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Estou Entregue aos Bichos

7 Abril, 2015

Eu sei que o Senhor-lá-de-Casa não vai gostar nadaaaaaaaa deste post, but it have to keep it real.

Ontem à noite estávamos os três a dormir no quarto – eu, o senhor-lá-de-casa e a nossa filha de quatro patas – quando, do nada, a Concha desata a ladrar. Relembro, ela NUNCA ladra em casa, raramente se assusta com alguma coisa, aliás só me lembro do fatídico episódio com os foguetes na passagem do ano, e muito menos ladra no quarto, tipo tipo, nunca aconteceu. NEVER!

Estão a imaginar o pânico…
Eu acordei logo em sobressalto. Ela, muito agitada percorria o quarto de uma ponta a outra e o homem saltou da cama em modo “vou salvar estas ladies”, só que NÃO!
Eu encolhi-me na cama. Não sei se foi do sono, do cansaço ou do cagaço, mas não tive acção para nada. Se tivesse que correr ou fugir tinha que pedir licença ao corpo, porque não estava nada capaz para aquelas aventuras. Depois de um “Shiuuuuuuuuu! Concha. Calma. Anda cá!”, ela lá veio para ao pé de mim e sossegou. O Senhor-lá-de-Casa continuava a fazer não sei o quê…

Como era madrugada cerrada e não queríamos acender as luzes para não denunciarmos a nossa posição (estou a adorar esta minha linguagem C.S.I.) eu fiquei sempre sem saber o que é que ele tinha visto ou feito para nos proteger, na eventualidade de estarmos a ser assaltados por um gang armado e super perigoso. Foi logo este o filme que duas pessoas oriundas da margem sul fizeram na sua cabeça (brincadeirinha!!).

Enquanto não sabia do homem, porque não via nem ouvia nada, comecei a pensar em inúmeros cenários, tudo num espaço de segundos, caso tivesse que fugir com a cadela. Sim, pensei sempre na hipótese dos “maus” capturarem o homem e eu tinha que assumir os comandos da fuga e comunicação às autoridades, levando comigo a gorda da minha cadela. É dose, right?!

Pensei logo que tinha que saltar pela janela, enquanto o marido os distraía. Que tinha que arranjar uma maneira de fazer saltar a gordinha (essa parte nunca percebi como ia fazer) e depois tinha que correr para o outro bloco, para bater à porta dos nossos vizinhos-cool para chamar a polícia. Com sorte, os bandidos não tinham feito nada ao meu homem e a polícia ia conseguir capturá-los em tempo útil, leia-se: ninguém fazia mal ao Senhor-lá-de-Casa. Este era o meu plano de fuga! Sendo que obliterei o facto de ter telemóvel comigo e poder logo chamar as autoridades na hora. Mas tudooo bem. Este plano carece de reflexão. Adiante…

Acabado este pensamento, o homem regressa à cama. Diz-me só em surdina e no breu da noite “está tudo bem. Podes voltar a dormir”. Oh! Palavrinhas santas. Adeus amigos. Um beijo e um queijo.
Hoje de manhã quando voltámos a falar sobre o assunto, perguntei-lhe super curiosa e orgulhosa do seu momento macho-man de ontem à noite: “O que andaste a fazer para nos protegeres?”.

Ao que ele respondeu: “Opah… andei às voltas no quarto a tentar procurar uma coisa com que pudesse bater em alguém, caso fosse o caso, mas como não encontrei, acabei por nos fechar dentro do quarto na hipótese de estarmos a ser assaltados. Assim tínhamos a hipótese de fugir pela janela e pedir ajuda”.

(Um momento de silêncio em memória do meu plano de fuga)

REALLY?!?!?!
Quer dizer… também ficaste dentro do quarto à espera dos maus?!
Como é que não foste vasculhar a casa para nos protegeres?!
Como assim roubares o meu plano de fuga?!
Pior, estávamos fechados dentro do quarto?!?! (ODEIO!)

Ppppppffffff…
Olhem amigas estamos entregues aos bichos é o que vos digo. Da próxima vez que a cadela ladrar no quarto vou eu cuidar desta família e dar o corpo às balas (o que pode ser literal).
Já não se fazem cavalheiros como antes. 

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