, meu Deus!!!

Já no aeroporto estavam os meus companheiros à espera. Juntos, trocámos os euros que tínhamos no aeroporto. O Alfio verificou que a taxa de conversão era menor numa das bancas de cambio do aeroporto e trocámos os nossos palhacinhos por dirhams, que é a moeda local. Normalmente 100 dirhams equivalem a 1 euro. Como vêm é uma taxa bastante favorável ao turista europeu, que consegue fazer uma vida bem confortável em Marraquexe sem tem que vender nenhum dos seus órgãos. É um destino bem barato, para quem quer uma viagem com preços acessíveis, ao mesmo tempo que privilegia conforto e qualidade. Super aconselho.

À porta do aeroporto já tínhamos o nosso transfer à espera, uma cortesia da casa de Airbnb onde íamos ficar. Contudo, todavia, portando foi aqui que começou a nossa grande aventura da “casa-de-Marrocos”. 

Ora bem, o gang que já estava alinhado para Marraquexe tinha decidido que ia ficar numa casa de Airbnb em Marrocos. Quando entrei no esquema da viagem questionei-os sobre essa escolha. Porquê? Porque me parece que em Marrocos estar num sítio que não seja alojamento de “hotel” ou “Riad”, mais controlado e cuidado, com piscina, tanque ou mangueira (que o calor que lá se vive é inexplicável” e sem pequeno-almoço incluído é muitoooooooo arriscado), porque não havendo “supermercados” na zona da Medina, que era onde íamos ficar, tínhamos sempre que fazer todas as refeições fora de casa e pagar por isso. Capiche?

De facto, eles não tinham pensado nisso quando marcaram as coisas. Decidiram só que queriam ficar o mais central possível, num Airbnb, porque é cool, e num sítio baratinho. WRONG!!!!! (som de buzzer).

Segunda grande dica da viagem: fiquem sempre num alojamento mais oficial e não na casa de alguém. É mais controlado e têm algumas amenities que são ouro em Marraquexe. 

Esta minha desconfiança veio a comprovar-se assim que chegámos ao local escolhido. Era numa sítio super labiríntico sem acesso de carro ou transfer (quem nos levou as malas foi um senhor com um carrinho de mão de ferro – prática recorrente lá para quem fica na zona da Medina, onde os carros não têm acesso), com uma grande diferença entre as imagens que vimos online a realidade. 

Sabem aquele meme do “Expectation VS Reality”? Foi isso que nos aconteceu. Um verdadeiro banho de realidade.

A piscina prometida era, afinal, um tanque de águas paradas. MEDO. O quarto grande e arejado, era um cochicho com cheiro a retrete, abafado e medonho. desculpem, mas foi o que aconteceu. 
O airbnb que nos prometeram, era agora um plano de fuga urgente. 

Ligámos logo para a proprietária da casa, explicámos que a nossa visão era muito diferente daquilo que tínhamos avistado nas fotografias. Ela concordou, disse apenas que tinha mais uma casa ali perto, que estava a arranjar uma casa-de-banho, se queríamos esperar pelo próximo dia para irmos lá ver e fazer a mudança, caso nos interessasse. 

Nós estranhámos a questão da “casa-de-banho” e achámos que pelo preço que estávamos a pagar por noite, por aquele alojamento, conseguíamos melhor poiso em terras marroquinas. Foi aí que dissemos que queríamos o nosso reembolso e que íamos sair na manhã seguinte (sábado de manhã) asap.

Acabado o telefonema, abri logo o computador e comecei em pesquisas frenéticas para encontrarmos um sítio onde ficar. Aliás, esta pode ser uma excelente dica para quem vai viajar, por vezes é preferível procurar alojamento bem próximo da data de ida, porque os alojamentos podem ter um ou dois quartos disponíveis e fazem de véspera promoções. Preferem vender um quarto a 50% do que o ter vazio. Faz todo o sentido. 

E assim foi. Conseguimos um mega Riad (habitação típica marroquina), no centro da Medina, perto até de uma praça de táxis, pormenor que acabou por se revelar de extrema importância nos dias seguintes, a um preço inferior ao que íamos pagar no airbnb, com piscina decente e pequeno-almoço incluído. POW! Tudo isto pela modica quantia de 64 euros por pessoa, pelos 4 dias. Muitooooo bom!

