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New in Town | The Perfect Date em Lisboa, by Ana Luísa

12 Fevereiro, 2015

Esta semana tive uma ideia diferente para a crónica. Como estamos em vésperas de S. Valentim Carnavalesco, decidi convidar uma pessoa muito especial para fazer um roteiro pela cidade de Lisboa, que simbolizasse o Perfect Date na nossa capital.
A minha cobaia foi… tchan-nan-nan-naaaan… ANA LUÍSA, a autora do super espectacular (e muito fofinho) blog Doce Para o Meu Doce, criadora da Starlingt Film, co-autora do Dream & Star – Destinations Weddings e uma das responsáveis pela criação da Giggles. UFA! Eta menina atarefada. E como se já não lhe bastasse esta trabalheira toda, ainda dá uma perninha, melhor, uma mãozinha como driver-cool para a não menos cool empresa We Hate Tourism Tours (acho que o nome dispensa apresentações), onde dá a conhecer a capital portuguesa a estrangeiros de forma muito original e very tipical. 
Foi por TUDO isto, meus caros, que achei que a Ana seria a perfeita cicerone numa cidade que está prestes a encher-se de casalinhos apaixonados. E como se não bastasse, a nossa conversa deliciosa ficou toda registada em filme (Podem carregar na imagem em cima. Não vale gozar!) para que nada vos escape da nossa sugestão para um perfect date na nossa Lisboa cheia de l’amour!
Estranhei quando a Ana decidiu iniciar o roteiro em casa dela. Como assim? “Partimos de tua casa?”, perguntei. “Não, não, começamos aqui em casa”, respondeu prontamente. Uépa (excitamento)! O que é que será que há em casa da Ana que seja assim super romântico? Hum… fiquei muitooooo curiosa, como devem calcular. Chegámos à sua casa, bem no coração de Lisboa. É um terceiro andar, o último daquele prédio. À porta já estava a super-simpática-giraça-Ana com um sorrido rasgado nos seus icónicos lábios vermelhos (ela usa sempre batom vermelho) para nos receber. Na chaleira estava água a aquecer para um chá de limão e gengibre que logo nos ofereceu. O seu preferido, confessou. Estava delicioso!
Depois de uma tour à sua casa, que partilha com o namorado (agora noivo!!!!!!!!!!!!!) Miguel, começámos a falar um pouco sobre o que é que poderíamos mostrar, a definir melhor o roteiro e no meio da conversa lá cedi à minha curiosidade: “…mas quiseste começar aqui em tua casa, porque…”. “Porque é no telhado que eu e o Miguel começamos muitos dos nossos dias. Com um acordar preguiçoso e, muitas vezes, uma caneca de chá”.
Oooooooooohhhhhh!!!! Há coisa mais fofa e romântica do que esta?! Morri! Por momentos quase que quis ser a terceira pessoa naquele casal e espreitar o dia-a-dia destes dois pombinhos tão apaixonados (palpita-me que eles vão odiar esta parte…).
Subimos até ao segundo andar do apartamento e, com um escadote improvisado, acedemos ao telhado por uma janela no tecto da casa. Estava um dia de sol lindo. Estava frio, mas ali, onde o sol batia de chapa só conseguíamos fazer a fotossíntese e complementar com um golo de chá. Priceless. Foi sentada na telheira que a Ana começou a explicar que seria ali o primeiro spot do Dia dos Namorados, se o Miguel estivesse cá em Portugal (Ele está a gravar em Angola. Snif snif). A proposta seria um acordar bastante tardio (que estas duas alminhas são notívagas por excelência), fazer um chá e desfrutar dos primeiros rios de sol no telhado. Bem juntinhos, a programar o resto do dia. Daqui, certamente, seguiriam para um almoço-lanche, num restaurante que fosse vegetariano ou que gostassem muito, provavelmente no bairro que mais amam em Lisboa – a Mouraria. É que os dois já lá moraram durante anos e só se mudaram porque foram MESMO obrigados (vocês vão ver a forma entusiasmada com que a Ana apresenta e fala da Mouraria. Parece que é uma emigrante que está de regresso a Moimenta da Beira. Muito bom!).
Da chez-Ana para a… Mouraria. Acertei! A Ana levou-nos até à porta da Cantina Baldracca “para mim o melhor restaurante italiano de Lisboa”, referiu. Um grande statement que não a preocupa. Garantiu-nos que ali as massas são divinais, as pizzas são de chorar por mais e os bifes… pppffff… pena eles serem vegetarianos. Situada a caminho do Castelo de São Jorge, a Cantina Baldracca aposta nos sabores do sul de Itália, num ambiente simples e familiar, como podem ver. A ementa apresenta pratos caseiros e podem ainda compor a pasta ao vosso gosto. Confesso que nunca lá fui, mas depois do entusiasmo da Ana vou já marcar reserva para um próximo jantar que tenha. Alguém vir?!
