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Magic Mike… o comentário à ResuERECTION

10 Julho, 2015

Wooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!
Boom-boom!pau-pau!peun!uauuuuuuuuuu! oh!, ah!, uhu!, eh! oba!eia!upa!bis!eh! eh, pá! ena, pá!,
meu Deus!, virgem!,uai!, chiça!, oh!, poxa!,caramba!, xi!, quê!,nossa!, opa!uau!, caramba!, ah!,céus!, chi!, oh!, uh!, ué!, puxa!, gente!, uai!, horra!, nossa! Puxa vida!

Esgotei as interjeições e locuções interjetivas de “alegria”, “estímulo”, “espanto” e “admiração”da gramática portuguesa para vos dizer que Magic Make é… VIDA, é MARA, é MARASHOW, é GRITOS, é SUORES, é MUITA COREOGRAFIA, é NUDEZ, é FANTASIA FEMININA, é STRIPTEASE, é HOMENS BOMBADOS, é… PARA O QUE É!

Poderia entrar em pormenores mais cinéfilos e analisar a narrativa, as opções estéticas da filmagem, o guião, a densidade das personagens, a complexidade com que a trama se desenrola, os diálogos, os adereços, mas… WHO GIVES A SHIT ABOUT THAT?!??! (sim, está em inglês porque soa melhor).

Quando temos o Channing Tatum nú, o Joe Manganiello aka Big Dick Richie (não preciso dizer mais nada, pois não?), o Matt Bomer a pontuar a beleza no ecrã, o Adam Rodriguez a fazer-me um “Tito-me-aqui” e uma coreografia performada pelo bombadissimo (o que é que o homem anda a fazer no ginásio depois do So You Think You Can Dance?!) Stephen Boss (muita boss!), mais conhecido por Twich, precisamos de mais alguma coisa?! Ah, já disse que é o executive producer é o Steven Soderbergh?! I rest my case!

Nãooooooooooooooo! Let’s open de case, que ainda há aqui muita carninha do lombo para desfiar.
Claro que tinha que ir ver este filme com o meu gang de BFF’s setubalenses, ávidas de marotice conjunta e já a fazer-me um ultimato para irmos ver a badalhoquice cinematográfica.
Marcamos o visionamento na nossa terra natal, só para ser mais simbólico e benzemo-nos quando entrámos numa sala pejada de mulherio expectante pelo deleito masculino.

Durante 115 minutos houve de um tudo.  A temperatura subiu. Juro, subiu mesmo. Estava um calorão naquela sala que não se podia. Houve gritos histéricos da plateia, como se o espectáculo estivesse a acontecer precisamente à nossa frente, sem os maços de notas saltitantes a esvoaçarem. Houve gargalhadas, muitas. Houve momentos completamente desnecessários, diria até awkwards, mas vá-se lá saber, o filme também não é o Coraçado Potemkin (1925), de Serguei Eisenstein.

Isto tudo para dizer que meninas, DEVEM ir ver o filme com as vossas amigas. É um MUST! Uma hora e meia de puro prazer visual. Uma pessoa pensa, imagina e quer. Pronto, já disse, QUER aquilo que está ali. Só um à parte: porque é que no imaginário masculino de striptease colocam sempre a mulher em modo “cirque du soleil”? Ora de pernas para cima, depois roda de costas, fica de gatas, depois em posição de barata no chão de costas, depois roda o bife e fica deitada toda escrachada, sem jeito, com as saias mal amanhadas, os pés virados ao contrário, o cabelo desgrenhado…hum… Não sei quanto a vocês meninas, mas eu não acho muito sexy fazerem de “nós” objecto-gato-sapato. Visão muito redutora do que podem ser as nossas fantasias. Contudo, porém, um “anda-cá-que-não-te-aleijo” é outra coisa. Um homem que tem força, tem TUDO!!! Just saying…

Em comparação com o primeiro filme, só vos posso dizer que (e não estou a gozar) em termos de construção narrativa, história e diálogos gostei muito mais do primeiro, não tem comparação. Mas em termos de show-off, coreografias, e bodys… este dá 10 a 0. E o que é que uma pessoa quer? A segunda opção. Ta’hell com os intelectualismo. Magic Mike É PARA O QUE É, e este segundo acertou na mouche-do-desejo. 

No final, encaloradas, suadas, esbaforidas, concluímos que assim’comé’assim faziam era uma compilação das cenas de strip dos dois filmes, limpavam os diálogos e a bilheteira mundial. Não carece. 
“Channing bright lik’a diamond” está melhor que nunca. O que o safa é saber que a mulher dele é igualmente deslumbrante, uma pessoa contenta-se com esse facto e vai para casa feliz. Contudo, atenção, tem ali um rival à altura. É na verdade um Galak Vs Chocolate Puro e uma pessoa engorda só de pensar. O Twich está BOM que até faz doer o dente! Faz frente ao menino do cartaz. Ai faz, faz!

Depois… depois… (suores frios) ainda não consegui esquecer a cena toda da coreografia final. O que dizer sobre isso. São confetis em músculos, going down sobre os nossos olhos. E as músicas?!?!? Migas, saquem já cavaloce nessa soundtrack que a coisa está poderosíssima. Mas fiquei-me pela música da performance final do Big Dick Richie. O QUE É AQUILO!??! Está em loop na minha cabeça…

Sabem como é que eu sei que há justiça no mundo? Porque o Joe Manganiello anda com a Sofia Vergara. E depois do que vi ontem, a natureza explode ali! Aquilo deve ser uma overdose de muito corpo, muita beleza, muito desejo junto (“é que nem é bom”!!). É fogo na tanga, cueca no chão! POOW-POOW-POWW!!!

Quando já nos íamos a despedir, depois do de-briefing-ramboeiro, descobrimos que à frente do cartaz do filme jaziam duas cadeiras vibratórias de massagens. WHAT?! WHY?! Será uma conjugação temática? Um simples acaso? Amigas, não há coincidências (já dizia a outra) e nós não também achámos que não. Saltámos para cima das cadeiras (salvo seja!) e vibramos até ao final.
Há snapchat em “TheCoolunista” para comprovar o momento (tem bolinha vermelha).

Portanto (estalo de língua), recomendo 2 coisas às mais lindonas e espectaculares leitoras do mundo:

1) “deslargarem” uma moeda de 1€ numa cadeira de massagem right after the movie!!!!!! Tipo tipo MUST;
2) Saquem a soundtract do filme só para apimentar o ambiente lá de casa; 
3) Combinem com a grupeta wonder, com quem partilharam o visionamento no cinema, uma reunião na residência de alguma para reverem o 1º movie, assim…no prazo de 1 semana tops!
PS: Acho, muito sinceramente, que há aqui um nicho de mercado!! Por favor, criem este tipo de “male entertainment” porque vai ser a P*** da loucura. Mais não digo.
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