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Claire Danes, my Girl Crush

15 Dezembro, 2014

Eu sei que todos estão histéricos com a série Homeland (2011), tal como eu. Confesso que só agora é que comecei a ver a série, mas estou completamente viciada. E vamos falar do papelão que Claire Danes desempenha?!?! Ppppffffff… what a role! ela faz de agente secreta da CIA, bipolar. É simplesmente GENIAL. Primeiro porque o argumento está brilhante, depois as interpretações estão top (detesto esta palavra), e por último a Claire deve ser a actriz que mais facilmente chora à face da terra. Há vezes em que parece que está mesmo a sofrer. É tão real, tão palpável, o que ela está a interpretar, que assusta.

E é na senda da sua nomeação para mais um Globo de Outro que escrevo este post em modo homage-à-piquena, que acho que tem resmas de talento.
Mas a minha admiração à Claire não vem de Homeland, nem tão pouco do famoso filme Romeu e Julieta (1996), protagonizado por ela e Leonardo DiCaprio. Não! A minha girl crush por Claire Danes vem de uma série de culto chamada My So Called Life (1994-1995), ou Que Vida é Esta, em português. Um pai-natal de chocolate para quem se lembra desta série passar na RTP 1, ao fim-de-semana a seguir ao almoço. Não?!?! Estão a chamar-me velha?!

Esta série só teve direito a uma temporada com 19 episódios de amazingness. Foi a primeira vez que vi o batido cenário high school americano interpretado com alguma naturalidade e pertinência. Elas pareciam raparigas normalíssimas e eles eram o protótipo dos rapazes da nossa escola. Os temas eram abordados de forma séria e verosímil, com pouco glitz and glam, mas com uma profundidade que nos aproximava de Brian, Jordan Catalano e Angela Chase.
Conhecida por utilizar metáforas para desenvolver a trama, esta inovadora série foi, muitas vezes, considerada pela crítica como “demasiado inteligente para TV”. Por isso é que My So Called Life foi louvada pelo retrato fiel à adolescência e pelos comentários astutos da sua personagem principal, Angela (Claire Danes).

My So Called Life lidava com temas sociais importantes do início dos anos 90 como abuso sexual infantil, homofobia, alcoolismo na adolescência, ausência de lar, adultério, bulling, censura criativa, abuso de drogas e muito mais. Estes temas, contrastando com as séries de adolescentes da época, faziam parte integrante da estrutura narrativa da história. Aliás, o título é por si só uma alusão à insignificância atribuída aos estado “adolescência”, deixando antever a ironia da trama.

Foi nesta série que desenvolvi o meu facíneo (prepositadamente sem “s”) por Claire. Ela, que eu considerava a rapariga mais effortless cool à face da terra, com os seus casacos de flanela, calças de ganga largas, doc martins e cabelo pintado de vermelho. Claire, ou Angela, era a minha it girl dos anos 90. Mais que não seja porque contracenava com o meu boy-crush – Jared Leto  ou Jordam Catalano. Ele tinha o ar de vocalista de banda, cabelo comprido, meio sujinho que nos daria a volta em três tempos. Os beijos dele e de Claire eram épicos no ecrã. Conseguia estar horas a fio a imaginar-me naquele papel. Por isso, sonhava que um dia ia encontrá-lo e, nesse momento, ele ia ficar perdido de amores. Seria paixão à primeira vista.

E se eu vos disser que essa minha prece foi ouvida, vocês acreditam? Pois é, que me caiam os barrotes do tecto em cima se não é verdade.
Reza a lenda que eu estava na minha terrinha, Setúbal, depois das aulas a passear com duas amigas na baixa (tenho testemunhas), quando ao atravessamos a Praça do Bocage dou de caras com um rapaz (que cruza o olhar comigo como se nos conhecessemos), que estava acompanhado por uma rapariga com um boné na mona. Nisto, a minha amiga A exclama, “aquela rapariga parece mesmo a Cameron Diaz”(risos nervosos). Foi ai que o meu mundo parou. Um vórtex abriu-se na minha téte e fez-se luz, tudo numa sinapse de segundos. AQUELE ERA O JARED LETO, o rapaz que achava que conhecia da noite setubalense era o meu boy-crush!!!!!! Eu acho que gritei, mas ninguém consegue comprovar esta reacção. Só sei que do outro lado da praça, cheia de vergonha, voltei a cruzar olhares com ele, arrisquei um adeus, e ele respondeu de volta (talvez com medo que fosse mais efusiva e desmascará-se o disfarce das vedetas). Esta foi a minha intima história com Jared Leto, que ficou marcada para a eternidade. Se soubesse o que sei hoje tinha ido lá à cara podre. Que se lixasse a Cameron, que sem make-up, amigas, é igual à nossa vizinha do lado, mas com a sorte de ter sido namorada dele algures no tempo e no espaço. Pindérica!

Agora perguntam vocês: Mas que raio fazia Jared Leto e Cameron Diaz em Setúbal!? Meus queridos cépticos, fiquem sabendo que na altura em que eles andavam, Jared esteve a gravar em Tróia para um filme e de quando em vez dava um pulinho à “Setúbal, linda princesa”. PUMBAS!!!! Ai, ai…(suspiros).

E é por tudo isto que gosto de Claire Danes. Ela transporta-me para um tempo tão bom, tão simples, tão inocente, tão… adolescente. Mesmo hoje, quando estás à caça dos maus, és grande Claire! E tu Jared… ainda marchavas!!!!

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