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I (Heart) “Achas Que Sabes Dançar”

9 Janeiro, 2015

Ai, ai… (suspiros). Que saudades. Que nostalgia. Que boas memórias…

Tenho estado a acompanhar as promos que a SIC vai lançando do programa Achas Que Sabes Dançar, que vai estrear este domingo à noite e fico sempre super saudosista. Snif snif…. Pronto já passou!
Como sabem, e já revelei em muitos outros posts, a dança tem um lugar muito especial no meu coração e na minha vida. Acho que não imagino a minha existência sem música, sem dança, sem movimento.
Escusado será dizer que sou completamente fã, fã, fã do formato americano, via e vejo, religiosamente, a série e se pudesse roubar o trabalho a alguém seria à Cat Deeley. Tu põe-te e pau miúda-espadaúda, que qualquer dia that job is mine! Muaaahahahahah!

Em 2010 concretizei, sem saber na altura, um sonho – estar envolvida neste projecto, que sem saber seria um bocadinho meu. Lembro-me perfeitamente que fui a uma reunião, para falar com uma produtora sobre um novo projecto para desenvolver e quando, a páginas tantas, ela me diz “então… aquilo que te estamos a propor é que sejas repórter de exteriores do So You Think You Can Dance português”… Eu gritei! For real! Tudo aquilo que não se deve fazer numa entrevista de emprego eu fiz e em modo “histeria total”, sem controlo, nem medos. O que me vale é que a R… é linda e espectacular e viu para lá da minha disfuncionalidade, algum potencial que poderia interessar para o programa e para a produtora. Um grande bem-haja minha fofucha. Grande beijufa de saudades!

A partir desse momento foi magia. Conheci das pessoas mais talentosas na área da televisão e da dança que existe em Portugal. Ajudei a dar forma e conteúdo ao MEU programa preferido do universo e fiz parte dele. Não houve maior bombom profissionaló-televisivo que me poderia ter calhado na rifa. Ainda hoje me lembro do pânico que foi enfrentar uma fila gigantesca de candidatos para casting e tentar retirar o máximo de conteúdos bons, positivos, bem conseguidos para um programa. É avassalador pensar que temos que ter todas as informações para montes de momentos do programa e imagens maravilhosas para pintar a estória que queremos contar.
O que vale é que neste programa tudo foi fácil. As minhas colegas eram as maiores e as imagens as mais belas e divertidas de trabalhar. Lembro-me de pedir para os concorrentes fazerem “best dance moves” e eles deslumbrarem tudo e todos com sequências de cair o queixo. Foi maravilhoso.
Trabalhei muito, muitas horas, dia e noite, quase em isolamento total. Mas foi tão bom, tão bom, tão bom que ninguém dava pelo avançar do relógio, nem pelo acumular do cansaço.

Por vicissitudes do destino e das escolhas, nesta edição não estarei lá na equipa, mas estou com todos no coração. É tão bom fazer este programa que só posso desejar as maiores felicidades e sucesso para o formato. Que nos deslumbrem todos os domingos com o que de melhor se faz na dança em Portugal. Uma oportunidade única para muitos dos meus “amigos dançantes” terem um palco à sua altura e uma voz na audiência que se quer cativar.
Tenho saudades vossas, pah e deste clip:

Como se diz no showbizz: “Muita Merda!” 

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