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Cãominhada Domingueira

10 Novembro, 2014
Créditos: Rosita Nunes

E como se o regabofe de sábado não tivesse sido suficiente, o despertador de domingo não teve medos nem complacências. Às 8h30 começou a berrar e eu entrei em transe. Nãooooooooooooooooooooooo!!! Mais uma voltinha, mais uma viagem. Tínhamos à nossa espera uma belíssima Cãominhada, sim é mesmo assim que se escreve porque é uma caminhada com cães. Ahah-Funny.

O ponto de encontro foi na Barragem da Mula, em Sintra e quando lá chegámos já estavam muitos cães, com os respectivos donos, à espera. E à medida que se aproximava da hora marcada continuavam a chegar cada vez mais canídeos. Eram imensooooosssssss! MEDO!

Escusado será dizer que a Concha enlouqueceu. Esta foi a sua primeira Cãominhada, organizada pela Educacão, e como corre o boato que ela está um bocadinho para o anafada decidimos que ela seria, a partir de domingo, a mais assídua cliente desta belíssima iniciativa. Assim que deram ordem de soltura (literalmente) dos bichos foi a loucura total.

Não sei como é que a Concha não teve uma síncope cardíaca, não teve que ser reanimada ou não se perdeu para sempre na mata de Sintra. Tudo hipóteses que consideramos. Mas ela estava num excitamento tal que assim que sentiu que as suas patinhas estavam livres para explorar tudo soltou a Maya que há nela e desatou a cumprimentar, a brincar, a mordiscar, a lamber e a dar patadas em todos os seres vivos num raios de 2 km. A partir desse momento deixámos de ter uma cadela, porque simplesmente ela ignorou-nos o tempo TODO. Desapareceu simplesmente sem dar cavaco. Percebemos, também, que o cão-galã-labrador do fundador das Cãominhadas não largava a nossa filha de quatro patas (se é que estão a perceber o que estou a dizer) e que na melhor das hipóteses, se a recuperássemos novamente iríamos para casa com uma Concha-plus-1.  Não sei o que isto dirá de nós como cuidadores e futuros pais de um humano, mas deixo a questão no ar…

No final do percurso, que foi bem grandinho, lá fomos dar com ela, no grupo da frente, já ao pé da barragem, a nadar loucamente com o grupo dos cães-bullies, feliz e contente da vida. Acham que ela nos foi cumprimentar, depois de termos estado com o coração nas mãos de não sabermos dela durante quase duas horas? Nãaaaaaaaaaaaaa! Ta’hell para eles! E é assim, por mais que me esforce por lhe dar todo o carinho, amor, fatias de fiambre, pedaços de queijo, escovadelas e festas não consigo competir com o big-top-five: cães + água + lama + natureza + comida (possivelmente morta). Por isso, reduzi-me à minha insignificância e fiquei apenas ali a contemplar a sua tão genuína felicidade. 

Love her! Depois desta porrada matinal a Concha morreu para o mundo quando chegou a casa. Foi tiro e queda.

Se têm filhos de 4 patas não deixem de sair com eles, socializá-los é fundamental para termos cães saudáveis e calmos, e esta iniciativa é do melhor que há.

Para mais informações da Educacão ou das Cãominhadas acedam à página aqui.

Créditos: Inês Cansado Centeno
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