culture, inspirations

Coachella-Mete-Nojo

13 Abril, 2015

Desde ontem que estamos a ser inundados nas redes sociais e nos sites das principais revista de moda e life-style com imagens e mais imagens de street-style de Coachella.
Para quem não sabe o  Coachella Valley Music and Arts Festival, Coachella Fest ou simplesmente Coachella, é um dos festivais mais conhecidos à face do planeta, um evento anual de música e arte com duração de três dias (anteriormente um ou dois dias até a edição de 2007), organizado pela Goldenvoice, uma subsidiária da AEG Live.

O evento reúne em cada edição, na cidade de Indio, Califórnia, mais de cem performances de artistas da cena alternativa, do rock, do hip hop e da música electrónica, no meio do Vale de Coachella (daí o nome do bicho). Só para terem uma noção, o seu equivalente europeu é o Festival de Glastonbury, em Inglaterra.

Desde o seu começo que o festival teve logo uma conotação muito hippie e trendy, que começou a encher o recinto de celebridades em modo “festivaleiro”. Se as primeiras imagens do festival eram super inspiradoras e até idílicas pelo seu contexto de deserto-boho-desleixado-não-quero-saber-mas-que-até-ficam-a-matar. Hoje, acho que já é too much! Querem ver?!

Quem no seu perfeito juízo, sabendo o que é viver um festival à séria, vai assim vestido para lá?! De certeza que estas meninas não foram para o meio da multidão, não saltaram como se não houvesse amanhã e não levaram com pó no focinho. Por isso, já chega, amigas!

Eu sei que o festival Coachella tem um entorno desértico, daí a mística do evento, com temperaturas diurnas que se elevam a mais de 38°C. E eu sei que o dress code é, obviamente, “descascado”. Mas MENOS! É que agora, quase que é preciso um stylist só para nos vestir, para irmos a um festival de musica. R.I.D.I.C.U.L.O!

Estão todas cheias de griffes, sapatinhos da moda, ponchos de designers conhecidos, jóias caríssimas e tudo em nome de quê?! Onde ficou a magia de se ir vestido de qualquer maneira, com as coisas mais rascas (porque eram para estragar) que tínhamos no armário? Muito sinceramente acho que isto desvirtua tudo. Porque muda o foco da música e do ir ver e saborear um concerto, que é um momento único, para algo comercial e com cariz social. Nisto, sou muito velha-guarda.

Mas não pensem que as pedras só são atiradas lá para os States. Na, na, nim, na, não. Minhas fofissimas, aqui em Portugal está a acontecer a mesma coisa. Dizem-me, fontes seguras e anónimas, que os festivais portugueses transformaram-se em autênticas passerelles. Que onde antes havia tendas, bebedeira, música boa, convívio old-school, praia, sol e poucos banhos, agora há maquilhagem, babyliss e sélfies glamourizadas. Estou completamente F.O.R.A!

Assim, apresento aqui o meu “Manifesta Anti-Coachella-Wannabes”. Fiquem já sabendo…

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