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Shopping Modjo

27 Dezembro, 2014

Eu tenho uma teoria sobre as compras:
Eu acredito nos Deuses das Compras. Há um sinal divino que não ignoro numa Meca Comercial. A minha mente funciona quase como a dos jogadores compulsivos nos Casinos – quando estás em alta não troques o dinheiro. Eu sigo esta máxima! Quando fazes uma boa compra não pares por ai! Não sei se uma certa e determinada pessoa vai gostar muito desta minha teoria de compradora-compulsiva, mas estou só a evangilizar mais crentes (i know you’re out there).

Hoje aconteceu-me exactamente isso. Fui ao Colombo (eu sei que tenho laivos de loucura) neste pós-Natal para me despachar de algumas trocas e compras que queria fazer. Entrei na Adidas para utilizar um vale de compras que me tinham oferecido e qual não é o meu espanto quando percebo que a loja já está com descontos. Oh yeah! Percorri todos os cabidezinhos na esperança de encontrar “a peça” e lá me enamorei por uns tenis AMAZING. Eram 150€, estavam com 50% de desconto e…e… só havia o meu número. Experimentei, quase a tentar testar esta sorte divina, e parecia a Cinderela dos tempos modernos. Quase que saí de lá com eles calçados, tal não era o excitamento. Entrei lá à pensar que só ia levar um t’shirtzinha e sai com uns mega-fashion-tenis. Pumbas! Pensei: estou com um bom shopping-modjo não vou desperdiçar isto.

Entrámos na FNAC, comprámos e trocámos o que precisávamos. Entrei na Berska para tentar trocar outro artigo, mas comecei a sentir uma not-good-vibe e saí de lá antes que me complicassem com os chakras. Numa tentativa última de utilizar o “chamamento”, entrei na Guess para ver se havia a mala que andava a namorar há 300 anos. Andava numa busca pela “perfect black bag” e fiquei de olho numa desta loja. Entrei, perguntei pela mala, a funcionária fez uma ar de “ui… ESSA mala!?!?” Pediu licença para ir ao armazém e evaporou-se. Esperei, esperei, esperei, e passados (à vontade) mais de 20 minutos lá veio ela esbaforida com um saco a esconder a preciosidade de alças. Disse-me: “Veja lá se gosta que é mesmo a última que tenho em armazém e no país.” What?!?! Acho que mesmo que não gostasse, levava, mais que não fosse pela raridade e dificuldade em encontrar a bicha. Pois que gostei, pois que amei, pois que quase fiz xixi de alegria. Era mesmo aquilo que estava à procura. E as rezas intensificaram-se quando ela me disse que por ser cliente tinha 30% de desconto sobre o valor da mala. Que MEL! Nem pensei mais. Come to Mama, pequenina!

Saí de lá com um sorriso de orelha a orelha, pronta a rezar uma dezena em nome dos Deuses das Malas, mais dois Pais-Nossos e três Avé-Marias pelo descontinho catita. Ainda passei pela Betrand para ir buscar um livro, mas quando me disseram que não havia, percebi que o vórtex de “energias consumidoras” tinha-se fechado por hoje. Era hora de voltar a casa e alegrar-me pelos milagres conseguidos. Amén.

Estão a ver?!? Esta é a moral da história: Não faz mal ceder ao “Calling-Consumista” desde que se saiba sair de lá a tempo de não chatear os Deuses… ou o marido! Capiche?

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