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1ª Cãominhada de Labradores da Quinta das Tilias

26 Março, 2015

UÉPÁ!!!!!
Aviso já que este post vai ser poderoso para quem:
1) AMA cães
2) Tem um labrador
3) Não tem um labrador, mas sempre quis ter
4) Está prestes a ter um labrador

É que… é que… no domingo passado acordámos às 7h da manhã por um excelente motivo. Eu, o Senhor-lá-de-Casa, a Concha e os meus pais (vulgo, avós da nossa criança de 4 patas) fomos em direcção à Ota, em Alenquer, para participarmos na primeira grande concentração de labradores da Quinta das Tílias. Agora dizer esta última frase com aquela voz-off dos concursos de talentos. Toda a diferença, certo?

Eu confesso que passei a semana toda a delirar com este momento. Acho que é a mesma sensação que os pais de crianças sentem na noite antes do Natal. Um excitamento em antecedência, por osmose emocional, só porque sabemos que os nossos queridinhos vão desmaiar de emoção. Foi isso que senti. Eu sabia que assim que a Concha, que é o animal mais social à face da terra, botasse vista num maranhal de labradores iguais a ela, que a bichinha corria risco de sofrer uma síncope cardíaca.

Porém debatia-me com um dilema. Sempre que a vamos passear e ela encontra outros cães e brinca com eles, quer sejam de outra raça ou labradores eu consigo sempre distingui-la entre os da raça, porque ela tem uns traços tão bonitos, tão perfeitinhos, perdoem-me os donos dos outros, que eu sei sempre onde está a minha cadela de concurso. Mas… e na situação de ela estar cara-a-cara ou melhor focinho-a-focinho com espécimes IGUAIS a ela? Com igual beleza e genialidade? Pensei: “há-de quem for mais bonito que a minha Conchita. Pppppffffffff”!!! Já aqui se augura um bom futuro como mãe de bancada na escola do filho, certo? Vou ser a pior mãezinha… Adiante…

Depois de muito palmilhar asfalto e de um momento totalmente “perdidos na floresta”, lá chegámos à Quinta. Começámos a ver a multidão de pessoas e cães que se havia formado. Nem vos consigo descrever. Foi uma visão celestial. Ahhhhhhhhhhhhhh (som celestial). Tantooooooossss labradores lindossssss de morrer.
A Concha mal saiu do carro ia morrendo do coração. Correu, saltou, deu beijinhos na boca de todos os amigos, nadou, brincou, pulou, sei lá! Enlouqueceu! A Quinta tinha tudo o que eles mais gostam: planícies para correr desalmadamente e riachos para chapinhar na água… ou na lama, como preferirem.

Eu queria levar todos para casa. E não… não encontrei nenhuma mais bonito que a Concha, simplesmente porque TODOS são iguais a ela. A sério… que confusão tão grande. São tão parecidos, tão parecidos que é espectacular. Ainda bem que lhe coloquei um lencinho cor-de-rosa para a marcar antes de sairmos de casa. Quem é esperta, quem é?!?!?

Saímos da cãominhada às 13h. Foi almoçar, chegar a casa, banho e CAMA.
Se eu vos disser que a Concha morreu para a vida até 2º feira à hora do almoço não me achem exagerada. É que aconteceu MESMO. Ela ficou de tal maneira cansada, esgotada e emocionalmente dilacerada que só se levantava para ir comer e para fazer xixi. Foi de mais!
Claro que aproveitei que ela estava em modo múmia-inanimada para lhe fustigar o pelo, dar beijinhos até à morte e abraços, que na sua maioria ela odeia. PUMBAS!

Só temos a agradecer esta iniciativa da Quinta das Tílias, que é, perdoem-me os restantes, o melhor dos melhores sítios para ir buscar um Labrador. É assim TOP of the TOP. E ao Sr. José Cansado pelo seu trabalho na Quinta e pela sua sempre simpatia e disponibilidade. Ele é o verdadeiro dog-lover.
Para terminar em bom, deixo-vos com algumas fotografias que ilustram a grande maluqueira que aquilo foi. Digam lá… são ou não são lindoooosss de morrer?!?!?!?!

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