Reservámos logo e descansámos as nossas pequenas mentes. Perdemos metade do resto do dia nesta preocupação, mas depois foi tudo smooth. Saímos do airbnb para conhecermos as redondezas e comer qualquer coisa.

O nosso primeiro reconhecimento foi na praça Jemaa el-Fna, que é a praça mais conhecida de Marraquexe, onde é possível encontrarmos os encantadores de cobras, os macacos à espera de ombro para poisar (cuidado, não olhem para nenhum destes animais, nem para os seus tratadores, porque eles cobram logo dinheiro por isso, nem tirem fotografias!), muitos restaurantes, esplanadas, cafés, barraquinhas com artesanato típico e a entrada para os souks. 

Estávamos esganados, por isso sentámo-nos no primeiro restaurante que encontrámos. Como todos na praça são bastante turísticos, é à confiança que digo que podem entrar em qualquer restaurante e ter uma primeira experiência de cousine marroquina. Foi neste almoço tardio que ficámos a conhecer o termo “brioates”, pequenos salgadinhos deliciosos que nos salvaram em muitas ocasiões por vir. 

Depois do almoço saímos para bater pé nas redondezas. Fomos à beira da Mesquita Cutubia que fica mesmo do outro lado da estrada da Jemaa el-Fna. 

Queríamos entrar na Mesquita, mas já não conseguimos porque estava fechada. Atenção a este facto, a maior parte dos monumentos, museus e palácios fecham por volta das 16h. Ficámos-nos pelo exterior, filmámos, tirámos fotografias e dali decidimos ir a pé (é relativamente perto) até aos souks para termos um primeiro look and feel da coisa. 

Aqui perdemo-nos completamente, literalmente. São mesmo como vemos nos filmes, documentários, fotografias, vlogs… são labirinticos, cheios de gente, muito assédio à compra, muita variedade de produtos e cores incríveis. 

Perdemo-nos. Mas é suposto! É essa a beleza do sitio. 
Para não entrarem em pânico, porque é bem difícil perdermos o sentido de orientação, no cimo de cada uma das paredes está uma placa com uma seta a vermelho que indica o caminho de volta à Jemaa el-Fna. Esse é sempre o ponto de orientação. 

Andámos, andámos, andámos até nos doerem os pés e fazerem bolhas, que nos acompanharam durante os próximos 4 dias. Outra dica: levem calçado arejado e confortável, porque se anda muitooooooo e está muitoooooooo calor. 

Já de volta ao nosso quarto provisório, tomámos banho, descansámos um bocadinho, vestimo-nos e lançámos à caça de um sitio giro para jantar. 

Eu já tinha uma proposta. Tinha visto, ainda cá em Portugal, através do Instagram sítios giros para jantarmos. Um deles chama-se La Salama e vi que ficava bem próximo do nosso airbnb.

Aliás, esta pode ser uma outra dica: vejam no Intagram com palavras-chave ou hastags do sitio para onde vão e vejam onde é que as pessoas cool vão. Tiramos sempre ideias e sítios muito giros para conhecer.  

O La Salama foi daquelas gradáveis surpresas. Sabem quando um sitio nos surpreende pela positiva? Foi o caso! As fotografias já eram lindas, mas o ambiente e a comida ainda eram melhores. A especialidade são pratos típicos marroquinos e estavam maravilhosamente confeccionados. Com entradas, prato principal, bebidas e sobremesa, penso que pagámos cerca de 20 euros por pessoa, num sitio chique-bem, com tudo de bom, a comer principescamente. Muito bom. 

Dali seguimos a rebolar até ao nosso quarto e apagámos directo até ao outro dia…

Um segundo dia com muitas aventuras, mudança de hotel, exposições, palácios, farmácias marroquinas, taxistas loucos, Jardin Marjorelle e um jantar de aniversário que nunca mais vou esquecer.

Por aqui a procissão ainda vai no adro. Stay tuned que agora é que vai aquecer! 

Se querem ter uma ideia muitoooo resumida do que se passou neste primeiro dia, embarquem nesta viagem connosco e descubram Marraquexe como nunca antes viram. É só carregar no play!

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