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Confissões de uma Shopaholic | Episódio: Até o Supermercado Marcha

28 Novembro, 2014

Vocês sabem que têm uma adição fortíssima ao consumo e às compras quando até a simples ida ao supermercado vos deixa a rejubilar. Estão a perceber o meu nível de shopaholism (acabei de inventar esta síndrome)?!

Todas as sexta-feiras tenho mesmo ritual: de manhã faço a minha lista de compras e à hora do almoço vou atacar o Pingo Doce ao pé de minha casa. Quantas e quantas vezes não oiço as pessoas queixarem-se que detestam ir ao supermercado, que odeiam escolher as verduras, andar nos corredores, ficar na filha do talho. Pois, eu não! Vou com o mesmo entusiasmo ao Pingo Doce que vou à Zara…. ok… talvez não tanto, mas anda lá perto.

É que nem me tentem convencer com as compras de supermercado online. Estou fora! Não me tiram o prazer der escolher cada maça que vai no saco, cada pedaço de carne que criteriosamente selecciono, cada caixa de ovos que inspecciono ao milímetro. Depois há sempre uma promoçãozinha a acontecer, um docinho que nos chama para o levarmos e mais umas 300 coisas que não íamos buscar, mas que afinal, assim de repente, fazem “imensaaaaa falta”. E como sou um animal de hábitos (o MÉTODO) faço sempre o mesmo percurso.

Entro, viro logo à direita, selecciono as frutas e os vegetais para a semana, depois sigo para o corredor das promoções para ver se me compensa levar alguma coisa. De seguida tiro logo a senha do talho que, em regra, demora sempre eternidades a atender cada cliente. Enquanto espero pela minha vez, vou logo buscar os ovos, as especiarias, um carbohidrato (grão, feijão ou arroz integral), atum (há sempre atum por causa dos paleo-coisos-dietas do Senhor-Lá-de-Casa), águas e sumo de laranja. Normalmente nunca falha, é depois disto que sou atendida, recolho a carne necessária, vou à charcutaria, sigo para os iogurtes, pego no pão integral quentinho, e acabo na sessão de beleza ou limpeza para substituir algum produto a acabar e assim como quem não quer a coisa…ups…uma revistinha cor-de-rosa dentro do carrinho (isto tem que entrar na rubrica “guilty pleasures”, for sure).

E a cereja no topo do bolo é mesmo folhear essa revista do social, com a capa mais escabrosa, enquanto espero que chegue a minha vez de pagar, com a lenga-lenga na ponta da língua, eu digo isto mesmo antes de me perguntarem, assim poupo as coitadas das senhoras da caixa: “não, não tenho cartão Poupa Mais, não quero contribuinte e vou precisar de sacos, obrigada” (acalmem-se as pessoas que acham que não tenho consciência ambiental. Só peço sacos porque quem tem um cão, a não ser que deixe os cocós a pairar na rua, precisa de sacos. Está explicado!).
Ah, maravilhas do consumo!
Sou doente, não sou!? 

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