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MAN UP! A sério que o Cavalheirismo Morreu?

23 Fevereiro, 2016

… É que eu não recebi nenhum email. Por outro lado tenho recebido várias manifestações aleatórias, porém frequentes (mais comuns do que se possa esperar), de comportamentos que me levam a crer que o cavalheirismo morreu.

Paz à sua alma, mas acho mal!

Chamem-me o que quiserem – feminista, feminina, retrógrada – mas eu gosto de ver um homem a ser HOMEM, cavalheiro, a dar passagem a uma senhora, a abrir a porta, a ajudar com os sacos das compras, a ceder o seu lugar, a colocar-se sempre atrás de uma mulher (com excepção das escadas), enfim… a ser um homem!

Perdoem-me a generalização e perdoem-me todos os homens que conheço que são exemplos máximos de cavalheirismo, mas gostava muito que eles não fossem a excepção, mas sim a regra e hoje em dia isto não está a acontecer.

Não sei porque meios me movo, por onde passo, que vibe é que eu lanço, mas é frequente e quando digo frequente quero dizer “na maior parte das vezes”, os homens passam pelas portas à nossa frente e deixam a porta fechar propositadamente. Não querem saber se estamos carregadas ou não, sigaaaaaaaa. Não dão passagem nenhuma e nem sequer ajudam quando vêm que estamos em apuros. aliás, até fazem aquele olhar de esguelha, como quem diz “ui, olha-me para aquela, deixa-me cá passar de fininho antes que ela me peça alguma coisa”.

Bolas! MAN UP! M.A.N – U.P!

Um dia vi online um sermão de um pastor americano muito famoso, Rich Wilkerson Jr. que neste momento tem um programa na emissora da Oprah e que está a fazer um enorme sucesso junto das camadas mais jovens, pela forma descontraída e próxima como aborda os mais variados temas da vida, enquadrados na religião que professa.

Vou deixar aqui o link para que possam ver na íntegra o excerto que vi.

Neste pequeno vídeo ele fala-nos sobre a vida em casal, sobre o amor entre duas pessoas e sobre as dificuldades que existem num relacionamento a dois. Siiiiiimmmmmm, não é fácil meninas e meninos. E ele fala particularmente das diferenças entre o homem e a mulher, e de como a aceitação dessas diferenças é meio caminho andado para o sucesso.

A sério, se quiserem e tiverem interesse, dêem uma vista de olhos no vídeo que é muito interessante a perspectiva dele.

Porém, a mensagem mais marcante do sermão é esta:

Are you a man worth submitting to? 
Are you a woman worth dying for?

E para ele a resposta que cada um de nós dá a esta pergunta é parte da chave para o sucesso de uma relação e que tem que ver exclusivamente com esta definição de papéis.

Para ele os homens têm que ser dignos de ser seguidos, têm que ser fiéis, companheiros, líderes, honestos e verdadeiros para serem dignos de ser “seguidos”, aqui esta última palavra num sentido mais lato, no sentido de “companheiro de vida”, de pilar de uma família, farol de uma relação.
E nós mulheres, seremos nós dignas de alguém dar a vida por nós? Devem os nossos homens dar a vida por nós”?

Desculpem esta reflexão filosóficó-emocional logo assim pela fresquinha, sem aviso nem preparação, mas esta falta de civismo, de cavalheirismo lembrou-me esta mensagem do vídeo.

Homens deste país, deste mundo, assim não vão lá! Assim não dá! Assim não são dignos de serem seguidos, quer pelas mulheres, quer pelos homens.

E vocês? Como é que estão? São homens dignos de serem seguidos e mulheres dignas para se dar a vida?

Pensem nisso…

Eu gostei muito de reflectir em casa, com o João sobre isso. O que era para nós ser mulher e ser homem, respectivamente. Façam esse exercício e depois contem-me aqui como correu!


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Comments

  1. Ela e Ele Ele e Ela

    23 Fevereiro, 2016 at 17:32 Responder

    Nós estamos sempre a tentar melhorar-nos a cada minuto. Procuramos ser mais do que gostamos e mais do que um e outro gostamos. Isso é simples, fácil e está-nos no sangue. Enquadramo-nos muito bem e achamos que a cima de tudo os casais devem procurar encantar-se consecutivamente para que a coisa funcione… 😛

    1. Marta Neves

      24 Fevereiro, 2016 at 10:35 Responder

      Completamente!!! Assino por baixo, pelos lados, por cima, por todo o lado. Essa também é a nossa forma de ver as coisas. Só assim funciona 🙂

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