culture, inspirations, life&love

Too-Cool-Went-To-School

27 Março, 2015

Ainda não tinha escrito nada sobre esta minha aparição, mas não podia NÃO escrever aquilo que foi uma experiência para lá de espectacular. É caso para dizer Too-Cool-Went-To-School.

Na terça-feira passada fui dar uma aula à Universidade Católica Portuguesa. Estive lá a convite da Prof. Doutora Catarina Duff Burnay para dar o meu contributo, como profissional e como investigadora do Obitel, para a compreensão de um fenómeno comunicacional que dá pelo nome de “transmedição” em televisão. UAU, que chique! Super pomposo.

Concretizando, este convite aconteceu porque eu sou uma das investigadoras da equipa portuguesa de comunicação que escreve anualmente para o OBITEL – Observatório Ibero-Americano de Comunicação. Equipa essa composta pela guru da comunicação em ficção, Catarina Duff Burnay, pelo argumentista superstar que já ganhou um Emmy para Portugal na categoria de “Novela”, Pedro Lopes, Et Moi, a comum mortal entre os Deuses da comunicação, alguém tinha que cumprir esta cota, certo?

Quando escrevemos a nossa contribuição para o OBITEL 2014 eu fiquei incumbida de analisar e de investigar os processos transmediáticos mais relevantes da nossa televisão no ano de 2014. E porque tive que descodificar e adaptar a metodologia de investigação iniciada por Maria Immacolata Vassallo de Lopes, a Prof. Catarina lembrou-se que seria para lá de importante levar-me até aos seus pupilos para falar sobre o conceito da transmediação no seu geral, mas também na sua aplicabilidade na investigação em comunicação. Mais! A minha tese de mestrado foi sobre um processo transmediático na medida em que procurou perceber de que forma as redes sociais ajudam na construção de narrativas de entretenimento em televisão, com o Facebook como case study. Vai buscar! Agora, back to class!!!

Devo dizer-vos que um dos meus talentos é fazer powerpoints. Opah, perdoem-me a falta de modéstia, mas as minhas apresentações são muita giras. Levei tudo prontinho e direitinho para falar, durante 1h30, perante esta nova geração de comunicantes.

A classe era composta por alunos do último ano de licenciatura em Comunicação Social. Juro-vos que a primeira coisa que me veio à cabeça foi dizer-lhes: FUJAM!! O que é que estão aqui a fazer? Querem ir para o desemprego? Querem trabalhar a receber 500€?! Não têm amor próprio?! Façam outras coisas! Dediquem-se à agricultura! Só que… não! Decidi ser politicamente correcta, deixar as minhas convicções pessoais à porta da sala e servir de veiculo para coisas positivas e super interessantes (espero!).

A primeira coisa que fiz foi perguntar quem da classe é que gostava de trabalhar em televisão, como devem calcular mais de metade da turma colocou a mão no ar, maioritariamente meninas, e os que não levantaram as manápulas tiveram vergonha de assumir. É o normal!
Outra coisa gira que fiz foi assimilar o momento em que sou EU que agora estou em pé e são ELES que, sentados, olham para mim como se eu tivesse todas as respostas e certezas do mundo. Foi uma sandes mista de medo, com fascínio.

Depois de ter falado sobre o meu percurso profissional (para inspirar ou desispirar… nunca se sabe) e do trabalho desenvolvido com a minha investigação em televisão, passei para a parte em que comecei aleatoriamente a falar sobre a construção de alguns programas televisivos, tipos de formato, etc. e tal, e aí foi a explosão total! Eles deliraram à séria. Realmente a televisão ainda é uma caixinha magica que a todos encanta, que promove desejo e curiosidade.
Um balanço? 5 Estrelas! Eles participaram imensooooooo. Tiraram imensassssssss dúvidas e deixaram muito comentários válidos. Nem sei como falei mais de 1h30 sem que nem eles nem eu déssemos conta. Que péssima professora sou eu!

Ficou a promessa de um regresso próximo para fazer qualquer coisa com este conteúdo que suscitou tanto interesse – os diferentes formatos televisivos.
Estou aqui a aguardar a próxima hipótese para fazer um spread-the-word. Nunca é demais evangelizar.

Se quiserem saber mais sobre o nosso trabalho não deixem de consultar o OBITEL 2014, com a nossa contribuição portuguesa e vamos estar presentes com uma mesa de debate no próximo dia 23 de Abril no Festival In de Lisboa – Inovação e Criatividade. Vai ser biscoito fino.

0

Leave a comment

About