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SUNDAY LOVE | 4 Documentários que uma Mulher NÃO Pode Deixar de Ver

13 Setembro, 2016

Não sei quanto a vocês, mas eu A.D.O.R.O um bom documentário.

É dos géneros cinematográficos que mais gosto, pela força da realidade, pelo poder que o “verdadeiro” pode operar na nossa própria mudança. Às vezes as historias do real são tão transformadoras e arrebatadoras que mais parecem ter sido escritas por alguém, um argumentista-superior que desenha os caracteres de vidas que nos emocionam. 

Foram vários os documentários que me marcaram. Ainda há relativamente pouco tempo falei-vos aqui no blogue de um que me tocou particularmente, o Twenty Feet From Stardom. É incrível!!!

O He Named Me Malala (2015), que dispensa apresentações. Must seen!

Ou até mesmo o Searching For Sugar Man, que também ganhou, à semelhança do primeiro exemplo, o Óscar para Melhor Documentário, mas em 2012. Se ainda não viram, por favor enriqueçam as vossas vidas, as vossas mentes com esta história. É de cair o queixo!!! 

Mas há mais! Muito mais! 

E se são como eu que adoram ver um bom documentário, reflectir e pensar na vida (que profunda que eu hoje estou…), proponho que façamos um visionamento conjunto. Vou lançar aqui uma lista de 4 documentários que foram referenciados como sendo “os documentários que uma mulher não pode perder” e vamos partilhando as nossas ideias e reflexões sobre o que vimos, o que gostámos,  o que não concordámos e o que nos tocou mais. 

Boa? Alinham neste desafio? Eu estou super entusiasmada. 

A minha proposta é a seguinte:

IRIS

Quem é que não conhece a história desta senhora que é um verdadeiro ícone da indústria da moda? Não?! Têm que conhecer. É uma história incrível de amor, superação e afirmação do poder no feminino, por uma mulher que se recusou a ficar parada num estereótipo social designado para a mulher do seu tempo, que lutou lado a lado com o marido por uma igualdade de género e um reconhecimento da indústria que amava – a moda. 
Ela hoje é consultada pelas maiores marcas do mundo para dar opiniões sobre novos lançamentos, uma vez que é considerada uma das mulheres com maior sentido estético desta área. É uma grande inspiração, uma vez que aos 94 anos ela ainda é uma “working girl“, que nunca baixou os braços ao trabalho ou às contrariedades da vida. É uma ode ao amor pelo trabalho, por aquilo que se gosta de fazer, mas também à vida, cujo lema é: “The greatest fashion faux pas is looking in the mirror and seeing someone else.” Curiosos? Para quem tiver, este documentário está disponível no Netflix.

CODE GIRL

Este documentário, super inspirador, versa sobre a história de um grupo de raparigas de vários pontos do globo que tentam ser melhores cidadãs através da tecnologia. O “código”, linguagem tecnológica que permite “escrever” tudo aquilo que em que nós actualmente trabalhamos nas novas tecnologias, está prestes a ser rescrito, na medida em que mais de 5000 raparigas se juntaram num desafio mundial para desenhar uma app e ganhar 10,000 dólares para a concretizar e lançar ao mundo. Deve ser muito interessante, uma vez que retrata um dos temas mais actuais do nosso panorama digital.

WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?



Esta é mais uma produção Netflix e desta vez para retratar o longo trabalho de defesa dos direitos das mulheres afro-americanas levado a cabo por a não menos diva Miss Nina Simone. Muitos de nós só a conhecemos pela sua marca na música, no universo do Jazz e pela sua grande voz, mas Nina era uma autêntica provocadora de audiências, o que a levou a perder parte da sua popularidade como mainstream-performer. Este é um documentário que promete reflectir sobre o nosso valor interior, mas também colectivo, que nos mostra que é preciso muitas vezes ter coragem para sermos nós próprios, especialmente quando isso implica grandes sacrifícios pessoais. Se tudo o resto falhar neste documentário, podemos sempre lavar as vistas e abrir os ouvidos com o brilhantismo desta grande artista, uma mulher que recebia os aplausos enquanto lutava contra os seus próprios demónios interiores. 
Digamos que é uma win-win situation

SHE’S BEAUTIFUL WHEN SHE’S ANGRY


E terminamos a nossa lista de TPC-Visual com um documentário que ilustra a luta e as dificuldades sentidas no histórico Women’s Movement – Movimento Feminista – nos finais da década de 60 e início da de 70, nos Estados Unidos da América. 
Se pensarmos que estes foram os primeiros passos para a emancipação feminina que hoje damos por adquirida, este compêndio visual e testemunhal ganha força na intenção. De certeza que já todos vimos aquelas imagens icónicas, a preto e branco, de mulheres a incendiarem os seus soutiens, e a segurar cartazes de libertação. Porém, este documentário é único na medida em que enquadra todo este lastro histórico e social numa muito maior bigger picture.

Estou mortinha para saber o que acharam destas propostas e para saber das vossas opiniões. 

Contem-me tudo!!! Bons visionamentos**

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