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A Saga do Casaco que Era, mas já não Foi!

26 Dezembro, 2014

Alvíssaras Natalícias, minhas Azevias mais gostosas do pedaço!

Agora que o Natal já passou e que o Senhor-lá-de-Casa já abriu os seus presentes, já posso partilhar com vocês, meus caros, o pânico em que andei nestes dias à procura do casaco PERFEITO para Sua Excelência.

Como sempre o Homem não deu muitas pistas sobre o que queria para o Natal. Lá andei eu em modo escafandro de desejos, para saber o que ele realmente queria e passar o repto à restante família que, diga-se de passagem, está sempre à espera do meu sinal para comprar alguma coisa (Ai, se eu não existisse!!!!!! Eheh).

Lá consegui, tirar a ferros a sua listinha natalícia, fiz um email para a famelga toda e bloqueei logo o casaquinho impermeável que ele tanto queria, para não haver cromos repetidos. Done! Esse seria o meu presente para o Homem. Andei a ver e a ver nas lojas o que é que poderia ser “um casaco impermeável que também dá para caminhadas, mas que seja quentinho para ir passear a Concha à noite, mas bom para quando estiver a chover”. Poiiiiisssssss… muitas variáveis em cima da mesa e ainda dizem que nós mulheres é que somos complicadas. NOT!

Assim com’ássim, de surra, levei o homem a várias lojas para que ele experimentasse alguns exemplares para que pudesse perceber o que é que realmente ele queria. Só vos posso dizer que ainda fiquei mais confusa e em pânico. Em cada loja que entrávamos, cada casaco tinha sempre um defeito: “Ah, é giro, mas…” ou tinha demasiado enchimento, ou não era do comprimento certo, ou não era quente o suficiente, ou não era leve enough, mimimimimi. Gajas-Homens!

O feitiço virou-se contra o feiticeiro e o plano que supostamente me deveria ter ajudado deu para o torto e ainda me deixou mais confusa. Já com o Natal à porta, menos opções disponíveis e a dúvida a pairar, lá encontrei um casaco na Zara que achei que era “mais ou menos” um pouco de tudo o que ele tinha referido. Lá comprei o casaco, não muito certa da minha compra, mas conformada com a dificuldade da tarefa. Seja o que os Deuses-dos-Casacos-Quiserem, pedi.

No sábado, dia 20, fomos a uma loja na Marina de Cascais, que ele gosta muito, para comprar o presente para o irmão dele. Assim que pisa o estabelecimento comercial, agarra-se a um casaco-impermeável-leve-mas-quente-com-o-comprimento-certo e diz: “Pppfffff. Era exactamente isto que estava à procura. Adoro este casaco!”.
MORRI…
É que o casaco que tinha comprado não tinha N.A.D.A que ver com ESTE que ele, aparentemente, amava de paixão. A minha cabeça começou a trabalhar a mil à hora. O que é que eu ia fazer?
1) Dava na mesma o casaco, ele odiava, ia à Zara depois do Natal trocar por outra coisa que gostasse mais? Mas, assim, a minha reputação de “melhor compradora de presentes do universo” ficava no chão.
2) Ou…ia à Zara devolver o casaco, corria para a Loja-do-Casaco-Perfeito e rezava para que ainda houvesse o número dele.
Decisions, decisions… Lá optei para segunda hipótese. Acho sempre que a busca da prenda perfeita vale tudo, por isso arregacei mangas e comecei a esgalhar no plano “Em Busca do Casaco Aparentemente Ideal”.

Fui no domingo à Zara do Colombo com o pretexto de ir comprar lá um presente que ainda nos faltava e devolvi o famigerado casaco que nunca chegou a ser. Na segunda-feira, já de férias e com o Homem a trabalhar, fiz uma incursão top-secret a Cascais para resgatar o Casaco que chegou a ser. Ainda estão ai?!!?

Lá consegui o casaco, segui a minha vidinha e esperei que até dia 24 ele não mudasse de ideias.
E não mudou! AMOU a surpresa! Está in love com o seu casaquinho and i’m happy pela maratona pré-natalícia. Ufa! Custou, custou, mas foi. Raios partam estes homens, que de simples não têm nada!!!

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