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John, bates forte cá’dentro

10 Novembro, 2014

E depois de um workshop duro de bom (mas duro!), foi despachar e voar até ao Meo Arena para o concerto de John Legend.
Os bilhetes para este concerto surgiram de uma troca por troca. O Senhor-Lá-de-Casa tinha-me oferecido bilhetes para Pharrel, mas quando cancelaram o concerto dele em Lisboa decidimos trocar os bilhetes por este espectáculo.
Íamos completamente na descontra, sem expectativas maiores, podres da semana e do dia de sábado. Sabíamos, obviamente, que o John Legend é um cantor espectacular. Ponto. Temos andado a cantarolar algumas músicas dele que teimam em passar insistentemente na rádio, tipo, tipo, non stop (a sério…parem!). Ponto. Mas não estávamos DE TODO preparados para o que se ia passar.

Primeiro, pela primeira vez (desculpem-me a repetição), chegámos a um concerto que começou a horas (whaaaaat???). O pior foi para nós que chegámos atrasados (não vamos mais falar sobre isto, ok?). Estava a bater as 21h e o John estava a abrir com a nossa música, curiosamente uma que não é tão conhecida. Olhámos um para o outro e começámos a correr na direcção dos nossos lugares. Lugares esses que viemos a descobrir, rapidamente, que não eram afinal assim tão nossos.

Levantámo-nos, AGAIN (com o Senhor-Lá-de-Casa a bufar tudo menos notas de música), e lá conseguimos pousar os nossos reais fofos em solene assento para a partir desse momento levarmos uma porrada de música à séria. Meus amigos, se acham que as músicas dele já são muito boas no cd e que a voz dele é espectacular em estúdio… desenganem-se, porque a voz de John Legend ainda é melhor ao vivo, porque há espaço para o improviso vocal, e o show que ele dá é indescritível. Super intimista. Contou (cantou) ao piano o seu percurso musical, desconhecido para muitos. E contactou com a audiência para além do “Hello, Lisbon” e “Goodbye Lisbon”. Num espectáculo todo ele unplugged o brilhantismo do seu talento é palpável. A voz, os instrumentos, a música, a simplicidade fazem daquele concerto uma chapada de luva branca em toda a parafernália electrónica em que a música está envolta hoje em dia. Acredito piamente que todos nascemos com talentos. E o John nasceu com o talento para cantar. Foi tão bom, tão bom, tão bom que saímos de lá em levitação, completamente deslumbrados. Foi um certo na lista do must see, must do, must hear. Clap, clap, clap. That was COOL (unista). 

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