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New in Town | From Copenhaga with Love

29 Janeiro, 2015

Aceitei o convite sem saber muito bem o que esperar… Onde é que Copenhaga soa a sexy and fabulous??! NUNCA, certo? Mas como a noite tinha a assinatura e o som do Davide não tinha como falhar. Esperava-me uma noite para DANÇAR.

Convidei a minha ultimate-fabulous-single-lady para testar o ambiente e o propósito. Quem melhor do que ela para certificar in loco se este é um sítio com pinta para novos conhecimentos? Percorremos de saltos (que já percebi, é coisa rara nos dias que correm) a badalada Rua Cor-de-Rosa, no glamourizado Cais do Sodré. Acotovelámos caminho para chegar ao fim da viagem, cujo destino apontava para o Copenhagen Bar.

Chegámos perto das 2h, ainda cedo, descobrimos. A nossa, agora, capital ainda não estava cheia. Dava para ver o ambiente e para saborear um cocktail com espaço, sem encontrões. Sentei-me numa das cadeiras altas (porque a idade já pesa) que colocavam no alto as mesas de madeira, fruto da recente remodelação (e direi, modernização) do já conhecido espaço lisboeta.

Questionei-me: porque raio é que no centro da mesa está um buraco com gelo? Rapidamente percebi. “It’s Getting Hot in Here” (ouvia-se)… e estava! O gelo é só para acalmar os mais aflitos.

O espaço, apesar de não ser muito grande, foi enchendo, enchendo, enchendo (e a temperatura aumentando, aumentando, aumentando) ao som dos melhores clássicos de Hip-Hop e R&B, uns mais antigos, outros mais modernos. Mas é música do e para o corpo. Foi impossível estar no Copenhaga e não dançar. Aquela batida contagia quem por ali entra e não temos vontade de apanhar o avião de regresso. Concluí que são poucos os sítios onde hoje vamos que nos permitem participar na playlist, acompanhá-la com conhecimento de causa, com memória. Acho que foi isso que também mais gostei. Sabia todas as músicas, conheci-as de cor. E isso liberta a mente e o movimento.

Questionei-me: Porque raio é que no centro da mesa está um buraco com gelo?
Ao som de “Diva” (Beyonce), “Flashing Lights” (Kaney West), “Gin & Juicy” (Snoop Dog) ou “Milkshake” (Kelis) a temperatura voou de Copenhaga para os trópicos  e as pessoas não conseguiam parar de dançar e cantar. Alguns em grupo, outros vindos do estrangeiro, ou não estivéssemos em terras distantes, mas tudo gente com muita pinta, cool, ou como se diz “com swag” (o Davide vai matar-me!).

O Davide, que para além de meu Dj-Fetiche é o autor do famoso blog Mesa de Mistura, confidenciou-me que esta playlist sai com picante (eu disse que o gelo servia para alguma coisa…), mas é mais do que isso… é “música inteligente de engate”. E não tem mal! Não tem não… Às vezes é preciso uma determinada playlist para um scratch no vinil… if you know what i’m saying.

Agora, “Bitch Don’t Kill My Vibe” (não fui eu que disse foi o Kendrick Lamar). Agarrem nas vossas amigas e saiam para dançar! Este é o melhor concelho para quem quer conhecer alguém, mas sobretudo, conhecer-se a si próprio. É na pista de dança que a magia acontece, sozinha ou acompanhada, dentro ou fora das nossas fronteiras.

Por isso, vistam as calças mais justinhas ao pacote, escolham o top mais sexy, ponham aquele salto, que só nós sabemos qual é, e vão buscar a VHS para se inspirarem na vossa melhor “Dirty Dancing”, porque não há melhor barómetro de sexiness do que um parceiro com promissores best dance moves. Vão por mim… vão por mim. Let’s dance in Copenhaga?!

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