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SIM, EU FUI AO WEB SUMMIT 2016. E QUÊ?!

14 Novembro, 2016

Sim, eu fui, mas não, não postei nenhuma foto com a credencial do evento. Ehehehehe!

Para quem me segue nas redes sociais, especialmente no Facebook, deve ter percebido que a páginas tantas lancei um repto, em modo desesperado, que dava conta da minha dádiva de dedo indicador da mão direita (que tanta falta me faz) para poder entrar no Web Summit 2016. 

Lancei! Lancei para o universo (ou melhor, para o Facebook, que é quase a mesma coisa) a minha vontade de ir, na esperança de que uma alma caridosa se sensibilizasse com o meu pedido e com o meu dedo…

TRUE STORY: Passados 5 minutos de ter lançado o apelo, recebo uma mensagem privada, via Facebook, da minha querida Susana Esteves Pinto, girl boss da The Destination – weddings in Portugal; da Simplesmente Branco; da Wise_up Weddings: convites para casamentos e ocasiões especiais e de quem já aqui falei muito por altura do lançamento do seu livro sobre casamentos “Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz“. Ufa, que esta rapariga é um furacão de iniciativas e empreendedorismo. 

CHAT
Susana: “Martinha, acho que sou capaz de te safar!”
Marta: WHAT!??!!??! Como assim?!?! Como assim!??!
Susana: Infelizmente, não vou poder ir ao Web Summit porque tenho trabalho marcado para esses dias e em vez de deitar fora a oportunidade é sempre melhor partilhar

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh (sons angelicais a cairem do céu!)

Marta: WHAT!??!?!!? Estou incrédula! OBRIGADA! OBRIGADA! OBRIGADA!!!!

A conversa continuou com muitos mais pormenores, mas despedi-me a prometer um busto da Susana à porta da minha casa, onde farei reverência todos os dias antes de entrar em casa, de manhã e à noite. É o mínimo!

A Susana, apesar de ser uma pessoa muito querida, super talentosa, empreendedora e, como podemos ver, hiper generosa, tornou-se no epíteto de tudo aquilo em que acredito – se dermos coisas boas ao mundo e nos colocarmos “out there”, as coisas acontecem. Estou-te a dever uma, miúda!

Feliz da vida lá fui para o Web Summit, sem saber muito bem o que esperar, mas com as expectativas super em alta. Ora vejamos, a feira de tecnologia e novos média mais bombada do universo, com elementos de todas as partes do mundo, os melhores palestrantes da área a botar faladura, empresas com disponibilidade e vontade de investir neste campo em Portugal (e não só) e as últimas novidades-bafónicas sobre esta área digital e de tecnologia… ppppffffff… como não querer estar presente?!?! 

Não vos vou maçar com os pormenores mais geeks da coisa, porque acho que já tudo foi dito e escrito sobre a matéria nas inúmeras noticias que foram saindo antes, durante e depois deste grande acontecimento.  

Vou apenas falar sobre as coisas que mais gostei e, resumindo e baralhando, aquilo que aprendi nestas aparições na Web Summit Portugal 2016:

– Para além da apresentação do Gary V (fucking bad ass), que foi absolutamente contagiante no Center Stage do MEO Arena, sobre “Afraid to fail because of other people’s opinions?” (num discurso quase envangélico sobre os novos fenómenos comunicacionais), estive sempre mais presente no pavilhão que tinha o palco dos “Content Creators”, ou seja, dos produtores de conteúdos, porque tinha mais que ver com a minha formação e área de interesse;

– Aprendi que a realidade que nos circunda actualmente está efectivamente em grande mudança. Não tenham a mais pequena dúvida disso;

– Os avanços tecnológicos dos últimos anos mudaram radicalmente a forma como comunicamos, como nos percepcionamos, como interagimos, mas também como construímos empresas, como produzimos conteúdos e como o dinheiro circula;

– Se há uns tempos falávamos em redes sociais e o advento da individualidade proliferava como bandeira do fenómeno das redes sociais, hoje as empresas tecnológicas e de comunicação preocupam-se com o conceito de “comunidade”. Já não é perceber o descodificar o que uma pessoa quer, é perceber o que é que a comunidade quer ver ou comprar;

– Se falávamos, na era dourada da televisão e do cinema, das estrelas do ecrã televisonado ou projectado, hoje os olhos estão postos nas estrelas que emergem do panorama das redes sociais. É aí que estão as comunidades, os likes, os seguidores e, consequentemente, as marcas e o investimento;

