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10 COISAS QUE UMA RAPARIGA DE 30 ANOS DEVE SABER

27 Junho, 2016

Digam o que disserem, mas a nossa cultura está programada para celebrar a juventude, para brindar aos anos mais teen e para renegar qualquer ruga ou cabelo branco que possa surgir. 

Vive-se esta ideia de que a década dos 20 é que é! Que aí é que tudo vai acontecer. Que é quando conseguimos alcançar mais metas, somos mais felizes, temos o nosso auge profissional, vivemos os grandes amores, casamos e, possivelmente, temos filhos. WRONG! (som da buzina do quizz show). 

Tudo errado! Ou pelo menos assim nos dizem os especialistas e, neste caso idoso, a experiência que vem com a tão temida idade. DAMN!

Confesso, eu também era uma dessas pessoas, que se achava que o meu auge seria aos 20, que achava que tudo ia acontecer nessa década da minha vida, que tinha que aceitar tudo, viver tudo, experimentar tudo e “vivê-las” ao máximo. 

Sim, tudo isso aconteceu, mas não fez de mim a pessoa mais feliz ou realizada no processo, porque também nos esquecemos que com a juventude vem a incerteza, os dilemas, duvidamos mais de nós, ainda não temos maturidade para lidar com algumas questões, estamos sempre à rasca com dinheiro, a nossa primeira casa é medonha, o carro anda sempre na reserva e sofremos com cada date mal resolvido ou cada oferta de trabalho rejeitada. 

C’est la vie! É a beleza dos imberbes anos 20. Constrói a carapaça. Faz parte!

Mas quando estamos nos 20 achamos sempre que os 30 já são uma seca. As mulheres “trintonas” (palavra um pouco prejurativa) são muitooo maduras (para não dizer velhas), peles caídas, divorciadas (coitadas!), ao tio-ao-tio, com aquela seca de trabalho rotineiro, possivelmente com filhos (que horror!), e sem sexo! WRONG! (som da buzina do quizz show).

Mais uma vez solta a buzina para o reality-check! Amigas mais novas, atentai! Ter 30 anos hoje não é o mesmo que há 20 anos atrás (o pleonasmo é apenas reforço). O mundo mudou. As exigências mudaram. A sociedade moldou-se a um novo paradigma social e, consequentemente, a uma nova mulher. Esqueçam tudo o que seriam os pré-conceitos fáceis de diabolizar e fugir. Não! Hoje as mulheres com 30 anos estão no auge das carreiras, por todos os motivos que sabemos, conquistaram finalmente a sua independência financeira, começam a arriscar na sua felicidade, começam a ter consciência de si mesmas e a querer fazer apenas aquilo que gostam, evitando dramas e fretes. O sexo?! O melhor de sempre! O corpo? O mais bombado das suas vidas! A pele? Viva os cremes para a cara, cada vez mais acessíveis e eficazes. A felicidade? A ser cada vez mais orientada para um bem-estar que finalmente se começa a alcançar. 

Ter 30 hoje é ter presente estas 10 dicas:

Penso que já aconteceu com a maioria de nós. Quando chegamos aos nosso 30, a grande percentagem dos nossos amigos está naquele triângulo perigoso do casamento-carreira-bebés. Outros emigraram, para cumprir um patamar das suas carreiras ou para encontrar melhores condições de vida. Outros, pelos seus novos trabalhos, construíram novos círculos de amizade, que se enquadram melhor nesta fase. Por tudo isto, é que é preciso uma atenção extra para com os nossos amigos mais antigos e chegados. Tem que existir um esforço muito grande por continuar a alimentar estas amizades, para que não sofram com a erosão do tempo. Por outro lado, as novas amizades que se fizerem com 30 anos serão amizades potencialmente mais duradouras, na medida em que mais seguros de nós, conseguimos ser mais verdadeiros e procurar nos outros as características que mais gostamos. 

(Mão no ar!) Guilty. Eu também cumpri este estereótipo. Quantas de nós não pensamos e verbalizámos que seria o horror estar solteira aos 30? Quantos homens não namoram com uma mulher com mais de 30 anos porque acham que elas estão desesperadas? Shame on us! Pensem sempre que essas lindas e interessantes mulheres de 20 e poucos anos vão também chegar aos seus 30. Nesse dia, pensem também vocês se cumprem ou não com esse estereótipo e o que fizeram para o alterar. 

Chegamos lindas, belas, profissionais, bem-sucedidas aos nossos 30 e de repente, como se isso fosse um rito de passagem, a nossa persona esbate–se na preocupação com o nosso status. 
Já ninguém se interessa pelas nossas conquistas profissionais, ou por outras questões, não! Todos querem saber se já namoramos, se já conhecemos alguém, se este é para casar, e filhos?! 
Esta é daquelas coisas que faz parte dos 30. Temos que viver com esta especulação. Just smile and wave!