Para desmoer o almoço, que isto de Itália é giro, mas enche para xuxu, a Ana Luísa propôs uma subidinha a pé da Cantina até ao Miradouro da Nossa Senhora do Monte, no bairro da Graça. Um lugar icónico da nossa cidade e, nem por isso, um dos mais visitados miradouros da capital. Vá se lá saber por quê, mas ainda bem! Segundo a blogger, este é um dos seus sítios preferidos para ir namorar. Afinal quem não gosta de dar uns beijinhos enquadrados por uma vista de cortar a respiração? Exacto! Foi também neste miradouro que a Ana e o Miguel já passaram muitos momentos importantes enquanto casal (não, não não foi ali o pedido de casamento, foi num miradouro mais… alto! Vá eu conto! Foi no Empire State Bulding! Tchau!!!!) que ela recorda o seu 25º aniversário e uma festa surpresa que ela organizou para o seu husband-to-be. Este casalinho é demais, não?!
Por isso, se estiver bom tempo não deixem de vir aqui. Se não conhecem, vão apaixonar-se não só pela vossa cara metade, mas também por esta Lisboa que amamos. Experimentem! É ideal para um picnic ou um copo de vinho ao final do dia. A melhor parte é que é gratuito, como as melhores coisas da vida. 
Do miradouro a Ana sugere que, de mãos dadas, desçamos novamente até à Mouraria, mais precisamente até umas das pérolas escondidas deste conhecido bairro lisboeta. Preparem-se que esta dica é exclusiva para a NiT, mega mega mega spot. A Ginjinha d’os Amigos da Severa fica ao lado do largo com o mesmo nome. É tão tipical, tão castiço, tão…nosso que é m.a.r.a.v.i.l.h.o.s.o. É uma ode ao kitsh, ao português de Portugal, ao que temos de mais genuíno, ao fado, que ecoa pela ruela vindo directamente do mini-rádio do Sr. António, o anfitrião daquela pérola há mais de 40 anos. 
É impossível não reparar nas paredes forradas (literalmente) a fotografias com ilustres celebridades, ou a cartazes com espectáculos de fado. No cimo de uma das paredes centrais está em destaque o quadro com a condecoração oficial de “melhor ginjinha” para a Severa. Tivemos que provar! É, sem dúvida, a melhor ginja que já provei alguma vez na vida. Sem exageros. E a mais barata (1€)! A Ana confessou-nos que quando morava ali na Mouraria, a Ginjinha da Severa era o ponto de encontro para ela e os seus amigos, sempre que iam sair ou jantar fora. “Um copo de ginja e abria-se o apetite”, imagino!
Saímos do largo da Severa, dobramos uma rua, subimos um lance de escadas e já estávamos no local escolhido pela nossa Guia do Amor para jantar.  A sugestão da Ana foi o The Food Temple, um restaurante muito simples, mas muito honesto, que serve de forma bastante descontraída petiscos vegetarianos. Esta pode ser uma forma muito engraçada de conhecermos a cozinha vegetariana e vegan, confessa-nos, com o bónus de em noites de verão podermos ser presenteados com actuações de fado, por autóctones do bairro que resolvem, de quando em vez, aquecer as cordas vocais na escadaria adjacente. Deve ser espectacular. Atenção caros leitores: o The Food Tem­ple só está aberto de quarta-feira a domingo entre as 18h e as 24h, e domingo é noite de jantar na Grande Mesa. Quem não se sentir com espírito comunitário deve ir noutro dia. Fica no Beco Jasmim, 18. Apontem já na agenda.
Para terminar em grande este dia dedicado ao Amor e à nossa outra metade, a Ana Luísa sugere uma ida ao Teatro “porque cinema podemos sempre ir noutra altura” e “como é uma data especial” o teatro é sempre uma excelente opção, afirma a nossa blogger.
Como as peças de teatro são sempre subjectivas, a Ana deixa ao critério de cada casal escolher a gostarem mais, a que vos despertar mais a atenção. No entanto, ela levou-nos até às Portas de Santo Antão, a nossa Broadway cá do sítio, para nos convidar a ver a peça que está em cena no Politeama, com produção de La Féria, O Principezinho. Se estão nostálgicos ou gostam de reviver um incontornável clássico infantil (eu amo!) não deixem de ver esta peça, que é um mimo. Como só está em cena aos sábados, domingos e feriados às 15h, esta também pode ser uma excelente opção, que substitua a ida ao miradouro, caso o S. Pedro boicote os nossos planos a dois (livra-te!!!).
Com a luz já a desvanecer, num dia lindo de sol de inverno que nos acompanhou em todo o percurso, despedimo-nos da nossa super-guia, com a certeza de que conhecer a cidade com a Ana tem um outro brilho e cor. Há um entusiasmo no seu discurso que nos faz querer descobrir a cidade em conjunto. Talvez, também, um dos segredos para um perfect date. Ser como Lisboa: apaixonante, luminosa, convidativa e ao anoitecer… misteriosa. 

Bons namoros, minha gente!
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