life&love

Quem disse que Rolê cura Deprê?!

5 Junho, 2015

Significados de Deprê :
1. Deprê
Por Dicionário inFormal (SP)
Deprimido, chateado, decepcionado.

Depois que a menina terminou o namoro, ele ficou na maior deprê.

Significados de Rolê :
2. Rolê
Por Dicionário inFormal (SP)
Passear, dar uma volta, andar por ai sem preocupação nem compromisso.

Eu chamei a menina para dar um rolê comigo, mas ela não foi

O pior é que eu fui!
Se estivesse numa aula de português a frase que escreveria no quadro era:
A menina foi dar um rolê porque se sentia deprê.

Sabem aqueles dias em que nada de mais se passou, não aconteceu nada de especial, a vida corre normalmente, nada de novo, rotina a dominar, mas vocês sentem-se uma ratazana perdida no asfalto? Não!? Isso agora não interessa nada!

Pois bem, hoje estava num desses dias. São muito raros, mas estava!
Não estamos tristes, porque nada aconteceu para estarmos tristes, mas também não estamos entusiasmados, porque nada de mais aconteceu para dar aquela animação extra ao dia. Portanto, é só BLASÉ. É isso! Blasé, sem grandes nuances ou excitamentos. E eu não gosto nada de me sentir assim, sem ímpeto, sem aquela energia contagiante.
A bem da verdade, vá, eu estava BORED! Acho que defini o meu dia – B.O.R.I.N.G!!!

Então o que é que eu me lembrei?! “Marta, vai apanhar um solinho no focinho, que a vitamina D faz maravilhas no astral”. Assim foi.
Ouvi a minha voz interior e rumei ao Chiado, na minha hora do almoço, para fazer um shake, shake, shake da alma e alinhar os chacras.
Bom, a parte do sol e do caminhar fez maravilhas, mas tudo o resto fez bem pior. Como diz o ditado popular: “pior a emenda que o soneto”. Pppppffffffffffffff… acho que só agudizei a deprê.

Por onde quer que andasse, olhava para um lado e tinha grupos de turistas a passear, contentes e maravilhosos, a desfrutar desta Lisboa espectacular em dia de sol e calor. Ai e tal que bonito, coiso e tal, and my mind starts to wonder: “Pois… quem me dera! Quando é que eu vou viajar? Sei lá! Talvez em 2030”. Pronto, fiquei mais deprimida.

Depois via todos nas esplanadas a beber coisas frescas ou a comer um gelado, com aquela despreocupação própria de quem está de férias ou a gozar de uma tarde de dolce fare niente. E eu? “Pois… quem me dera! Agora vou ter que ir trabalhar e enfiar-me no estaminé com este calor e com este tempo espectacular. Quando o que me apetecia era estar na praia de papo para o ar sem fazer nada”. Pronto, fiquei ainda mais deprimida.

De seguida, experimentei o velho truque de entrar nas lojas e ver coisas bonitas. Olhem, foi a pior coisinha que pude fazer ao meu humor de cão. Quando eu tenho disponibilidade e pilim para gastar não encontro NADA de jeito. Vou às lojas e nada me encanta, não há o meu número, não gosto de nada o suficiente para levar. Hoje, que estou pobre, na penúria, sem-abrigo, em cada loja que ia só via itens, e mais itens-desejo, o meu número, o meu tamanho e as cores que mais gosto.
Escusado será dizer que sai de lá o mais rapidamente que as minhas pernas puderam palmilhar, antes que entrasse dentro de um provador e tentasse cortar os pulsos com um cabide.

A sério, quem é que nos meteu na cabeça que quando estamos com a neura devemos sair? Quem?!
Só posso dizer que estava completamente errado. Se estiverem assim, como eu, naquela altura do mês em que precisamos de deprimir só porque sim, então, conselho de amiga – NÃO SAIAM DE CASA.
Há sorrisos e coisas bonitas em todas as esquinas e Deus nos livre de batermos de fronte com a felicidade. Fiquem no degredo em casa, no escritório ou debaixo da almofada. Amanhã já tudo passa.

Be Happy. It’s FRAYAYYYYYYYY!
#sóquenão

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Comments

  1. A.João

    6 Junho, 2015 at 22:34 Responder

    Costumo rumar ao Chiado para desanuviar… e costuma resultar, mas pronto é zona de Lisboa que sempre me fascinou. Há sempre a hipótese de ir molhar os pés à praia, também pode ajudar 🙂

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