– Falou-se muito neste palco dos produtores de conteúdos sobre “storytelling”, um dos conceitos que mais adoro trabalhar e no qual acredito. Sinto que num mundo pejado de estímulos, meios, redes e conteúdos é na forma como contamos uma história, como engajamos os ingredientes do que queremos contar que conseguimos ter verdadeiramente sucesso. Não basta apenas estar, temos que perceber como queremos estar e que história queremos contar. Tem que ter um objectivo, um propósito bem definido, senão não capta a atenção nem retém audiência (muito importante);

– Flash News: A televisão, tal como acredito e estudei recentemente, não vai morrer, tal como a rádio não morreu com o aparecimento da televisão nem com o surgimento da Internet. Não vai morrer, mas vai ter que mudar, vai ter que se adaptar ao novo universo digital e de apropriação de vídeos. Adorei um dos oradores que discursou no painel sobre o “Futuro da TV”, que disse que para ele, hoje, a sigla TV já não identifica televisão, mas “Total Video”. Subscrevo na íntegra e esse é o futuro, sem dúvida (teria muito mais a dizer sobre esta temática, mas não vos quero melgar por aqui)! 

– Apesar de existiram alguns fenómenos sociais de cariz mais duvidoso e preocupante, acredito e foi referido várias em vezes e diferentes paneis, que esta é a era para se viver neste novo e admirável mundo em que tudo é possível. O digital e a tecnologia que temos ao nosso dispor tornaram-nos numa comunidade privilegiada, onde o sucesso está possivelmente ao alcance de um clique. Nunca nada foi tão democrático e possível, porém assustador e desafiante; 

– Foi muito inspirador ouvir alguns oradores que falaram sobre esse mesmo futuro e perceber que é possível fazer muito mais e melhor. Que muitas coisas cool estão para acontecer. A apresentação que encerrou o Web Summit foi disso exemplo. Aconselho-vos a verem o stream da sessão, que falou sobre o novo sistema de transporte que está prestes a ser lançado. É incrível!!!!!!!!!!!!!! 

– O Joseph Gordon-Levitt é bem mais giro ao vivo (achei que deveriam querer saber desta parte);

– Nota à organização: achei ridículo termos que entrar e sair pelo mesmo pavilhão. Perderam-se horas e tacões a fazer esse percurso sem sentido algum;

– Para terminar, gostaria só de referir que apesar dos arautos da desgraça e das vozes do contra (que existem sempre) que nada viram de profícuo a acontecer nestes quatro dias de evento e que só discorreram veneno sobre o Web Summit em Portugal, acredito que este tipo de iniciativas não só beneficiam a imagem e melhoram a economia do nosso país (a ocupação hoteleira de Lisboa estava on fire, as ruas e os restaurantes estavam cheios), como também contribuem para a criação de novos negócios, oportunidades de emprego, para sinergias nacionais e internacionais, para o crescimento de algumas empresas e para se produzir conhecimento sobre a área e abrir um discurso mais amplo e abrangente sobre esta temática digital. 

É inegável a importância da web e a forma como impacta a nossa vida e o nosso emprego, especialmente nas áreas da tecnologia e comunicação. Fecharmo-nos a esta evidência é negar a própria realidade.

Por isso é que fiquei tão agradecida por ter conseguido ir a este grande evento, que ele tenha provocado em mim o conhecimento e mudanças necessárias para crescer mais e aprender. Fico a aguardar pelo próximo ano, que trará, com certeza, mais novidades, novos nomes da industria e muito mais conhecimento para partilhar. 

Obrigada Susana do coração! 
És oficialmente a minha Madrinha-da-Web <3 <3 <3

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Comments

  1. Susana Esteves Pinto

    14 Novembro, 2016 at 21:08 Responder

    miúda, passar ao próximo é um belo lema – se tu não podes, spread the love. Ainda bem q valeu a pena, gostei de ler o q se passou. E acho q as sementes plantadas vão brotar a médio prazo de forma bem interessante! Tchim tchim!

    1. Marta Neves

      15 Novembro, 2016 at 11:49 Responder

      <3 <3 <3 OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA!!!!!!!!! Foi muito bom e só foi melhor, porque foi graças a ti que tudo foi possível. És grande!! Já mandei o orçamento para o busto. Mi aguardxi!

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