É a mais pura das verdades!
Quer já tenhamos tido filhos ou não, o nosso corpo muda aos 30. Não há volta a dar. É um cronómetro biológico filho-da-mãe. Chega aos 30 e coisas estranhas começam a acontecer. Já não comemos aquele hamburguer de madrugada depois da night sem engordar 1kg. Já não conseguimos estar de papo para o ar na praia o dia todo. Já não aguentamos uma ressaca, sem acharmos que vamos morrer. De repente aparecem as primeiras maleitas que apenas achávamos que apareciam à nossa tia. E tudo desce um degrau. Nós subimos na escadaria da velhice e o corpo desce na sensualização. Mas não faz mal! Nós damos a volta por cima. Quer seja em aulas de Insanity ou a sensualizar numa aula de Kizomba, tudo vale para continuarmos a usar aquele biquíni que comprámos na Zambujeira com 25 anos. It’s on!

Está provado que a nossa libido atinge o auge aos 30 anos, e biologicamente é nesta altura que o nosso corpo grita por bebés. É o grito da procriação. É também nesta altura que as nossas amigas começam a ter bebés e entramos numa espécie de “baby hypnosis”,  que só nos apetece pegar em bebés, estar com bebés, ter um bebé. 
Aceitem. É uma fase. Faz parte do big 3-0.

Esta é a fase em que fazer tudo ou qualquer coisa não chega.
Sim, foi fixe ficarmos sem férias e fins-de-semana porque quisemos agarrar todos os trabalhos que apareceram, porque tínhamos que ir aquela viagem à Grécia com as amigas ou comprar o carro novo. Basicamente, valia tudo, menos arrancar olhos. 
Aos trinta a coisa muda de figura. Já não vale tudo. Já valorizamos outras coisas sem ser o dinheiro e conseguimos priorizar aquilo que percebemos que nos deixa mais felizes. 
Esta é a dica: antes de aceitares qualquer coisa pensa bem no que te faz feliz. 

Já falei sobre esta tendência para a comparação que vivemos nos dias de hoje, mas que se agudiza com a idade, também, aqui no blogue. 
Quando chegamos aos 30 as metas, as tais “metas” que a sociedade espera que cumpramos são mais evidentes e este sentimento de comparação pode estar mais presente. “Porque é que eu ainda não casei?”; “porque é que ainda não tive filhos?”; “porque ainda não atingi o próximo patamar da minha carreira?”. Tudo isto pode acontecer. Para minimizarmos este fenómeno comparativo basta que nos foquemos nas nossas próprias metas, nos nossos objectivos, e naquilo que decidimos que queremos para a nossa vida. 

Quando estamos nos nossos 20’s tudo é um drama, tudo é uma preocupação, tudo é um momento de choro ou desabafo com as nossas melhores amigas. O que é que ele pensa de nós? Porque não vamos aquela festa? Porque não tive dinheiro para ir ao concerto? Será que ele vai gostar de mim com este cabelo? etc. 
Aos 30 a única coisa que muda é esta: Já não temos tanta energia para dispensar com coisas parvas! Just that! Entramos em gestão criteriosa de energia e preocupações. E este é, sem dúvida, um dos aspectos mais libertadores desta década. 
É aproveitar amigas!

Da mesma forma que o anterior, preocupamo-nos menos com o que as pessoas pensam sobre nós, sobre a nossa vida. Estamos mais confiantes com as nossas escolhas e somos donas do nosso destino.

Basta passarmos algum tempo com raparigas nos seus 20’s para percebermos isso rápido, rápido. 
Não acham?!

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Comments

  1. Ana Isabel Costa

    28 Junho, 2016 at 10:48 Responder

    Totalmente de acordo com isto tudo, mas não me importava de voltar aos 20 a saber o que sei agora ehehhehehehehe. Grande Post.
    Bj

    http://despertarosonho.blogspot.pt/

    1. Marta Neves

      1 Julho, 2016 at 10:32 Responder

      Siiiiiiiiiiiiimmmmmmm!!! Diria muita coisa à minha "Marta" dos 20 anos. Mas faz parte, não é?! Crescer é isso mesmo. É saber que estamos mais sábias e mais certas com o passar do tempo e que tudo o que passou era suposto. Sabedoria é um posto, pena ter que vir com a idade. Ahahahah!

  2. Sofia Mendes

    30 Junho, 2016 at 20:19 Responder

    Eu acho que tudo faz parte, até as grandes maluquices dos 20 [e olhem que tive muitas]. São os 20 bem vividos que dão energia para uns 30 bem resolvidos. 🙂

    1. Marta Neves

      1 Julho, 2016 at 10:31 Responder

      Uuuuhhhhhhhhhhhhhh GOSTEI DESSE DITADO! Concordo em absoluto. Foi porque fiz muita loucura nos meus 20 que sinto que os meus 30 estão mais resolvidos. "MAIS"! que há sempre coisas que nunca estão como queremos. Mas é uma viagem, um percurso que temos que ir fazendo 🙂

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