life&love

Spring has Sprung!

2 Maio, 2015

Que bom! A Primavera chegou! Lá, lá, lá, lá, láaaaaaaa
Os dias estão mais compridos, ansiamos pelas noites mais quentes, anoitece mais tarde, vamos fazendo contas ao calendário pelas férias na praia, e tudo fica mais bonito, florido e…povoado!

(som de disco a riscar)

Pois é, com a Primavera surgem, também, os animaizinhos que estiveram em hibernação ou simplesmente mais quietos com o frio. Ah pois é… e isso para a “Je” é um problema. Um grande problema. Pequenos-grandes-problemas.

Ontem, aproveitei o feriado para fazer um bom passeio domingueiro com a minha filha-de-4-patas. Fomos para o nosso Jamor do coração, onde aproveitamos sempre para correr, saltar e brincar na zona de trilhos que o Parque tem, onde, a bem dizer, é só mato que circunda os pequenos caminhos de terra batida.

Ok, eu sei que esta semana não consegui para fazer os nossos passeios no Jamor como gostamos, mas… só passaram 8 dias desde a última vez que fizemos o mesmo percurso. Por isso, não sei se biologicamente é possível aquilo que vos vou relatar, mas a vegetação que na semana passada me dava pelo tornozelo, ontem dava-me pela cintura. B.I.B.L.E!!!!

Bom, confesso que aquele arvoredo estava a causar-me um pouco de impressão, porque sei bem, dos meus bons anos de Biologia aplicada, que debaixo da vegetação está muita fauna e flora. Aiiiiiiiii que medooooooo! O tempo ontem estava meio pegajoso, calor, abafado, o que ajuda sempre à procriação da bicheza alheia.

Começámos o nosso percurso e a cada passo que dava ouvia sons na vegetação de “coisas” a mexer, “coisas” a fugir, “coisas”… Tentei evocar o espirito de escuteira que há em mim, ou pelo menos que houve em mim, e tentar abstrair-me. Pensar que o que quer que fosse que estivesse ali a observar-nos teria, seguramente, mais medo de nós, do que eu deles. Tentei convencer-me disso, porém só durou alguns minutos este meu wishfull thinking.

Lá continuamos o percurso, chegámos à zona dos trilhos e aí começamos na palhaçada com brincadeiras, corridas, saltos, comigo a atirar a bola e a Concha a ir buscar, etc e tal. Até que passámos por uma zona que tinha mais vegetação, que quase tapava o trilho, onde atirei a bola para longe. A Concha sai disparada à minha frente para a apanhar e quando eu começo a correr atrás da cadela e da bola, salta uma coisa na minha diagonal, vinda do chão que eu estava a pisar, para os arbustos, que me ia matando do coração.
Eu, do medo semi-fechei os olhos, gritei que nem uma menina de 5 anos assustada pela possibilidade do papão. A sério, se estiveram ontem no Jamor, num raio de 6km para lá da zona dos trilhos devem ter ouvido um grito desesperado e histérico. Era eu! Peço desculpa, mas era eu!!

O medo que alguma coisa me “caçasse” aconteceu e um animal, cuja espécie não consegui descortinar, nem sei se quero, saltou na minha direcção, pressuponho que também em pânico para fugir desta gigantone (eu!) que se assaltou ao caminho. Do ponto de vista da dimensão era algo entre o gafanhoto (do entroncamento) e um pássaro. Do ponto de vista da qualidade do bicho diria que era da laia da família dos insectos.

Escusado será dizer que saí dali a correr os 10-metros-barreiras-kenianos, deixando uma família de boca aberta com o sucedido, que assistia ao espectáculo suficientemente longe para não me conseguir  identificar (thank God!), mas perto o suficiente para me gozarem (e deve ter acontecido).
Clap, clap, clap para mim.
Enquanto me lembrar deste episódio, parece-me que não irei para esta zona do Jamor soltar a cadela e gritos de desespero.

Tão bom, Primavera, tão bom! Ainda bem que chegaste… NOT!

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