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ModaLisboa fall/winter 2015/16: Review e um destaque muito especial

16 Março, 2015

Este fim-de-semana (sexta, sábado e domingo) decorreu em Lisboa a 44ª edição da Moda Lisboa.
A capital ficou na moda (mais ainda) e preparou-se para receber muitos curiosos, amantes e profissionais da moda, ou não fosse o tema desta edição – “Curiouser” (não consigo pronunciar este nome, nem que encha a minha boca de favas).

Estive lá, vi e fiquei curiosa… Gosto de saber que a moda ainda continua a ser um ponto de encontro para a criatividade e inovação no nosso país. Um cartão de visita para tantos estrangeiros que nos visitam por esta altura. Uma área que potencia o talento português e nos eleva aos mais variados palcos internacionais.

Infelizmente, por motivos pessoais, só pude estar presente na sexta-feira, para ver o desfile de Dino Alves. Mas sobre este momento deixo-vos com água na boca, porque vem ai um videozinhooooo bem catita, para inaugurar um separador aqui no estaminé. Shiuuuuuuuuuuu!!! Ainda não é para contar.

Porém, achei que faltava um bocadinho de brilho, um pouco de glamour este ano. Não sei bem explicar porquê, acho que tem que ver com a organização do espaço. Era uma sala mais pequena, com menos marcas associadas, com menos acções engraçadas a decorrer.
Eu sei que fui num dia em que todos nos vestimos de preto a pedido do estilista, mas… estava sombrio, até mesmo tristonho. Podia também ser do avançar da hora do desfile e final de dia (para muitos de trabalho), mas não sei… Mais alguém sentiu isso?

Senti falta da Moda Lisboa em grande. Com uma grande plateia, com um grande local de recepção, com pessoas bem dispostas, para cima, cheias de estilo, cor e ousadia (e não tão sisudas). Pronto, deixei a minha opinião. Até porque quem fala verdade não merece castigo. Right?!

Não entrarei em detalhes profundos sobre TODOS os desfiles que aconteceram. Até porque o calendário está cada vez mais preenchido, mas gostava de fazer um destaque, pelas razões óbvias que vão perceber.

Filipe Faísca iluminou a passerelle da Moda Lisboa, levou mais longe o desfile, para além da moda das tendências, dos tecidos ou das peças.
Quase no final do desfile, modelos passaram vestidos com desenhos que nasceram de um print feito por meninas que com as modelos desfilaram, lado a lado no palco e na vida. Meninas em tratamento no IPO, que foram convidadas a visitar o Atelier do designer e a desenhar o que, para elas, significa o Amor.

Eu vi imagens na televisão e fiquei bastante emocionada. A plateia respondeu ao desafio e aplaudiu de pé (muitas vezes) a iniciativa, que para além de criar awareness para a doença e para todas as crianças e famílias que se vêm arroladas neste drama, tem como propósito último reverter 30% da venda de cada uma das peças da colecção à Fundação Osório e Castro – uma instituição sem fins lucrativos, que trabalha no âmbito do cancro pediátrico.

Eu não estive lá, mas Faísca, aplaudo-te de pé. 

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