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O nosso primeiro aniversário foi aqui

3 Setembro, 2014
Fonte: Rio do Prado

Ainda na senda das comemorações, o maridão surpreendeu-me no sábado, véspera do nosso aniversário de casamento, com um fim-de-semana mega, hiper, ultra romântico num sítio que manteve em segredo até lá chegar. Não é fácil, mas desta vez ele conseguiu surpreender-me 🙂

Saímos de Setúbal rumo a Óbidos e como gosto muito daquela zona já estava a ficar entusiasmada. Mas depois afastámo-nos um pouco e começámos a andar pela periferia, literalmente no meio do nada. Aí comecei a ficar desconfiada… até que chegámos a uma clareira sem nada, só com uma estrada de ligação e vimos um hotel, rasteirinho, sem preciosismos de maior, todo ele em comunhão com a natureza.

Confesso que de início desconfiei. Parecia, à primeira vista, que estava ali plantado (literalmente) sem grandes preparações ou envolvimento. Um ambiente um pouco árido. Depois olhava para a cara do J, que estava fechada e ai eu pensei: “Ai a minha vidaaaaaaaaaa. Ele foi enganado. Coitadinho! Está para morrer”. Não há nada pior que estarmos na expectativa em relação uma coisa e depois sair o tiro pela culatra.

 Mas à medida que nos fomos aproximando da recepção fomos percebendo o conceito. E só vos posso dizer que não há ditado que se aplique melhor: “primeiro estranha-se e depois entranha-se”. Foi assim a nossa experiência no imperdível Hotel Rio do Prado.

Assim que nos receberam, explicaram o conceito. O Hotel Rio do Prado não é glamour, papo para o ar, pulseirinha, chiqueza. É uma experiência, que nasce de um modo de vida que questiona a nossa comodidade e existência contemporânea. Este Hotel procura experiências únicas de bem-estar, que partem da nossa vivência e capacidade de descoberta do “apela à terra”.

Por isso é a maior parte do mobiliário do hotel é artesanal. A arquitectura pauta-se pelos valores da sustentabilidade e reciclagem de materiais e a agricultura biológica é imperativa. O Hotel Rio do Prado choca por isso, porque quebra barreiras, mas simultaneamente convida a um novo modo de vida em comunhão com a natureza, sem se abdicar do conforto.

Depois do check-in indicaram-nos a nossa “casa”, ou melhor uma suite com privilégios de mini casa, em betão, com apontamentos rurais e de artesanato, que está implantada no verde que tudo circunda.
Fiquei logo a babar por ir dar uns mergulhos à apetitosa piscina em espelho de água.

Ao percorrermos o campo, até ao nosso quarto, íamos sendo acompanhados por percursos de madeira, pequenas pontes que nos possibilitam uma vista aérea dos múltiplos laguinhos que populam o relvado. Ouvimos o coaxar dos sapos, e o som rastejante de toda a vida animal que por ali co-habita (essa parte, confesso, não gostei muito. Mas decidi envolver-me na experiência).

E no meio da natureza demos de caras com este quarto, tão moderno quanto rústico. Tão digital quanto artesanal. Acho que podíamos viver nesta mini-casinha. Conquistou-nos.

Depois de pousarmos as malas, atacamos logo a piscina, espojámo-nos nas espreguiçadeiras e ainda comemos um lanche de chorar. É que o Rio do Prado tem um restaurante, o Maria Batata, que foi decorado com design próprio e iluminação de autor, tem um espaço de leitura e um bar de gins. Já vos convenci?

Esperem que há mais! Servem tapas frias e quentes, ameijoas, enguias, com diversos tipos de pães caseiros feitos em forno de lenha. Já estou a babar. Durante o dia o bar serve saladas bio e snacks com sumos naturais (de chorar!).

Apesar de não termos ficado por lá a jantar, porque fomos ao centro de Óbidos comemorar num sítio very typical, fica a vontade de regressar para jantar no Maria Batata. As coisas tinham óptimo aspecto e só de saber que tudo é produção nacional e de produtores locais aquece-me as papilas gustativas.

Em suma, gostei muitooo do sítio. É muito bom para namorar. É muito reservado e pacífico. Só consegue albergar poucas pessoas de cada vez e por isso temos uma sensação de privacidade muito boa. O dono do Hotel é uma pessoa muito disponível que vive no cimo do Hotel (grandes vidas!). Está sempre lá para nos receber e dizer um “até já”. Uma pessoa muito descontraída, bom-vivant, de bem com a vida, festivaleiro e isso percebe-se na paixão e dedicação que colocou a este projecto e na arte de bem-receber.

Diz que já ganhou uma data de prémios nacionais e internacionais, mas eu sinto que não nenhuma crítica é tão boa que substitua a bela da experiência. Vão! E depois contem-me como foi 🙂

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